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DIETAS RICAS EM PROTEÍNAS E OS RISCOS PARA O RIM

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DIETAS RICAS EM PROTEÍNAS E OS RISCOS PARA O RIM

Dietas ricas em proteínas e os riscos para o rim

Imagem Flickr: Peppercorn Beef Shoulder Filet Steak, de TheBusybrain sob licença CC BY-NC-ND 2.0

 

As proteínas são as moléculas orgânicas mais importantes e mais presentes nas células, sendo também as moléculas mais abundantes nos seres humanos. Como são constituídas por diferentes combinações de aminoácidos, permitem a formação de diversas estruturas que se traduzem em inúmeras formas de actuação no nosso organismo. Deste modo, elas podem ter várias funções, nomeadamente de:

 

  • Catalisadoras (enzimas): Aumentam a velocidade de uma determinada reacção química;
  • Transportadoras: Podem encontrar-se na membrana plasmática e intracelular de todos os organismos, transportando substâncias como a glicose. A hemoglobina presente nos glóbulos vermelhos transporta o oxigénio para os tecidos;
  • Protecção imunitária: Os anticorpos são proteínas que actuam de modo a defender o corpo contra organismos invasores;
  • Estruturais: As proteínas proporcionam forma, suporte e resistência, como é o caso da cartilagem e dos tendões (colagénio);
  • Transmissão do impulso nervoso;
  • Armazenamento: Existem proteínas que são nutrientes na alimentação (albumina do ovo e a caseína do leite).

 

 

Necessidades diárias de proteína

 

O consumo diário de proteínas deve ser individualizado e específico, tendo em atenção a idade da pessoa, o género, o grau de actividade e exercício físico, a profissão, a condição de saúde-doença e os objectivos quanto à melhoria do desempenho desportivo.

 

 

A título de exemplo, para as pessoas com doença renal crónica em programa regular de hemodiálise, a ingestão de proteínas deve ser de 1 a 1,2g por quilo de peso por dia. Para pessoas com Doença Renal Crónica (DRC) em pré-diálise recomenda-se uma ingestão de 0,6 – 0,8g de proteína/Kg/dia, sendo que, pelo menos 60% destas proteínas sejam de alto valor biológico, isto é, devem ser proteínas bem absorvidas pelo organismo, como por exemplo as proteínas de origem animal.

 

 

Fontes alimentares de proteínas

 

Existem proteínas de origem animal e proteínas de origem vegetal. As proteínas de origem animal são as que advém de alimentos como a carne, queijo, ovos, iogurtes, leite e peixe, ou seja, provém de fontes animais. Já as proteínas de origem vegetal podem-se encontrar em maior quantidade em alimentos como a soja, o grão-de-bico, o feijão, as lentilhas, o tofu, a quinoa, as bebidas vegetais (amêndoa, soja, aveia, arroz, coco) e os frutos secos.

 

 

O organismo utiliza as proteínas da alimentação através dos aminoácidos que a compõe. As proteínas ingeridas são sujeitas a um processo de “quebra” no aparelho digestivo e os aminoácidos são distribuídos por todo organismo, cada um executando a sua função.

 

 

 

O sucesso das dietas/regimes alimentares ricos em proteínas

 

O que orienta todas a dietas/regimes alimentares hiperproteicos, é o facto de que a origem do que comemos é o mais relevante no que diz respeito à perda de peso/manutenção de um estilo de vida saudável e não a quantidade de calorias.

 

 

Uma das dietas mais famosas que contempla a ideia supracitada é a dieta de Atkins. Esta dieta baseia-se na premissa de que o consumo excessivo de hidratos de carbono leva a um aumento da produção de insulina, o que promove a formação de tecido adiposo (gordura) e, consequentemente, aumento de peso. Assim, a maioria das dietas de alto teor proteico defende que a grande maioria dos hidratos de carbono devem ser evitados, compensando as necessidades do organismo com alimentos ricos em proteínas e em gorduras. Os hidratos de carbono a ser evitados são os que estão presentes em alimentos altamente processados e, consoante a dieta, também algumas frutas, vegetais e cereais devem ser consumidos excepcionalmente. Além destes factos, os alimentos ricos em proteínas recomendados são especialmente de origem animal e não vegetal, pois os últimos possuem níveis de hidratos de carbono elevados.

