#Covid-19 na #gravidez: características de gestantes com infecção confirmada

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médico com mão em barriga de grávida com covid-19 na gravidez

Este mês, foi publicado no The British Medical Journal (BMJ) um estudo o qual avaliou desfechos gestacionais em mulheres internadas por síndrome da angústia respiratória grave por coronavírus 2 (SARS-CoV-2) no Reino Unido.

O coorte retrospectivo usou os dados do Sistema de Vigilância Obstétrica do Reino Unido (UKOSS) de 427 gestantes internadas com infecção confirmada por SARS-CoV-2 no período entre 1 de março a 14 de abril de 2020 de 194 maternidades.

As variáveis analisadas foram a incidência de internação e óbito materno, infecção neonatal, necessidade de suporte em unidade intensiva, óbito fetal, prematuridade, cesariana, natimortalidade, neomortalidade e necessidade de suporte em unidade intensiva neonatal.

 

Covid-19 na gravidez

O resultado evidenciado pelo BMJ, foi que a incidência de internação hospitalar devido a infecção confirmada por SARS-CoV-2 na gravidez foi de 4,9 por 1.000 maternidades, 281 (69%) gestantes apresentavam sobrepeso ou obesidade, 145 (34%) possuíam comodidade preexistentes, 175 (41%) tinha idade igual ou superior a 35 anos, 233 (56%) eram de minoria étnica negras ou de outras etnias, 266 (62%) já haviam engravidado, 196 (73%) pariram o termo.

Quanto à necessidade de suporte em unidade intensiva a incidência foi de 10% (41) e 1% (5) vieram a óbito, já dos 265 recém natos 12 (5%) apresentaram infecção confirmada para SARS-CoV-2, sendo seis destes nas primeiras 12h de vida.

 

Conclusões

O estudo evidência que a maioria das mulheres encontravam-se no segundo e terceiro trimestre da gestação, reforçando a necessidade de medidas de distanciamento social até o final da gravidez, apesar da transmissão para o bebê ter sido incomum bem como os resultados adversos.

Todavia, por se tratar de uma doença recente ainda faz-se necessário maiores estudos quanto ao potencial do vírus na gestação quanto a anomalias congênitas, aborto espontâneo, restrição do crescimento intrauterino, entre outros desfechos.

Autora:

Camilla Luna

Graduada em Medicina pela Universidade Estácio de Sá/RJ ⦁ Pós-graduada em Saúde da Família pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) ⦁ Residência em Ginecologia e Obstetrícia na UERJ ⦁ Pós-graduada em Reprodução Humana na UNIGRANRIO • Residência em Reprodução Humana no Hospital Pérola Byington • Aperfeiçoamento em Reprodução Humana no Humanitas Research Hospital (Itália)

Referência bibliográfica:

  • Knight M, Bunch K, Vousden N, et al. Characteristics and outcomes of pregnant women admitted to hospital with confirmed SARS-CoV-2 infection in UK: national population based cohort study. BMJ 2020; 369 doi: https://doi.org/10.1136/bmj.m2107 (Published 08 June 2020)

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