endocrinologia

Mesmo obesos “saudáveis” não estão livres do risco aumentado para doença isquêmica do coração

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Carolyn Crist

 

(Reuters Health) – Mesmo sem hipertensão ou outros sinais de doença cardíaca, adultos obesos têm um risco muito maior de desenvolver doença isquêmica do coração do que seus pares com peso normal, de acordo com um estudo realizado na Dinamarca.

Os resultados contradizem pesquisas recentes que sugerem que o subgrupo obesos conhecidos como “obesos metabolicamente saudáveis” talvez não enfrente um risco aumentado para complicações relacionadas à obesidade como doença cardíaca ou renal, escreveram os pesquisadores no artigo on-line publicado em 7 de março no Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism.

“As pessoas agora têm um entendimento geral de que não é prejudicial à saúde ter sobrepeso ou ser obeso, desde que tenham um estilo de vida relativamente saudável,” diz a autora sênior do estudo Kristine Faerch, do Steno Diabetes Center de Copenhague, Dinamarca.

“Mas sobrepeso e obesidade estão associadas a um maior risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2 e de doenças cardiovasculares,” disse ela por e-mail à Reuters Health. “Manter um peso saudável durante a vida é importante para diminuir o risco.”

Kristine e colegas analisaram dados de mais de 6.200 homens e mulheres que participaram de um grande estudo dinamarquês e foram acompanhados por pelo menos 10 anos.

Eles olharam para o índice de massa corporal (IMC) inicial dos participantes e quatro fatores de risco para doença cardíaca no início e nos acompanhamentos periódicos: colesterol HDL baixo, e altos níveis de pressão arterial, triglicerídeos e glicemia. Indivíduos metabolicamente saudáveis foram definidos como não tendo nenhum desses fatores de risco, e indivíduos metabolicamente não saudáveis como tendo ao menos um.

Durante o período de seguimento, 323 participantes desenvolveram doença cardíaca. Homens que iniciaram o estudo como obesos metabolicamente saudáveis apresentaram risco três vezes superior quando comparados aos indivíduos metabolicamente saudáveis com peso normal. Mulheres obesas metabolicamente saudáveis tiveram risco dobrado quando comparadas aos seus pares sem sobrepeso.

Homens classificados no início como metabolicamente saudáveis e com sobrepeso, mas não obesos, tiveram o mesmo risco do que os homens saudáveis com peso normal, e o risco foi apenas discretamente elevado para mulheres metabolicamente saudáveis com sobrepeso.

Os pesquisadores também levaram em consideração nos cálculos quaisquer alterações no status de saúde metabólica durante o estudo. Apenas 58 homens e 114 mulheres, ou 3% da população estudada, se qualificaram como “obesos metabolicamente saudáveis” no início da pesquisa. E 40% destes se tornaram metabolicamente doentes em um período de cinco anos.

“O que este estudo mostra, antes mesmo de olharmos para os desfechos, é o quão raro um tipo estritamente saudável de obesidade é,” disse Joshua Bell, da Univesity of Bristol, no Reino Unido, que não esteve envolvido com o estudo dinamarquês. “É cerca de um em cada 10 adultos obesos, e como encontramos em pesquisas anteriores, esse estado é frequentemente temporário.”

Bell e colegas publicaram uma pesquisa no International Journal of Obesity, em fevereiro, que sugere que a obesidade também acelera o declínio funcional e a incapacidade relacionadas à idade, mesmo em adultos metabolicamente saudáveis.

“Por mais importante que a doença cardíaca seja, não é a única coisa que pode dar errado,” disse ele. “Nós também devemos considerar prejuízos musculoesqueléticos e outros desfechos que afetam a qualidade de vida”, escreveu ele por e-mail à Reuters Health.

O time liderado por Bell descobriu que durante duas décadas de envelhecimento, houve declínio duas vezes maior da função física, e seis vezes mais dor corporal nos chamados adultos obesos saudáveis em comparação aos adultos com peso normal.

“Isso se tornará cada vez mais importante à medida que mais pessoas vivem por mais tempo com obesidade, conforme ficamos melhores em controlar a doença cardíaca,” disse Bell.