 

 

Algumas dietas também recomendam o uso de suplementos nutricionais para evitar uma possível deficiência de micronutrientes, nomeadamente a toma de proteína em pó.

 

O princípio de que as dietas hiperproteicas são mais eficazes do que outras deve-se a duas explicações: a de que uma dieta com alto teor proteico elimina o estímulo da fome e a de que este tipo de dietas aumenta os gastos em termos energéticos (termogénese).

 

 

Os macronutrientes (proteínas, lípidos e hidratos de carbono) actuam de forma diferente no controlo da fome e da ingestão alimentar. As proteínas conferem maior saciedade do que os hidratos de carbono, os quais, por sua vez, satisfazem mais do que os lipídios. A ingesta de proteínas em quantidades normais não provoca aumento imediato da glicémia (açúcar no sangue), ou seja, se se consumir quantidades equilibradas de proteína, estas assumem-se como tendo um baixo índice glicémico, evitando picos de hiperglicemia. Este facto melhora a sensibilidade à insulina, principalmente em pessoas com obesidade e/ou com diabetes.

 

 

A termogénese corresponde à energia na forma de calor gerada ao nível dos tecidos vivos. Enquanto que o efeito termogénico da dieta proteica é de 20-30%, o dos hidratos de carbono é de 5-10 % e das gorduras cerca de 1-3 %. Este elevado efeito termogénico da proteína foi atribuído a factores como o aumento do consumo de energia para ligações peptídicas e o aumento da síntese proteica.

 

 

Um estudo realizado por Mikkelsen et al. (2000) concluiu que, quando se substituiu 17-18% de hidratos de carbono por proteína de carne de porco ou de soja, ocorreu um aumento de 3% no gasto energético em 24h, em pessoas obesas, pré-obesas e pessoas saudáveis não obesas. Neste mesmo estudo verificou-se que o efeito termogénico induzido pela carne de porco foi seis vezes superior à soja, sugerindo que o efeito termogénico depende da qualidade e do tipo da proteína ingerida.

 

 

Existem estudos que concluem que regimes hiperproteicos e hipercalóricos favorecem uma maior preservação da massa magra e maior perda de gordura. No entanto, produzir evidência científica neste campo é bastante difícil pois não há uma definição universalmente aceite que quantifique e qualifique as dietas hiperproteicas e os estudos rigorosos em humanos a longo prazo são escassos (o que conduz a conclusões baseadas em evidências a curto prazo, muito menos fiáveis e estatisticamente signifiativas).

 

 

O efeito a longo prazo das dietas hiperproteicas foi estudado, pela primeira vez, em 1999 pela equipa de Arnie Astrup. Concluiu-se que os rins se adaptam ao consumo elevado de proteína sem manifestação de efeitos adversos na sua funcionalidade. Até então, os esforços tinham-se centrado em estudar o efeito da proteína alimentar na doença renal estabelecida e não na sua relação causa-efeito. Mas, depois desta investigação, não foram realizados muito mais estudos sobre a temática.

 

 

Riscos da dieta hiperprotéica

 

A longo prazo, as possíveis consequências de uma elevada ingestão de proteínas manifestam-se, geralmente, a nível cardiovascular e renal.

 

 

Sugere-se que o aumento do risco de doenças cardiovasculares aconteça devido ao consumo excessivo de proteínas animais, que estão associadas ao maior aporte de gorduras (gordura saturada e colesterol). No entanto, em estudos recentes, observou-se que o aumento do consumo de proteínas associado a um declínio no consumo de hidratos de carbono levou à diminuição dos níveis séricos de LDL (mau colesterol) e aumento do bom colesterol (HDL), havendo também uma diminuição importante dos triglicerídeos.

 

 

Em relação à sobrecarga renal, a ingestão proteica, em contraste com a ingestão de gorduras ou de hidratos de carbono, influencia a hemodinâmica renal, estimando-se que o consumo excessivo de proteína resulte em sobrecarga, devido ao aumento da taxa de filtração glomerular (TFG) (filtração dos rins). Este tipo de dietas também parece aumentar o volume renal e o peso do rim. No entanto, o efeito hemodinâmico a longo prazo no rim saudável não é bem compreendido. Também se sabe que um elevado consumo de proteínas predispõe à formação de cálculos renais (pedras nos rins.

