#Covid-19: #mídias sociais e a disseminação de notícias em #terapia intensiva pediátrica

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monitor de uti pediátrica e o uso das mídias sociais para divulgar informações sobre covid-19

O uso das mídias sociais para disseminação de informações científicas em terapia intensiva pediátrica durante a pandemia da doença do novo coronavírus (Covid-19) foi amplamente abordado no artigo Using Social Media for Rapid Information Dissemination in a Pandemic: #PedsICU and Coronavirus Disease 2019, de Kudchadkar e Carroll, publicado no jornal Pediatric Critical Care Medicine.

Segundo os autores, nunca houve uma necessidade tão importante de disseminação rápida de informações no século XXI do que durante a pandemia da Covid-19. “A mídia social é uma plataforma de comunicação instantânea e em tempo real usada na área da saúde para disseminação e aquisição de informações, networking profissional e em prol dos pacientes. Com o uso de hashtags, o equivalente a uma palavra-chave, a mídia social permite a curadoria de conteúdo relevante para uma área ou foco específico”.

 

Mídias sociais durante Covid-19

Em 2016, a hashtag #PedsICU foi criada para uma coorte de terapia intensiva pediátrica no Twitter. Dessa forma, os pesquisadores objetivaram descrever o impacto de uma estratégia de colaboração internacional e rápida disseminação de informações, no Twitter, entre uma comunidade de terapia intensiva pediátrica durante a pandemia.

Em 15 de março de 2020, os autores começaram a promover o uso da hashtag #PedsICU em combinação com #COVID19 no Twitter para todos os tweets relevantes acerca de terapia intensiva pediátrica e Covid-19. Kudchadkar e Carroll utilizaram o Symplur Signals (Symplur, LLC, Upland, CA), uma ferramenta de análise de mídia social para assistência médica, para rastrear todos os tweets que incluíam a hashtag #PedsICU entre 1º de fevereiro e 1º de maio de 2020.

Após extrair todos os tweets que continham # PedsICU durante o período do estudo, os pesquisadores revisaram manualmente para incluir, pelo menos, uma hashtag relacionada à Covid-19 e agregaram esses tweets. Essas hashtags relacionadas à Covid-19 incluíam: #COVID19, #coronavirus, #COVID—19, #Covid_19, #COVID2019, #COVID, #covid4MDs, #COVIDfoam, #SARSCoV2, #Coronavid19, #2019nCoV, #CoronavirusOutbreak, #COVID19pandemic, #COVID19mx, #CoronavirusPandemic, #sarscovid2 e #SARS_COV_2.

 

Os tweets, incluindo #PedsICU, foram compartilhados 49.865 vezes em seis continentes entre 1° de fevereiro e 1° de maio de 2020. Entre 1º de fevereiro e 13 de março, apenas 8% dos tweets #PedsICU incluíram uma hashtag da Covid-19. Após um forte aumento de casos durante a semana de 14 de março de 2020, o conteúdo da Covid-19 dominou a conversa #PedsICU no Twitter, compreendendo 69% dos tweets e impressões de #PedsICU (p <0,001). A hashtag da Covid-19 mais usada no período de estudo foi #COVID19 (69%).

Proporcionalmente, uma porcentagem maior de tweets #PedsICU incluindo a hashtag da Covid-19 (versus não) tinha imagens ou vídeos (45% versus 41%; p <0,001). Além disso, os prestadores de cuidados de saúde não médicos foram o maior grupo de usuários (46%) da combinação de hashtags #PedsICU e Covid-19. Os tweets mais populares compartilhados no Twitter foram recursos de acesso aberto, incluindo links para literatura atualizada, revisões narrativas e vídeos educacionais relevantes.

 

Conclusões

Os pesquisadores concluíram que o Twitter tem sido amplamente utilizado para compartilhamento e colaboração em tempo real de informações entre a comunidade internacional de terapia intensiva pediátrica durante a pandemia da Covid-19.

O uso direcionado das hashtags #PedsICU e #COVID19 para engajamento no Twitter é um canal para combater a desinformação e otimizar o alcance às partes interessadas em terapia intensiva pediátrica em todo o mundo.

Autora:

Roberta Esteves Vieira de Castro

Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina de Valença. Residência médica em Pediatria pelo Hospital Federal Cardoso Fontes. Residência médica em Medicina Intensiva Pediátrica pelo Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro. Mestra em Saúde Materno-Infantil pela Universidade Federal Fluminense (Linha de Pesquisa: Saúde da Criança e do Adolescente). Doutora em Medicina pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Pós-graduanda em neurointensivismo pelo Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR). Médica da Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP) do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE) da UERJ. Membro da Rede Brasileira de Pesquisa em Pediatria do IDOR no Rio de Janeiro. Acompanhou as UTI Pediátrica e Cardíaca do Hospital for Sick Children (Sick Kids) em Toronto, Canadá, supervisionada pelo Dr. Peter Cox. Membro da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). Membro do comitê de sedação, analgesia e delirium da AMIB. Membro do comitê de filiação da American Delirium Society (ADS). Coordenadora e cofundadora do Latin American Delirium Special Interest Group (LADIG). Membro de apoio da Society for Pediatric Sedation (SPS).

Referências bibliográficas:

  • KUDCHADKAR, S. R.; CARROL, C. L. Using Social Media for Rapid Information Dissemination in a Pandemic, Pediatric Critical Care Medicine, 2020 doi: 10.1097/PCC.0000000000002474

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