Pesquisas futuras também devem focar em diferentes definições de obesidade metabolicamente saudável, disse Matthias Schulze do German Institute of Human Nutrition em Potsdam-Rehbruecke, que não esteve envolvido com nenhum dos estudos. Ele nota que, em vez do IMC, poderiam ser usadas a circunferência abdominal, a razão cintura/quadril ou a distribuição da gordura corporal.

“Nós sabemos que o estado saudável pode mudar rapidamente para o não saudável em poucos anos,” disse Schulze por e-mail. “A questão agora é: o que podemos fazer para reduzir o risco em ambos grupos?”

FONTE: http://bit.ly/2nbYpIz, http://go.nature.com/2nsge8F

J Clin Endocrinol Metab 2017.

Int J Obesity 2017

Higher thyroxine levels linked with greater risk of atherosclreosis

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The findings come from the first study to investigate the relationship between thyroid function and subclinical and clinical manifestations of atherosclerosis.

New research suggests middle-aged and older people with higher free thyroxine (FT4) levels may be more likely to develop atherosclerosis.

In a prospective study, researchers examined data relating to 9,231 people, with an average age of 64.7 years, from the Rotterdam Study , looking at the association between thyroid function and subclinical atherosclerosis, atherosclerotic events and atherosclerotic mortality.

They found increased FT4 levels were associated with elevated risk of atherosclerotic morbidity and mortality, independent of cardiovascular risk factors. Additionally, higher FT4 levels were associated with greater risk of subclinical atherosclerosis.

“Our large population-based cohort study is the first to investigate the relationship between thyroid function and subclinical and clinical manifestations of atherosclerosis. These findings suggest that thyroid hormone measurement can help identify individuals at risk for atherosclerosis and may have future implications for the prevention of atherosclerotic morbidity and mortality,” said lead study author, Arjola Bano.

The authors said the results suggest that the link between thyroid function and atherosclerosis is mediated through yet unexplored cardiovascular risk factors or alternative pathways.

The findings were presented at ENDO 2017 , the annual meeting of the Endocrine Society this week.

Remissão em curto prazo do diabetes tipo 2 com medicação e modificação do estilo de vida

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Kristin Jenkins

 

Cerca de um terço dos pacientes com diabetes tipo 2 pode conseguir desfrutar de vários meses de remissão livre de medicamentos caso se atenha a um curso curto e intensivo de modificação do estilo de vida e terapia farmacológica para redução do peso e controle da glicemia, dizem pesquisadores.

Os resultados de um estudo-piloto mostraram que 12 semanas após a suspensão dos medicamentos para o diabetes, 11 dos 27 pacientes (40,7%) com diabetes tipo 2 tendo recebido quatro meses de um regime metabólico elaborado alcançaram os critérios de remissão total ou parcial do diabetes pela HbA1c, em comparação a quatro dos 28 controles (14,3%) que continuaram a fazer o tratamento convencional do diabetes.

Dezenove pacientes (70,4%) no grupo do regime intensivo de 16 semanas alcançaram normoglicemia em comparação a um paciente controle (3,6%) quatro meses após a randomização, informa a equipe de pesquisadores liderada pela Dra. Natalia McInnes, médica da McMaster University, em Hamilton (Canadá).

“Este estudo piloto randomizado e controlado mostrou que, em curto prazo, a intervenção metabólica intensiva visando o jejum, a normoglicemia pós-prandial e a perda de peso foi viável, segura e pôde alcançar a normoglicemia em mais de 50% dos pacientes, induzindo ≥ 5% de perda ponderal em mais de 35% dos pacientes com diabetes tipo 2 recém diagnosticado”, dizem Dra. Natalia e colaboradores no artigo publicado on-line em 15 março no periódico Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism.

Estas descobertas desafiam o pensamento atual de que o diabetes tipo 2 seja uma “doença permanente e progressiva”, acrescentam, destacando que os resultados sugerem que a combinação de intervenções de estilo de vida e medicamentos – e não apenas a cirurgia bariátrica – pode oferecer remissão da doença, ao menos por um curto prazo.

Este ensaio mostra claramente que uma estratégia metabólica intensiva multifacetada tendo como como alvo a normoglicemia e a perda ponderal usando abordagens farmacológicas e de modificação de estilo de vida pode alcançar remissão, é aceitável para os pacientes, e pode ser facilmente transposta para a prática clínica”, afirmam os autores.