 

 

A carga ácida é também um importante factor de risco para a DRC. A metabolização das proteínas, dos legumes e dos cereais aumenta os níveis de aniões e ácidos orgânicos no plasma, o que se traduz numa redução do pH do organismo. Já os vegetais e as frutas têm essência alcalina. Um obstáculo no equilíbrio ácido-base leva a problemas que podem culminar na morte se o corpo humano não possuir os mecanismos fisiológicos que asseguram a manutenção de um pH constante. Em resposta ao aumento da acidez, e de forma a que o organismo volta ao seu equilíbrio, são libertados compostos básicos como, por exemplo, catiões, especialmente o cálcio dos ossos, o que pode conduzir à perda de densidade óssea (osteoporose).

 

 

Outro risco potencial de uma dieta hiperproteica é o ácido úrico elevado. No entanto, um estudo recente não encontrou qualquer aumento nos níveis de ácido úrico em pessoas submetidas uma dieta hiperproteica. Embora não exista qualquer evidência de uma relação causa-efeito, é recomendável que o consumo de alimentos ricos em purinas seja controlado.

 

 

Convém salientar que o impacto renal de uma adesão a uma dieta hiperproteica por um curto período de tempo é, provavelmente, diferente do impacto causado por um regime alimentar prolongado. Desta forma, apesar de não haver uma contra-indicação renal clara relativa às dietas hiperproteicas na pessoa com função renal normal, os riscos teóricos existem e devem ser analisados. Quem estiver disposto a aderir a este regime alimentar deve ser bem acompanhado por profissionais competentes.

 

 

Por outro lado, os riscos potenciais de uma dieta hiperproteica na pessoa com DRC, baseiam-se na progressão acelerada da doença, no aumento da proteinúria, em distúrbios electrolíticos e de volume graves, na tendência aumentada para a formação de cálculos renais e no agravamento de sintomas urémicos.

 

 

Recomendações gerais

 

Os rins são órgãos muito complexos e sensíveis a qualquer mudança na estrutura química do sangue e, deste modo, o nosso estilo de vida influencia significativamente a sua integridade e funcionalidade. Existem algumas recomendações básicas e transversais à maior parte da população mas, para qualquer dúvida, há sempre uma equipa de saúde por perto que o possa orientar e aconselhar especificamente. Assim, a nível da sua dieta:

 

  • Siga uma alimentação equilibrada, com base em hortaliças frescas e cruas, cereais integrais, feijões, frutos secos e sementes;
  • Eleja o peixe como a principal fonte de proteínas e, uma a duas vezes por semana, faça uma refeição sem proteínas de origem animal;
  • Opte por carnes brancas, magras e de alta qualidade;
  • Consuma alimentos ricos em vitamina A, que é benéfica para o trato urinário, como a cenoura, abóbora, espinafres e as folhas de brócolos;
  • Ingira uma quantidade equilibrada de proteínas (o equivalente à palma da mão) ao almoço e ao jantar;

 

Conclusão

 

Foi possível observar que não existem provas de um processo causa-efeito das dietas hiperproteicas no organismo de uma pessoa saudável, principalmente a nível renal. No entanto, em indivíduos de risco ou com doença prévia, é importante manter um consumo moderado de proteína de forma a abrandar o desenvolvimento da disfunção renal. A progressão da doença renal é, normalmente, silenciosa, portanto é necessário que se aposte na prevenção, com análises sanguíneas e urinárias regulares e, se houver necessidade, com o recurso a outros exames complementares de diagnóstico.

 

 

Um regime alimentar adequado e equilibrado é essencial para a manutenção de uma boa condição de saúde: por exemplo, um consumo elevado de proteínas deve ser compensado com vegetais e frutas, de modo a anular a natureza ácida da dieta hiperproteica. Um regime alimentar saudável deve englobar todos os macro e micronutrientes, com maior apetência para alimentos da época e biológicos e evitando os alimentos processados. Aposte na qualidade ao invés da quantidade pois só assim poderá garantir o bom funcionamento de todas as funções do seu organismo!

