abuso sexual.

#Conduta no #abuso sexual [Especial de Carnaval]

Postado em

medico

Seguindo nossa série de reportagens sobre condutas de aconselhamento e terapêutica de condições que podem surgir no atendimento médico no Carnaval, selecionamos a conduta no “abuso sexual”, que infelizmente ocorre mesmo no contexto da festividade do feriado.

Diante de um quadro de abuso sexual, devemos ter em mente os seguintes conceitos de atendimento:

  • Deve ser definido um local específico, preferencialmente fora do espaço físico do pronto-socorro ou da triagem, a fim de garantir a privacidade durante a entrevista e os exames.

  • É desejável que a equipe de saúde seja composta por médicos, psicólogos, enfermeiros e assistentes sociais.

  • A Lei 10.778, de 24 de novembro de 2003, estabelece a notificação compulsória, no território nacional, dos casos de violência contra a mulher, atendidos em serviços de saúde públicos ou privados de saúde.

  • Nas situações de violências contra adolescentes e crianças, uma cópia da ficha de notificação deve ser encaminhada ao Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente.

  • A mulher violentada não tem o dever legal de noticiar o fato à polícia, por isso a exigência de apresentação destes documentos para atendimento nos serviços de saúde é incorreta e ilegal.

O recomendado para mulheres adultas e adolescentes é composto por penicilina benzatina, ceftriaxona e azitromicina, para profilaxia de sífilis, gonococo e clamídia, respectivamente:

  • Penincilina G benzatina 1,2 milhão UI: IM 2,4 milhões UI (1,2 milhão em cada nádega), dose única;

  • Ceftriaxona 250 mg: IM 250 mg em dose única;

  • Azitromicina 500 mg: VO 2 comprimidos, dose única.

Para gestantes, crianças e adolescentes com < 45 kg:

  • Penincilina G benzatina Frasco-amp. com 150 mil UI, 300 mil UI, 400 mil UI: IM 50 mil UI/kg (dose máxima: 2,4 milhões UI), dose única;

  • Ceftriaxona 250 mg (acompanha diluente de 2 ml): IM aplicar 125 mg (1 ml);

  • Azitromicina 600 mg/15 ml ou 900 mg/22,5 ml: VO 20 mg/kg (dose máxima: 1 g), dose única.

Em caso de hipersensibilidade, alternativas:

  • Estearato de eritromicina (alergia a penicilina): 500 mg, VO, 6/6h por 15 dias (sífilis) ou 7 dias (clamídia);

  • Ciprofloxacino: 500 mg VO dose única.

Prevenção da Hepatite B:

  • Mulheres não imunizadas ou que desconhecem seu status vacinal devem receber a primeira dose da vacina e completar o esquema posteriormente (0, 1 e 6 meses), além de Imunoglobulina humana anti-hepatite B, na dose de 0,06 ml/kg, IM, em sítio de aplicação diferente da vacina (até, no máximo, 14 dias após a violência sexual, embora seja recomendada a aplicação nas primeiras 48 horas após a violência).

  • Mulheres imunizadas contra hepatite B, com esquema vacinal completo, não necessitam de reforço ou do uso de imunoglobulina humana anti-hepatite B.

 

Prevenção da Infecção pelo HIV

A quimioprofilaxia antirretroviral está recomendada em todos os casos de penetração vaginal e/ou anal nas primeiras 72 horas após a violência, inclusive se o status sorológico do agressor for desconhecido. No caso de penetração oral com ejaculação, deve-se individualizar a decisão.

  • Exames: A testagem para HIV do agressor não deve retardar o início da profilaxia ARV, mas deve ser feita sempre que possível. Caso o resultado seja negativo, a quimioprofilaxia antirretroviral não deve ser realizada ou deve ser interrompida.

  • Profilaxia: Deve ser iniciada imediatamente após a violência, ainda nas primeiras 24 horas (máximo de 72h) e deve ser mantida por quatro semanas.

  • Esquema: O esquema de primeira escolha deve combinar três antirretrovirais, por sua maior potência na redução da carga viral plasmática: dois inibidores nucleosídeos da transcriptase reversa, combinados com um inibidor da protease adicionado de ritonavir como adjuvante farmacológico (booster). Entre as reações estão sintomas gastrointestinais, cefaleia e fadiga.