Ideia de reverter o diabetes é “muito atraente”

Na 52ª semana – quatro semanas após o término da intervenção – quatro participantes da intervenção (14,3%) e dois participantes do controle (7,1%) ainda mantinham remissão completa do diabetes segundo os critérios da HbA1c.

Em um comunicado à imprensa emitido pela Endocrine Society, a Dra. Natalia sugere que mudar o paradigma de tratamento do diabetes de simplesmente controlar a glicemia para induzir a remissão e, a seguir, monitorar a recidiva, poderia motivar muitos pacientes a seguirem as orientações médicas.

“A ideia de reverter a doença é muito atraente para as pessoas com diabetes”, diz a pesquisadora.

Para estabelecer um paralelo, em um estudo-piloto aberto, conduzido entre 11 de fevereiro de 2011 e 9 de janeiro de 2014, 83 pacientes com diabetes tipo 2 de até três anos de duração foram escolhidos aleatoriamente para um dos três grupos de tratamento: uma intervenção intensiva de oito semanas; uma intervenção idêntica ao longo de um período de 16 semanas; ou o tratamento convencional do diabetes. Todos os participantes tinham entre 30 e 80 anos de idade e índice de massa corporal (IMC) de 23 kg/m2 ou mais.

Aqueles randomizados para o tratamento convencional fizeram o controle habitual da glicose com seus médicos, e receberam as orientações convencionais sobre o estilo de vida e um pedômetro.

Os participantes dos grupos de intervenção intensiva receberam um plano de exercícios para alcançar e manter 150 minutos de atividades físicas de intensidade moderada por semana e um plano de refeições cortando consumo de energia em 500 a 750 calorias por dia para tentar promover uma redução de peso regular de 5% ou mais.

Os pacientes também receberam metformina, acarbose e insulina glargina (Lantus, Sanofi) para ajudar a alcançar e manter uma glicemia capilar de jejum de 4,0 a 5,3 mmol/L a partir da quarta semana.

Depois da suspensão dos medicamentos orais e da insulina para os pacientes da intervenção, uma programação de acompanhamento reforçou as modificações de estilo de vida, o controle regular da glicose e o tratamento com metformina e acarbose.

Comentando sobre a escolha dos medicamentos utilizados neste estudo-piloto o pesquisador sênior do ensaio clínico, o Dr. Hertzel C Gerstein, também médico da McMaster University e Hamilton Health Sciences, disse: “Optamos por utilizar a metformina, a acarbose e a insulina glargina basal (…) já que estes medicamentos têm demonstrado prevenir ou retardar o quadro de diabetes tipo 2″.

No entanto, outras combinações medicamentosas podem levar a maiores índices de remissão e precisam ser estudadas sistematicamente em relação a este resultado”, comentou o Dr. Gerstein em comunicado à imprensa.

Os resultados indicam que um curso de oito semanas de terapia metabólica intensiva pode não ser suficiente para induzir a remissão e que “uma terapia de indução de um período mais longo pode ser necessária”, concluem os pesquisadores.

Este estudo foi financiado pela Canadian Diabetes Association e pelo Population Health Research Institute. A Dra. Natalia McInnes informa ter relações financeiras com as empresas AstraZeneca, Merck e Sanofi. O Dr. Hertzel C Gerstein recebeu apoio financeiro das empresas Sanofi, Lilly, AstraZeneca e Merck; honorários como palestrante de Sanofi, Novo Nordisk, AstraZeneca e Berlin Chemie; e honorários de consultoria de Sanofi, Lilly, AstraZeneca, Merck, Novo Nordisk, Abbot, Amgen, Boehringer Ingelheim e Kaneq Bioscience. As declarações de conflito de interesse dos coautores estão listadas no artigo.

J Clin Endocrinol Metab. Publicado on-line em 15 de março de 2017. Resumo

Insulina: os efeitos sistêmicos

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Dr. Jay H. Shubrook e Dr. James LaSalle

 

Insulina: benéfica ou prejudicial?

Dr. Jay H. Shubrook: Olá, sou o Dr. Jay Shubrook, médico de família e diabetologista. Sou professor na Touro University, Califórnia. Me acompanha hoje o Dr. Jim LaSalle, médico de família e especialista em diabetes. Iremos falar sobre a segurança da insulina em relação a doenças sistêmicas.

A insulina é um hormônio, e tem muitos efeitos além da glicose. Você poderia nos falar sobre os efeitos da insulina e o que eu preciso ter em mente quando trato o diabetes?