 

 

Não hesite em procurar profissionais especializados porque com o seu corpo e a sua saúde, não se deixe levar em modas!

 

 

Referências Bibliográficas:

ATKINS R, – Dr Atkins’ New Diet Revolution. New York, 1999.

ASTRUP A. [et al.] –  Effect of protein and methionine intakes on plasma homocysteine concentrations: A 6-mo randomized controlled trial in overweight subjects. Am J Clin Nutr. Vol. 76, (2002) p.1202-1206.

OLIVEIRA, H.P. – Efeitos de uma dieta hiperproteica a nível renal. [Dissertação de Mestrado Integrado em Medicina]. Covilhã: Faculdade de Ciências da Saúde Universidade da Beira Interior, 2008, 25p.

PORTAL DA DIÁLISE – Educar para Prevenir.

Revista Prevenir

SOCIEDADE PORTUGUESA DE NEFROLOGIA.

SEELEY, R.; STEPHANS, T.; TATE, P. – Anatomia e Fisiologia. 6ª edição. Loures: Lusociência, 2003. 1118 p. ISBN: 972- 8930-07-0.

THOMAS, Nicola. – Enfermagem em nefrologia. 2ª ed. Loures: Lusociência. 2005. 489 p. ISBN 978-972-8383-85-5.

 

TRATAMENTO NÃO MEDICAMENTOSO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL

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O tratamento não-medicamentoso da hipertensão arterial consiste em estratégias que visam mudar o estilo de vida e que podem levar à diminuição da dosagem dos medicamentos ou até mesmo à sua dispensa.
O tratamento não-medicamentoso tem, como principal objetivo, diminuir a morbidade e a mortalidade cardiovasculares por meio de modificações do estilo de vida que favoreçam a redução da pressão arterial. (OLIVEIRA, 2011).
Está indicado a todos os hipertensos e aos indivíduos mesmo que normotensos, mas de alto risco cardiovascular. Dentre essas modificações, as que comprovadamente reduzem a pressão arterial são: redução do peso corporal, da ingestão do sal e do consumo de bebidas alcoólicas, prática de exercícios físicos com regularidade, e a não-utilização de drogas que elevam a pressão arterial. As razões que tornam as modificações do estilo de vida úteis são: (MIO , 2002).
• Baixo custo e risco mínimo;
• Redução da pressão arterial, favorecendo o controle de outros fatores de risco;
• Aumento da eficácia do tratamento medicamentoso;
• Redução do risco cardiovascular.
Medidas de Maior Eficiência
A hipertensão arterial primária não tem cura, mas o tratamento previne as complicações. Antes de prescrever a administração de medicamentos, é recomendável adotar medidas que estimulem hábitos de vida saudáveis.
A prevenção e o tratamento da hipertensão através de intervenções não medicamentosas vem conquistando vários adeptos, médicos e pacientes, estão utilizando esta estratégia terapêutica com mais freqüência, desfrutando dos seus benefícios a médio e longo prazo. (MIO JR, 2002).