    • 1ª escolha: Zidovudina (AZT) + Lamivudina 300/150mg de 12/12h + Lopinavir/Ritonavir 200/50 mg 2cps 12/12h;

    • 2ª escolha: Tenofovir (TFD) + Lamivudina (3TC) 300 + 300 mg/cp, VO 1x/dia + Atazanavir/ritonavir (ATV/r) 300 + 100 g/cp VO 1 cp 1x/dia por 28 dias.

Anticoncepção de Emergência: A anticoncepção de emergência (AE) deve ser prescrita para todas as mulheres e adolescentes expostas à gravidez através de contato certo ou duvidoso com sêmen, independente do período do ciclo menstrual em que se encontrem, que tenham tido a primeira menstruação e que estejam antes da menopausa.

Eduardo Cardoso de Moura

Graduação em Medicina pela UFF ⦁ Residência em Clínica Médica pela UFRJ ⦁ Diretor de Conteúdo e Co-fundador da PEBMED

Referências:

  • Este conteúdo foi formulado a partir do Whitebook, com base na publicação: BRASIL. Ministério da Saúde. Norma técnica – Prevenção e Tratamento dos Agravos Resultantes Da Violência Sexual Contra Mulheres E Adolescentes. 3ª edição. Brasília, 2012.

#Abuso sexual na #internet: há uma população com maior risco?

Postado em

criança que sofreu abuso sexual na internet

 

Outubro, mês das crianças, e vamos abordar um tema para o qual pais e profissionais de saúde devem estar atentos: crimes de abuso sexual na internet. Faremos essa discussão através de um artigo sueco recentemente publicado (no final de agosto) na revista Child and Adolescent Psychiatry and Mental Health.

Uma boa parte das crianças no mundo ocidental faz uso diário da internet. Além do acesso para atividades escolares, jogar ou assistir músicas ou vídeos e manter contato com as pessoas, a internet também é usada para conhecer pessoas, seja para manter relacionamentos de amizade, namoro ou sexuais. Mandar e receber “nudes” (o que o artigo descreve como “sexting“) também se tornaram comuns. Dependendo do que se entende por “sexting“, sua prevalência pode ser estimada entre 2,5% e 21%, sendo mais comum no sexo feminino do que masculino.

Abuso sexual pela internet

Num estudo sueco com estudantes de 18 anos, 20,9% participaram de alguma forma de exposição sexual voluntária online, seja postando fotos de si mesmos parcialmente vestidos ou de nudez, se masturbando ou fazendo sexo na frente de uma webcam. Essa prevalência voltou a se repetir em estudos posteriores. Contudo, em alguns casos a motivação por trás foi além de sexual. Muitos admitem fazer isso por diversão, para serem vistos, se reafirmarem ou simplesmente porque acham que é isso que o parceiro espera deles. Mas também pode ocorrer mediante ameaça, ou seja, surge uma situação abusiva onde o ato se torna involuntário.

 

A maioria é voluntária, mas sempre há o risco de um jovem estar sofrendo abuso online. Isso pode ocorrer através de uma abordagem sexual indesejada, geralmente por adultos que tentam contactar crianças e jovens com fins sexuais. Em outro estudo sueco, 30% dos adolescentes entre 14 e 15 anos, na maioria do sexo feminino, disseram que um adulto desconhecido tentou iniciar um contato com eles através da internet, fazendo colocações de caráter sexual no ano anterior à pesquisa.

Isso, além de ocorrer com mais frequência com o sexo feminino, foi também mais comum entre adolescentes mais velhas, entre jovens que se arriscam mais online (seja por busca de satisfação ou problemas familiares) e entre homossexuais, bissexuais e aqueles que ainda estão em dúvida sobre sua sexualidade. Esse conjunto da população acaba por compor o grupo mais vulnerável e que possui maior risco de abuso online.