Dr. James LaSalle: Reavens[1] nos contou sobre os outros efeitos da insulina em 1988, quando falou sobre a resistência insulínica. Steve Haffner, do San Antonio Heart Study[2] nos disse que a resistência à insulina tem outros efeitos, que podem incluir problemas cardiovasculares.

A resistência insulínica tem consequências. Essa resistência é definida pela incapacidade da insulina de funcionar biologicamente nas concentrações usuais. Essas podem ser as palavras-chave: “nas concentrações usuais.”

O efeito metabólico da resistência à insulina é a hiperinsulinemia. A hiperinsulinemia está associada a elevação da pressão arterial sistólica e da frequência cardíaca, a alterações nos lipídios, incluindo triglicerídeos elevados, a baixos níveis de lipoproteínas de alta densidade (HDL) e partículas pequenas e densas de lipoproteínas de baixa densidade (LDL). Estas são partículas muito aterogênicas. Além disso, a hiperinsulinemia altera a proliferação do músculo liso e provoca ganho de peso, obesidade central, inflamação, adiposidade visceral e tudo o que acompanha essas mudanças.

Então, como resultado, a pergunta em questão era a seguinte: se você der insulina exógena às pessoas que já têm hiperinsulinemia, está realmente fazendo alguma coisa para ajudá-las, ou está, na verdade, agravando a evolução da doença?

Insulina e doença cardiovascular

Dr. Shubrook: Quando estou conversando com meus pacientes, ouço as perguntas como: “É seguro tomar insulina? Terei problemas no coração se tomar insulina?” Como você trata os efeitos cardiovasculares da insulina? É seguro usá-la? O que você diz aos seus pacientes?

Dr. LaSalle: A segurança da insulina foi controversa vários anos atrás. Em seguida, veio o estudo ORIGIN[3], que observou a terapia com insulina em pacientes com pré-diabetes, naqueles com diabetes precoce, e naqueles com diabetes e doenças cardiovasculares. A análise era se insulina iria prejudicá-los. Este estudo foi desenvolvido para responder a essa pergunta que recebemos dos pacientes.

O estudo durou cerca de seis anos, e um estudo de acompanhamento (ORIGINALE[4]) prosseguiu por mais dois anos e dois meses. Após cerca de oito ou nove anos de terapia com insulina a boa notícia foi que insulina exógena em pacientes com resistência insulínica não teve efeitos negativos. Não aumentou nem diminuiu as doenças cardiovasculares.

Dr. Shubrook: Sabemos que a melhora no controle da glicose reduz as complicações microvasculares e, pelo menos em estudos epidemiológicos de longo prazo, parece diminuir as complicações macrovasculares. É importante lembrar que precisamos tratar o diabetes.

 

Dr. LaSalle: Absolutamente. Diabetes ainda é o que estamos tratando. Os outros benefícios da insulina são apenas a cereja no topo do bolo.

Câncer, Diabetes, e Insulina

Dr. LaSalle: À medida que alcançamos sucesso no tratamento de problemas cardiovasculares e diabetes as taxas de mortalidade estão diminuindo. Tudo está melhorando. A consequência não dita é que os pacientes com diabetes morrem tanto de doenças cardiovasculares quanto de câncer. Quanto melhor estivermos no tratamento de doenças cardiovasculares, piores serão os resultados de câncer no futuro, porque as pessoas vivem mais e, sendo assim, estão expostas às coisas que causam câncer no diabetes.

Dr. Shubrook: O câncer é um tópico importante em relação ao diabetes. O diabetes tipo 2 aumenta o risco de muitos tipos de câncer. E a insulina? Se discutiu por um tempo que a insulina poderia afetar fatores de crescimento, aumentando assim o risco de câncer. O que você diz aos seus pacientes?

Dr. LaSalle: Na evolução das insulinas, quando começamos a modular a molécula de insulina humana, começamos a adicionar cadeias laterais à cadeia B da molécula de insulina. Os cientistas temiam que esta modificação, apesar de ter efeitos positivos sobre a diminuição da glicose, pudesse aumentar a afinidade da molécula para os receptores do fator de crescimento semelhante à insulina (IGF), causando proliferação celular e potencialmente mitogênese. Eles também estavam preocupados com a diminuição da apoptose. Ao contrário de causar carcinogênese de novo, se você já tivesse células tumorais, esses análogos de insulina poderiam fazer essas células tumorais crescerem. Havia preocupação em relação a isso.