Redução e/ou Controle de Peso
Hipertensos com excesso de peso devem emagrecer. O objetivo é atingir uma circunferência abdominal adequada (inferior a 94 cm nos homens e 80 cm nas mulheres) e um índice de massa corporal (peso dividido pela a altura
ao quadrado = P / H2) inferior a 25 kg/m2. (SOUZA, 2011).
A perda de 10 kg pode diminuir a pressão arterial sistólica em 5 a 20 mmHg, sendo a medida não-medicamentosa de melhor resultado. Uma dieta com baixa caloria e um aumento do gasto energético com atividades físicas, são
fundamentais para a perda de peso. (AMODEO; LIMA, 1996).
As estratégias para o médico no controle e diminuição do peso do paciente são: a identificação desse índice e da dieta real do hipertenso, a fim de tomar conhecimento do que exatamente ele come e do que modificar; traçar
objetivos de peso a curto, médio e longo prazo; orientá-lo a seguir as medidas associadas, explicadas a seguir, e providenciar apoio psicológico. (FERREIRA, 2011).
Padrão Alimentar Adequado
A dieta do hipertenso deverá ser pobre em sal e rica em potássio, magnésio e cálcio. A dieta pobre em sal (hipossódica), deverá restringir a ingestão diária de sal em 6 gramas (2,4 gramas de sódio), ou seja, 4 colheres rasas de café de sal para o preparo dos alimentos (4 gramas de sal), mais 2 gramas de sal próprio dos alimentos (evite: conservas , frios, enlatados,
embutidos, molhos prontos, sopas de pacote, queijos amarelos, salgadinhos, etc.) (SOUZA, 2011).
O consumo de vinagre, limão, azeite de oliva, pimenta e ervas está permitido, pois estes alimentos não influenciam na pressão arterial. Uma dieta hipossódica pode reduzir a pressão arterial sistólica em 2 a 8 mmHg. Uma dieta rica em potássio e magnésio poderá ser obtida através de uma ingesta rica de feijões, ervilhas, vegetais verdes escuros, banana, melão, cenoura, beterraba, frutas secas, tomates, batata inglesa e laranja. (AMODEO; LIMA, 1996).
O cálcio da dieta poderá ser obtido através de derivados do leite com baixo teor de gorduras, como o leite e o iogurte desnatados e os queijos brancos. Uma dieta, chamada de DASH, composta de frutas, verduras, fibras, alimentos integrais, leite desnatado, pobre em colesterol e gorduras saturadas, demonstrou ser capaz de reduzir a pressão arterial sistólica em 8 a 14 mmHg. (SOUZA, 2011).
São considerados padrões alimentares adequados: ter uma dieta rica em vegetais, frutas, verduras, grãos, fibras, alimentos com baixa densidade calórica e baixo teor de gorduras saturadas (alimentos cozidos, assados, grelhados ou refogados, com temperos naturais). Limitar a ingestão de sal, álcool, gema de ovo, crustáceos e margarinas. Evitar doces, frituras e derivados do leite integral. (RONDON; BRUM, 2003).
Diminuição do Consumo de Sal
O consumo não pode ultrapassar 6g de sal por dia, o que equivale a 100mL de sódio (4 colheres de chá). Para isso, devem ser ingeridos alimentos naturais, com pouco sal, e devem ser evitados enlatados, conservas, embutidos e
defumados. (SILVEIRA; NAGEM; MENDES, 2007).
Diminuição do Consumo de Álcool
Na verdade, bebidas alcoólicas não são recomendadas, mas se o paciente for consumi-las, a orientação é que não ultrapasse 30g de etanol/dia para homens e 15g/dia para mulheres. (SILVEIRA; NAGEM; MENDES, 2007).
O hipertenso deve evitar uma ingesta regular de bebidas alcoólicas e, quando isto ocorrer, esta ingesta deverá ser limitada a 30 gramas de etanol nos homens (700 ml de cerveja = 2 latas de 350 ml ou 300 ml de vinho = 2 taças de 150 ml ou 100 ml de destilado = 3 doses de 30 ml) e 15 gramas de etanol nas mulheres, ou seja, 50% da quantidade permitida para homens. A diminuição da ingesta excessiva de bebidas alcoólicas pode diminuir a pressão
arterial sistólica em 2 a 4 mmHg. (GRAVINA; GRESPAN; BORGES, 2007).

Cessação do Hábito de Fumar
O tabagismo aumenta muito o risco de complicações cardiovasculares em pacientes portadores de hipertensão arterial, logo, deverá ser abandonado. (FORJAZ, 2003).
Abandono ao tabagismo, que pode ser imediato ou gradual, sendo esse último um tratamento (psicológico ou reposição de nicotina). (BALDISSERA; CARVALHO; PELLOSO, 2009).
Prática de Atividades Físicas
As pessoas sedentárias apresentam maior probabilidade de desenvolver hipertensão quando comparadas a pessoas fisicamente ativas.