Algumas das vítimas de abuso sexual online relataram que a situação de abuso envolvia controle, permanência, chantagem, culpa e vitimização. Uma parte dos jovens afetados chegou a desenvolver o diagnóstico de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), corroborando a gravidade do quadro, o sofrimento das vítimas e a necessidade de encontrarem suporte entre os profissionais de saúde.

Resultados do estudo

Neste estudo, foram consultados estudantes do ensino médio em escolas suecas através de um questionário. Há algumas limitações, como o número normal médio de alunos faltosos à escola no dia de aplicação do questionário, viés de recordação, uma amostra relativamente pequena de vítimas, problemas nas respostas (não respondeu ou a resposta não foi adequada). Contudo, este ainda seria o primeiro trabalho com a intenção de avaliar o abuso sexual de adolescentes online por uma pessoa que eles conheceram na internet e pela qual se sentiram persuadidos ou por quem sofreram coerção.

 

Destacam-se quatro achados:

1. A maior parte dos contatos sexuais feitos pela internet foram considerados como experiências positivas, principalmente quando os indivíduos tinham a mesma idade ou eram apenas um pouco mais velhos. Contudo, trabalhos anteriores colocam que se envolver em relações sexuais com pessoas que se conheceram online pode ser considerado um fator de risco, já que esse tipo esse tipo de contato aumenta o risco de consequências negativas no futuro, como ser alvo de uma abordagem sexual indesejada. Esse risco também é maior no compartilhamento de material sexual com pessoas que se conhecem apenas através da internet. Como dito antes, esse tipo de abuso é mais frequente no sexo feminino e, neste caso, é mais comum que o abusador seja mais velho.

2. Neste estudo não se observou diferenças sociais e demográficas estatisticamente significantes entre o grupo que sofreu ou não abuso.

3. Os adolescentes vítimas desse tipo de abuso geralmente possuem elementos importantes na sua história que merecem atenção, como outras experiências de abuso (inclusive físico, psicológico e sexual). Alguns achados apontam que quanto mais grave a forma de abuso sexual, mais sérias as consequências para a saúde. De todas as formas, o abuso sexual com penetração seria a mais grave. O abuso online pode estar associado à baixa autoestima, problemas de saúde e nos relacionamentos (especialmente com os pais ou cuidadores). Há um padrão adverso de efeitos emocionais e psicológicos, tendo, de acordo com os modelos múltiplos de regressão logística, uma forte associação com a depressão.

4. Os adolescentes vítimas de abuso online também apresentaram mais comportamento de risco, ou seja, comportamentos que aumentam as chances de que venham a ser vítimas de abuso. Alguns desses comportamentos são: compartilhar informações pessoais importantes com maior frequência, postar “nudes” em comunidades online e procurar pessoas na internet para conversar sobre sexo.

Conclusões

A partir desses achados podemos concluir que há uma população sob maior risco, principalmente aqueles que já sofreram algum tipo de abuso, comportamento de risco online e maior vulnerabilidade causada por um mau relacionamento com os pais, baixa autoestima e problemas na saúde mental.

O abuso sexual online, apesar de não ser tão comum ainda, é uma forma séria de abuso que deve chamar a atenção dos profissionais de saúde, cabendo orientação, alerta, avaliação de risco e consequências.

 

Autor:

Paula Benevenuto Hartmann
Paula Benevenuto Hartmann

Residente em Psiquiatria pela UFF ⦁ Graduação em Medicina pela UFF

Referência bibliográfica:

#Visão geral de #maus tratos a idosos

Postado em

Por Daniel B. Kaplan, PhD, LICSW, Assistant Professor, Adelphi University School of Social Work
Barbara J. Berkman, DSW, PhD, Helen Rehr/Ruth Fitzdale Professor Emerita, Columbia University School of Social Work

Os maus tratos a idosos se referem a uma pessoa machucar ou ameaçar machucar uma pessoa idosa.

As pessoas idosas podem ser maltratadas através de coisas feitas ou ditas ou por serem privadas das coisas que lhes são necessárias. Os maus tratos normalmente se tornam frequentes e severos com o tempo.