Kurtzhals e colegas[3] descobriram que insulina glargina tem um aumento de seis vezes na afinidade para o receptor de IGF-1, e isso causou muita preocupação. As pessoas começaram a ficar muito preocupadas em prescrever este tipo de insulina aos pacientes durante um longo período, poderando se isso poderia causar câncer.

O estudo ORIGIN, que distribuiu randomicamente mais de 12.500 pacientes ao longo de um período de seis a nove anos, não mostrou nenhuma evidência de aumento em câncer.[5]  Isso foi significativo, pois houveram relatos da Europa sobre glargina causando câncer. Isso nos fez ficar mais confortáveis com a prescrição dessas novas insulinas.

Dr. Shubrook: Em resumo, podemos certamente usar insulina de forma efetiva no diabetes, e há boas evidências de que podemos obter melhora das complicações relacionadas ao diabetes. Pessoas com diabetes têm maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares e câncer. Conforme melhoramos o manejo da doença, os pacientes serão mais suscetíveis aos problemas que todos nós enfrentamos.

Dr. LaSalle: É importante observarmos que os estudos observacionais de pacientes tomando altas doses de insulina por 15 anos ou mais descobriram que o risco para neoplasias de mama, útero, bexiga e pele era maior nesses pacientes. Médicos que tratam seus pacientes com altas doses de insulina precisam estar atentos a esta situação. Para baixas ou moderadas doses de insulina, acredito que não haja qualquer risco.

Dr. Shubrook: Como você define “altas doses de insulina”?

Dr. LaSalle: É de uma unidade (U) por quilo por dia. Se um paciente está excedendo este nível de insulina, então deve haver alguma diligência prévia no rastreio de tumores, especialmente se a terapia é de longo prazo. Para terapias de curto prazo (por exemplo, o paciente está em cirurgia e precisa de altas doses de insulina por um curto período), não é um problema. No entanto, este é um grande problema em pacientes que tomam entre 100 e 150 U por dia em longo prazo.

Dr. Shubrook: A insulina é uma medicação poderosa. Não tem efeito teto, mas há um ponto de resposta decrescente com doses muito altas, particularmente em pessoas muito resistentes à insulina. Com tantas classes de medicamentos hoje, temos a esperança de olhar para várias estratégias, em vez de apenas para a insulina, para alcançar o controle glicêmico, pelo menos no diabetes tipo 2.

Dr. LaSalle: Correto. Precisamos de um efeito multimodal no diabetes a partir de 2017. Conhecemos os mecanismos de ação. Precisamos tratar os defeitos centrais além de puramente a falha das células-beta.

Também queremos reduzir as doenças cardiovasculares. Temos agora alguns medicamentos que têm demonstrado diminuição das doenças cardiovasculares no diabetes. Este importante tópico será muito discutido neste ano e nos demais, porque esta é a primeira vez que, com determinados medicamentos, fomos capazes de mudar o curso dos eventos humanos em diabetes.

Dr Shubrook: Obrigado por compartilhar importantes insights sobre este tema difícil.

Diabetes tipo 1: nova diretriz para prescrição de exercícios

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Diabetes tipo 1: nova diretriz para prescrição de exercícios
ciclista andando de bicicleta

Diabetes tipo 1: nova diretriz para prescrição de exercícios

Exercício físico regular pode ajudar pacientes com diabetes tipo I a atingirem seu perfil lipídico alvo e sua meta glicêmica. No entanto, podem existir barreiras à atividade física para esses indivíduos, como medo de hipoglicemia e perda de controle glicêmico. Pensando nisso, o Lancet Diabetes and Endocrinology publicou um novo consenso sobre o manejo de exercícios em diabéticos.

A publicação fornece recomendações sobre alvos de glicose para exercícios seguros, ajustes recomendados para a nutrição e doses de insulina para proteger os pacientes da excursão de glicose relacionada ao exercício.