Das diversas intervenções não medicamentosas, o exercício físico está associado a múltiplos benefícios. Bem planejado e orientado de forma correta, quanto a sua duração e intensidade, pode ter um efeito hipotensor importante. Uma única sessão de exercício físico prolongado de baixa ou moderada intensidade provoca queda prolongada na pressão arterial. (GALLO; CASTRO, 1997).
Tem sido amplamente demonstrado que o treinamento físico aeróbio provoca importantes alterações autonômicas e hemodinâmicas que vão influenciar o sistema cardiovascular. (FORJAZ, 2003).
Tem sido documentada por meio de estudos epidemiológicos uma associação entre o baixo nível de atividade física ou condicionamento físico com a presença de hipertensão arterial. E, por outro lado, grandes ensaios clínicos aleatorizados e metanálises não deixam dúvidas quanto ao efeito benéfico do exercício sobre a pressão arterial de indivíduos hipertensos leves e moderados. Isto é, o treinamento físico reduz significativamente a pressão arterial em pacientes com hipertensão arterial sistêmica. (BALDISSERA; CARVALHO; PELLOSO, 2009).

PODEROSO SUCO EMAGRECEDOR

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 Este suco emagrece mesmo.

Por que o suco funciona?

Simples: a perfeita combinação dos ingredientes.

O limão é alcalinizante, afina o sangue, acelera o metabolismo e tem vitamina C.

É um excelente antioxidante que ajuda a combater o envelhecimento.

O pepino é hidratante, diurético e rico em fibras.

O suco, segundo quem já o consumiu, pode eliminar até três quilos por mês!

E melhor ainda se for acompanhado da prática de exercícios físicos e de uma dieta diária com controle calórico (1.500 calorias por dia, o ideal).

Eis a receita deste maravilhoso suco.

Ingredientes

2 limões picados com casca (de preferência, orgânicos)

1 pepino médio com casca (de preferência, orgânico)

1 Litro de água

Modo de preparo

Bata no liquidificador o limão e o pepino com a água até desmanchar tudo.

Coe e adoce com açúcar mascavo ou mel.

O suco pode ser consumido diariamente.

Como o  pepino é indigesto para muita gente, quem tem problemas estomacais deve antes fazer um teste: tomar um pouco do suco para ver se o estômago tolera bem a bebida.

Se a tolerância for boa, aumenta-se a quantidade aos poucos.

10 MOTIVOS PARA COMER MAIS TOMATES

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Os tomates contêm uma ampla variedade de nutrientes e antioxidantes benéficos para a saúde, incluindo vitaminas A e C, licopeno, colina, ácido fólico, betacaroteno e luteina.

Veja abaixo, os 10 principais motivos para  incluir o tomate em suas refeições diárias.

  1. Mantém a pele saudável – o tomate é rico em licopeno. O licopeno ajuda a proteger a pele dos danos    dos raios   UV, colaborando para diminuir os sinais do envelhecimento.
  2. Constrói ossos fortes – o tomate tem altos níveis de cálcio e vitamina K, que são bons para reparar e fortalecer os ossos. O licopeno ajuda a melhorar a massa óssea, o que o torna um bom alimento para combater a osteoporose.
  3. Previne o câncer – uma série de estudos mostram que, devido ao alto teor de antioxidantes, o tomate reduz as chances de diferentes tipos de câncer, como câncer de mama, pulmão, próstata e estômago.
  4. Promove o sono – adicionar tomate em sua dieta não só ajuda a dormir melhor, como também colabora para manter sua qualidade de vida.
  5. Melhora a visão – o tomate é rico em vitamina A, que também é importante para uma boa visão.
  6. Ajuda na perda de peso – poucas calorias, cheios de nutrientes e ricos em energia. O tomate é rico em água e fibras, dois componentes essenciais para quem deseja emagrecer.
  7. Protege a próstata – estudos mostraram que os tumores da próstata cresceram mais lentamente, quando ratos foram alimentados com tomates.
  8. Reduz os níveis de açúcar no sangue – com seus altos níveis de vitamina B, ácido fólico, niacina e potássio, o tomate é um alimento eficaz na redução dos níveis do colesterol e da pressão arterial.
  9. Reduz os danos do fumo – o tomate pode reduzir os danos causados pelo tabagismo. Os tomates contêm ácido cumárico e ácido clorogênico que trabalham para proteger o corpo de substâncias cancerígenas que são produzidos a partir da fumaça do cigarro.
  10. Mantém forte o sistema imunológico – o tomate é uma excelente fonte de vitamina C, que ajuda a impulsionar o sistema imunitário