A cada ano nos Estados Unidos, milhares de pessoas idosas são maltratadas ou negligenciadas. O autor dos maus tratos é normalmente um membro da família, mais frequentemente um filho adulto que é o cuidador da pessoa. Às vezes, cuidadores profissionais, como funcionários da área de saúde ou de casas de repouso e outras instituições, maltratam as pessoas idosas.

Os cuidadores ficam frequentemente sobrecarregados pelas demandas de cuidados, têm preparação ou recursos inadequados, ou não sabem o que se espera deles. Eles também podem se tornar ainda mais socialmente isolados, algumas vezes aumentando seu ressentimento e tornando os maus tratos mais prováveis. Muitos cuidadores não pretendem maltratar a pessoa, e alguns podem nem mesmo saber que a estão maltratando.

Tipos comuns de maus tratos a idosos incluem abuso físico, abuso sexual, abuso psicológico, negligência e abuso financeiro.

Abuso físico é o uso da força para machucar ou ameaçar de machucar. Exemplos são golpear, empurrar, sacudir, bater, restringir e forçar a alimentação. Possíveis indicações de abuso físico incluem lesões inexplicáveis ou lesões que não são tratadas de forma adequada, queimaduras de corda e outras marcas de corda, óculos quebrados, e arranhões, cortes e hematomas. A recusa de um cuidador de permitir que o idoso tenha tempo sozinho com um visitante ou profissional da área de saúde pode levantar preocupações sobre o abuso físico.

Abuso sexual é o contato sexual sem consentimento ou à força ou sob a ameaça de força. Exemplos são toques íntimos e estupro. Hematomas em volta dos seios e da área genital ou sangramentos inexplicáveis da vagina ou ânus podem indicar abuso sexual. No entanto, o abuso sexual nem sempre resulta em lesões físicas.

Abuso psicológico é o uso de palavras ou ações para causar estresse emocional ou angústia. Este pode envolver

  • Proferir ameaças, insultos e comandos grosseiros
  • Ignorar a pessoa (por exemplo, não falando com ela por um longo período ou após esta ter falado)

 

  • Tratar o idoso como criança (infantilização), algumas vezes com o objetivo de encorajar a pessoa a se tornar dependente do agressor

As pessoas que são psicologicamente abusadas podem se tornar passivas e isoladas, ansiosas ou deprimidas.

Negligenciar é faltar no fornecimento de comida, medicamentos, higiene pessoal ou outras necessidades. Alguns idosos se negligenciam (chamado autonegligência). Outros são negligenciados por seus cuidadores. As necessidades podem ser negadas intencionalmente ou simplesmente esquecidas ou descuidadas por irresponsabilidade ou cuidadores não atentos. Sinais de negligência incluem

  • Perda de peso devido a malnutrição

  • Pele e boca secas devido a desidratação

  • Odor desagradável por ser limpo de modo inadequado

  • Feridas de pressão nas nádegas ou calcanhares por ser deixado sentado ou deitado na mesma posição por muito tempo

  • Podem faltar auxílios necessários, como óculos de grau, aparelhos auditivos ou dentaduras

  • Podem perder as consultas médicas programadas ou não serem levados quando os distúrbios estão obviamente piores

Alguns cuidadores não estão conscientes de que seu tratamento de um idoso deixou de ser menos do que ideal e passou a ser negligência. Esses cuidadores podem não perceber o que constitui um cuidado apropriado e adequado, ou podem ter noções muito diferentes do que faz e do que não é aceitável. Algumas vezes, a negligência resulta de circunstâncias desesperadas, como dificuldades financeiras, apesar das melhores intenções do cuidador. Às vezes, cuidadores são incapazes de fornecer o cuidado adequado por causa de suas próprias limitações físicas ou comprometimento mental. Por exemplo, os cuidadores podem ser incapazes de banhar o idoso ou lembrá-lo do horário de um medicamento.

Abuso financeiro é a exploração dos recursos e posses de uma pessoa. Este inclui

  • Barganhas

  • Pressionar um idoso para distribuir bens

  • Gerenciar o dinheiro de um idoso de maneira irresponsável

Os cuidadores podem gastar a maior parte da renda de um idoso consigo mesmos e dar ao idoso apenas uma quantia mínima.