Concentrações de glicose no sangue antes do início do exercício e as estratégias recomendadas:

Glicemia inicial abaixo do alvo (< 5 mmol/L; < 90 mg/dL)
• Ingestão de 10-20g de glicose antes de iniciar o exercício
• Atrasar o exercício até que a glicose no sangue seja superior a 5 mmol/L (> 90 mg/dL) e monitorizar atentamente a ocorrência de hipoglicemia

Glicemia inicial próxima do alvo (5-6,9 mmol/L; 90-124 mg/dL)
• Ingestão de 10g de glicose antes de iniciar o exercício aeróbio
• Exercícios anaeróbicos e sessões de treinamento de intervalo de alta intensidade podem ser iniciados

Glicemia inicial nos níveis alvo (7-10 mmol/L; 126-180 mg/dL)
• Exercício aeróbico pode ser iniciado
• Exercícios anaeróbicos e sessões de treinamento de intervalo de alta intensidade podem ser iniciados, mas as concentrações de glicose podem aumentar

Glicemia inicial ligeiramente acima do alvo (10,1-15,0 mmol/L; 182-270 mg/dL)
• Exercício aeróbico pode ser iniciado
• O exercício anaeróbico pode ser iniciado, mas as concentrações de glicose podem aumentar

Glicemia inicial acima do alvo (> 15 mmol/L; > 270 mg/dL)
• Se a hiperglicemia não é explicada (não associada a uma refeição recente), verifique as cetonas do sangue. Se as cetonas do sangue estiverem moderadamente elevadas (até 1,4 mmol/L), o exercício deve ser restrito a uma intensidade leve apenas por uma breve duração (<30 min) e pode ser necessária uma pequena dose de insulina corretiva antes de iniciar. Se as cetonas no sangue forem elevadas (≥1,5 mmol/L), o exercício está contra-indicado e a glicemia deve ser iniciada rapidamente
• O exercício aeróbico ligeiro a moderado pode ser iniciado se as cetonas estiverem baixas (<0,6 mmol/L). As concentrações de glicose no sangue devem ser monitorizadas durante o exercício para ajudar a detectar qualquer problema. Exercício intenso deve ser iniciado com cautela, pois pode promover mais hiperglicemia

O consenso também inclui tabelas sobre os requisitos de carboidratos para a atividade física e uma árvore de decisão sobre exercícios aeróbicos e atividades mistas (aeróbicas e anaeróbicas). Veja a publicação completa aqui.

Referências:

Tips For Banishing Belly Fat Faster

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Tips For Banishing Belly Fat Faster

By Jacqueline Marshall, Apr 11, 2016

Getting rid of the belly fat that puts us at increased risk for health problems such as type 2 diabetes, cardiovascular, and kidney disease requires we focus on only a few things.

The inches will come off when we engage in regular aerobic exercise, eat a low sugar, reduced carb diet that is high in fiber, gives us plenty of protein, and contains healthy fats that satisfy our appetite, and provide energy.

Nothing more is required. However, if we choose to, there are extra things we can do to boost the fat banishing process, such as:

Drink two to four cups of green tea daily. Green tea contains catechins, a group of antioxidants that help burn off fat cells.
Ingest plenty of calcium and vitamin C. When the body is calcium deficient it releases a hormone telling the body to store abdominal fat. Vitamin C helps the body balance cortisol spikes, and plays a role in making carnitine, a substance that helps turn fat into fuel.
After establishing a regular aerobic exercise routine, which is essential for losing belly fat, add two or three weight training sessions to your weekly exercise routine.
Snack on nuts and seeds. They are great sources of healthy monounsaturated fats that provide energy and help us feel full and satisfied.
Regularly engage in stress reduction or relaxation practices such as mindfulness meditation, yoga, Tai chi, or breath work. High levels of the stress hormone cortisol contribute to the accumulation of belly fat in carb-loving people with insulin resistance or type 2 diabetes.
Get plenty of sleep. A lack of shuteye negatively impacts appetite and fat regulating hormones such as leptin and ghrelin. Inadequate sleep also fuels carb and sugar cravings, and contributes to insulin resistance.
If you have a desk job, or spend evenings watching TV, keep your body systems active by getting up and moving about at least once every hour—every 40 minutes is better. Find ways to add extra steps to your day. Rest by engaging in relaxing but active hobbies such as gardening, or woodworking.
“Front-load” your dinner plate with a variety of vegetables. Ideally, half our entree plate should be covered in veggies. This helps us cut back on less healthy options, plus provides an abundance of fiber, antioxidants, vitamins, and minerals.
Eliminate the consumption of heavily processed snack foods (packaged cookies, chips, baked goods). They contain added sugars that not only pack on the pounds, but promote carb cravings.
If you must top off a meal with something sweet, opt for a small serving of fresh whole fruit such as melon or berries.
“Our bodies are our gardens – our wills are our gardeners.”
~ Wm. Shakespeare

Sources: Rush Medical Center; Forbes; Mind Body Green; Huff Post
Photo credit: Quinn Dombrowski

Insulin resistance linked to cognitive decline

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Executive function and memory may be particularly vulnerable to the effects of insulin resistance, finds a new study.