A OBESIDADE,RESPONSÁVEL POR MAIS DE 40% DOS CASOS DE DIABETES É FATOR DEFINITIVO PARA PREVINI-LA

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O diabetes e a obesidade tem se convertido em um dos problemas mais graves do nosso tempo e envolve fatores tanto sociais, culturais e sanitários. No caso do diabetes tipo II, as suas proporções já são epidêmicas na maior parte do mundo; estima-se que atualmente existem 246 milhões de pessoas afetadas. O mesmo acontece com a obesidade , classificada também como epidemia , uma vez que que mais de 70% dos diabéticos tipo II são obesos.

Segundo a Dra.Susana Monereo, membro do Grupo do trabalho de Obesidade da SEEN ( Sociedade Espanhola de Endocrinologia e Nutrição), “a prevenção é a única maneira de lutar contra o problema, sendo os grupos mais vulneráveis as crianças, os adolescentes e as grávidas”. Diante do exposto explica que, como opções terapêuticas “ se encontra a descoberta de fármacos, agonistas dos receptores GLP1 e os SGLT2, que tem demonstrado controlar a glicemia e reduzir o peso”.

Ainda, destaca que “ o receptor de estrogênio é um importante regulador da distribuição da gordura corporal e que existem receptores estrogênicos cerebrais que contribuem no controle do peso, tendo demonstrado os seus efeitos antiobesidade”.

No caso da obesidade mórbida em homens, associada a hipogonadismo com níveis baixos de testosterona , Monereo explica que “ a perda de peso induzida pela cirurgia bariátrica recupera os níveis e reverte o hipogonadismo”. Porém, depois da cirurgia bariátrica podem aparecer novos transtornos psicológicos/psiquiátricos até então antes não manifestado, como TCA (Transtornos da Conduta Alimentar) e anorexia ;

GESTAÇÃO E PREVENÇÃO DE DOENÇAS NO FUTURO

O diabetes gestacional, afeta de 10-12% das gestantes, e quando associado a obesidade chega a 25%, causando sequelas graves, como parto prematuro, maior taxa de abortos e malformações, sendo que que a principal sequela é o aumento do peso do bebê ( fetos macrosômicos) que nascem com muita gordura corporal e que ao longo do tempo favorecem a ocorrência de obesidade e diabetes no adulto.

Outro fator que se destaca na gestação é a alteração da função tireóidea, que está relacionada com doenças autoimunes , hipotireoidismo e e sua relação com disfunção cerebral baixo coeficiente de inteligência, retardo mental e síndrome de défict de atenção e hiperatividade.

Segundo o 57º Congresso Anual da Sociedade Espanhola de Endocrinologia e Nutrição ocorrido em maio de 2015, afirmou-se que nos últimos anos, tem houve muitos avanços tanto no desenvolvimento de fármacos como em tecnologias que vem facilitando o tratamento do diabetes e consequentemente, melhoram a qualidade de vida dos doentes. Ao contrário “ todos estes avanços levam a um elevado custo, que além de não travar o ritmo de crescimento desta doença crônica, pode ser insustentável para o sistema de saúde.

Como parar a epidemia? “ Como não existem tratamentos curativos para o diabetes, é preciso aumentar os esforços na prevenção, que não devem ser de responsabilidade exclusiva do pessoal da saúde, tem que ser extensiva a outros níveis da sociedade por ser um problema de saúde pública, deve ser tratada de forma multidisciplinar.

Bem Vindos

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Bem Vindos

Na época tecnológica em que vivemos, a partilha de informação da mais popular até a

científica é um dado adquirido.

Pensamos que a nossa área profissional a da Saúde, seja um dos temas mais debatidos

no planeta, devido às implicações que tem com o nosso dia -a -dia.

Não existia até agora um local onde verdadeiramente pudéssemos trocar opiniões,

expor atualizações e falar da Saúde em geral para todo o mundo, desde técnicos a

leigos, vamos debater e partilhar informação na área da Saúde de uma forma honesta,

séria e global…

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Esperamos a vossa colaboração

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