Limitar a liberdade de um idoso para tomar decisões importantes em sua vida, como com quem socializar-se e como gastar seu dinheiro, é considerado outra forma, mais sútil, de abuso.

Fatores de risco

Qualquer pessoa idosa, apesar da saúde, pode ser maltratada. No entanto, os maus tratos são mais prováveis quando os idosos

  • São fisicamente frágeis, frequentemente devido a distúrbios crônicos debilitantes

  • São socialmente debilitados

  • Têm demência ou confusão

Os maus tratos também são mais prováveis quando os agressores

  • São financeiramente dependentes ou vivem com o idoso

  • Abusam de álcool ou medicamentos

  • Têm um distúrbio psicológico, como esquizofrenia

  • Foram violentos antes

  • Passam por estresse, por problemas financeiros ou morte familiar

  • Não têm habilidades ou recursos, tornando o cuidado frustrante

  • Têm um distúrbio (como demência) que os fazem agitados ou violentos (mesmo se eram anteriormente educados)

Sinais de maus tratos

Médicos, enfermeiros, assistentes sociais, amigos e parentes muitas vezes não reconhecem os sinais de maus tratos. Os sinais de maus tratos podem ser difíceis de distinguir de outros problemas. Por exemplo, se um idoso tem uma fratura de quadril, profissionais da área de saúde podem ser incapazes de diferenciar se a causa é abuso físico ou osteoporose, quedas ou ambos (que são as causas mais frequentes). Também, se os idosos estão confusos, eles podem não ter suas queixas de abuso levadas a sério, assim o abuso passa despercebido.

El daño psicológico que deja el acoso en los menores es más permanente que el físico

Postado em

 

El acoso escolar se realiza de manera principalmente física en niños y en forma de exclusión en niñas.

El acoso escolar se realiza de manera principalmente física en niños y en forma de exclusión en niñas.

El acoso escolar afecta a casi el 23% de la población escolarizada de manera reiterada y frecuente y, a pesar de que este se realiza de manera principalmente física en niños y en forma de exclusión en niñas, el daño psicológico que deja es más intenso y permanente que el daño físico, según la educadora social especializada en temas de medicación escolar, Marta Jurado.

Ante la importancia que ha cobrado este tema en la sociedad, el 65º Congreso de la Asociación Española de Pediatría (AEP), ha tenido un marcado interés por los temas de carácter social con implicaciones clínicas pediátricas, como es el caso del acoso escolar, la identificación de género, el abuso sexual o la violencia de género en adolescentes.

Respecto a las posibles señales que indiquen que el menor está sufriendo acoso escolar, un niño que está solo en el aula, solo en el patio o que prefiere estar solo en casa debería ser una de estas, pues “los niños, las personas en general, somos por naturaleza seres sociales, no podemos escudarnos en frases como es tímido o prefiere estar solo con en el recreo; si bien hemos ganado con los años en comunicación entre padres e hijos, hemos reducido el tiempo que se pasa con ellos y, por ende, la cantidad de las conversaciones que con ellos mantenemos”, ha explicado Jurado.

Por lo tanto, ya que es fundamental que los padres puedan reconocer lo antes un posible caso de acoso escolar, la especialista ha destacado que se debe empezar a sospechar “cuando el niño comienza a tener dificultades para conciliar el sueño, se muestra irritable, o con nauseas o cefaleas por las mañanas a la hora de ir al colegio, baja su rendimiento escolar sin razón aparente, o se muestra esquivo a la hora de contar cosas referidas al colegio”.

“Siempre en un tono conciliador, sin acusar, y es fundamental no culpabilizar al niño en el entorno doméstico arremetiendo contra su forma de vestir o de peinarse, o su forma de ser, sus preferencias, etcétera, pensando que si modificamos desde el hogar aquello que le hace diferente, evitaremos que puedan burlarse de él en el colegio”, ha subrayado Jurado. Es básico, en este sentido, la labor de refuerzo positivo de los padres, que sientan que se les quiere de manera incondicional, independientemente de cómo sean física o intelectualmente.

