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Medidas preventivas contra o coronavírus

A palestra sobre medidas preventivas, feita pelo Francisco Ivanildo, iniciou relembrando a história da Influenza H1N1 (em 1918), quando havia ausência de vacinas e tratamento específico. Foram fechadas escolas, igrejas bares e cinemas, mas quando se retornou à circulação houve um pico de casos. À época, enquanto a Filadélfia teve um grande pico de casos, St. Louis, com medidas mais restritivas, apresentou dupla onda, com menores picos e melhor capacidade de controle.

Ele ressaltou que no caso do SARS-CoV-2, a transmissão pode ser desde a fase assintomática ou pré-sintomática, com transmissão pessoa-pessoa por gotículas, objetos e aerossóis em ambiente hospitalar.

Dos termos, diferenciar dois é preciso, sendo:

  • Mitigação: desacelerar, mas não necessariamente impedir propagação;
  • Supressão: reverter o crescimento, reduzindo casos e manter a situação indefinidamente.

Objetivos da mitigação: achatar a curva e reduzir aceleração dos casos e número do pico – evitar que ultrapasse (ou que isso ocorra de forma tênue) a capacidade de atenção médica e sem sobrecarregar o sistema de saúde.

 

Mas como fazer? Medidas não farmacológicas. E o que já foi testado?

Em nível individual: isolamento, etiqueta respiratória, higiene das mãos; quarentena familiar voluntária, quando um dos membros afetado (pelo tempo de incubação da doença – 14 dias).

Em nível comunitário: interrupção de atividades não essenciais, fechamento de escolas, bares e cinemas.

A nível ambiental: higienização de objetos e superfícies, nas casas e em ambientes públicos.

Com relação às lacunas de conhecimento, temos dúvidas sobre o melhor momento para abrir e reabrir. Será que reabrindo viveríamos novos picos como foi com a influenza?

Além disso, há alguns obstáculos práticos às medidas, como o descumprimento da quarentena, falta de clareza pela autoridade responsável pelas decisões, falta de acesso aos recursos, falta de liderança política de alto nível; ausência de coordenação com empresas, ONGs e organizações comunitárias; falta de comunicação clara e consistente.

Então quais seriam os impactos das medidas não farmacológicas? (isolamento domiciliar, rastreio do contato, quarentena das pessoas expostas, fechamento das escolas e locais de trabalho e evitamento aglomerações)

  • Tomando-se todas as medidas, observaremos queda da transmissão.
  • Só funcionam enquanto estão em vigor, mas há recrudescimento posterior. Medidas efetivas são vacinas ou tratamento. Será preciso momentos de novos isolamentos.
  • Distanciamento social favorece a capacidade de atendimento dos modelos de saúde, enquanto sua não realização sobrecarrega o sistema.

E a eficácia da máscara cirúrgica? (estudo com H1N1 e Sars-Cov-1)

O palestrante refere que há grande incerteza sobre sua utilização – sobretudo sobre as máscaras de tecido –, mas o CDC tem orientado sua utilização em ambientes públicos.

 

Autor:

Fernando Menezes

Graduando em Medicina pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) ⦁ Extensão universitária nas áreas de Imunologia e Administração e Finanças (UERJ)

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