Findings from a new study, published in the  Journal of Alzheimer’s Disease , suggest insulin resistance (IR) is associated with more rapid decline in cognitive performance among patients with cardiovascular disease, with and without diabetes.

Almost 500 patients were included in the study, with follow-up at 15 and 20 years. Individuals who placed in the top quarter of the homeostasis model assessment (HOMA) index were at an increased risk for poor cognitive performance and accelerated cognitive decline compared to those in the remaining three-quarters of the HOMA index.

The authors say the findings provide support for more research to test the cognitive benefits of interventions such as exercise, diet and medications that improve IR.

“These are exciting findings because they may help to identify a group of individuals at increased risk of cognitive decline and dementia in older age,” said author, Prof. David Tanne of Tel Aviv University’s Sackler School of Medicine. “We know that insulin resistance can be prevented and treated by lifestyle changes and certain insulin-sensitising drugs.”

Diabetic Encephalopathy

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Diabetic Encephalopathy

By Susan Renzo, Oct 6, 2014brain.png

 

Encephalopathy is defined as brain disease, damage or malfunction.

It characteristically results in an altered mental state, sometimes accompanied by such physical manifestations as tremors or lack of coordination of limb movements. Oftentimes there are changes in personality as well.

There are many, many causes for encephalopathy, and the cause is usually one of the more than 150 descriptors attached to the diagnosis. For instance, hepatic encephalopathy is damage to the brain caused by liver disease. Lyme encephalopathy is the result of advanced Lyme disease.

Diabetic encephalopathy is the result of damage to the brain caused by diabetes. It can cause symptoms that range from mild memory issues to severe impairment, including dementia, seizures and coma.

While diabetic encephalopathy may occur in patients with either type 1 diabetes or type 2 diabetes, the nature of the cognitive deficits tends to be different in each.

Type 2 Diabetes and Encephalopathy

The primary symptom of encephalopathy is diminished brain function. This can take many forms. Type 2 diabetes tends to be associated with an increased risk of Alzheimer’s disease or other forms of dementia.

A 2011 study of more than 1000 men and women over age 60, published in the journal Neurology, found that people with diabetes were twice as likely to develop Alzheimer’s disease over fifteen years as those participants who did not have diabetes. They were also 1.75 times more likely to develop other forms of dementia than non-diabetics in the study.

There is no specific answer as to why this is, but a lot of research is going on to determine the exact mechanisms. Some researchers say that insulin resistance may interfere with the body’s ability to break down amyloid, a protein that contributes to the formation of brain plaques, which have been implicated in the diagnosis of Alzheimer’s disease.

Others postulate the theory that microvascular inflammation can affect the blood vessels in the brain, hardening them and lessening blood flow. This effect, combined with an excess of insulin in the brain, can damage the brain’s ability to process proteins.

Type 1 Diabetes and Encephalopathy

Type 1 diabetics, on the other hand, are less likely to experience dementia but more likely to experience learning disabilities, impacts on intelligence development and memory retrieval issues as the result of encephalopathy. This is primarily because type 1 typically occurs in younger patients, whose brains are developing quickly, even as their bodies are suffering the effects of the disease.

Treatment of Diabetic Encephalopathy

Treatment of the consequences of encephalopathy will center on the symptoms exhibited and the underlying cause. In the case of diabetic encephalopathy, maintenance of stable blood sugar levels is critical, to avoid further damage.

There are some prescription drugs available to address the symptoms and progress of Alzheimer’s and other forms of dementia. Some are effective for only a limited period of time.

If the patient is unable to care for themselves, or to maintain a protocol for evaluating insulin dosage needs, then assistance should be provided.

Sources: National Center for Biotechnology Information, National Institutes of Health , MedicineNet and CNN.com