Así, la labor del pediatra en este caso es fundamental en términos de acompañamiento del menor y su familia, pues este debe valorar el daño físico y psíquico producido al menor y derivarlo en caso necesario a otros especialistas, como pudiera ser el psicólogo; debe contribuir a restituir la autoestima del menor, reforzando los mensajes positivos que hagan sentir al niño seguro y bien consigo mismo, ha asegurado la experta.

Os médicos estão examinando seus órgãos genitais sem motivo

Postado em

Featured Image -- 2063Quando uma menina se torna uma mulher, ela é iniciada em um ritual anual bizarro e misterioso. Ela tira a roupa, põe os braços através de um vestido médico aberto nas costas, se reclina em uma mesa de exame, e abre as pernas. Um médico encaixa seus pés em um par de estribos, olha para seus órgãos genitais, põe um espéculo metal frio em sua vagina, vai abrindo-o com uma manivela, e examina. Quando o espéculo é removido, o médico insere um dedo ou dois, e toca em torno para sentir os órgãos internos da mulher. Às vezes, os dedos examinam seu reto também.
is
À luz do estudo, o Colégio Americano de Medicina, uma organização nacional de internistas, elaborou um novo conjunto de diretrizes alertando médicos de que os exames realizados em mulheres assintomáticas podem “submeter às pacientes a preocupação desnecessária e ‘follow-up’ (acompanhamento)” e pode “causar ansiedade, desconforto, dor e constrangimento, especialmente em mulheres que têm uma história de abuso sexual.“
Em um editorial também publicado no Annals, os internos George Sawaya e Vanessa Jacoby, da Universidade da Califórnia, San Francisco, concluíram que o exame pélvico “tornou-se mais um ritual do que uma prática baseada em evidências“. Sawaya disse que o exame ginecológico de rotina é como “uma pedra angular fundamental” da ginecologia, é difícil até mesmo traçar suas origens. O novo relatório pedindo aos médicos para reverterem o curso será “muito controversa“, diz Sawaya. “Espero que um monte de médicos levantem as sobrancelhas.”
Há apenas dois anos, o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) admitiu que “não há evidência que apoie ou refute o exame pélvico anual … para a paciente assintomática de baixo risco“. No entanto, ACOG voltou a endossar o seu apoio ao exame, dizendo que “parece lógico”. O procedimento que é rotineiramente iniciado cedo na adolescência de uma mulher e realizado anualmente – pode ajudar a estabelecer a relação médico–paciente e fornecer “uma excelente oportunidade para aconselhar os pacientes sobre a manutenção de um estilo de vida saudável e minimizar os riscos de saúde”, relatou a ACOG. Em outras palavras, de acordo com ACOG, enquanto o exame pélvico anual pode não valer a pena por si só, pode ser um dispositivo útil para trazer uma mulher ao seu médico todos os anos para obter algumas informações necessárias sobre sua saúde reprodutiva.
Estas recomendações conflitivas – por um lado internistas, por outro ginecologistas – falam dos efeitos da vergonha cultural na saúde das mulheres. Algumas mulheres – em particular as mulheres que foram abusadas – podem sofrer de ansiedade e dor suficiente a partir dos exames íntimos que se tornam menos provável a retornar para exames futuros. Isso poderia dissuadir as mulheres de ir ao médico quando sim tenham sintomas problemáticos ou risco de câncer aumentados. Além disso, as mulheres que tomam pílulas anticoncepcionais normalmente têm de passar por um exame pélvico anual antes de um médico renovar uma prescrição, o que poderia impedir algumas mulheres de usar esse método anticoncepcional seguro e eficaz. (O ACP insiste que reabastecer uma prescrição de controle da natalidade oral não deve exigir um exame pélvico.)
Enquanto isso, outras mulheres experimentam suficiente ansiedade generalizada sobre os seus órgãos genitais e sistemas reprodutivos que o medo as empurra para vejam seus médicos a cada ano e a se submeterem a exames que, ao que parece, não vai realmente dizer-lhes muita coisa sobre a sua saúde. Enquanto os 70 anos de estudos analisados em Annals pinta um quadro incompleto de todos os efeitos que um exame pélvico pode ter sobre o bem-estar de uma mulher, eles sugerem que os exames podem produzir tanto “falsos positivos” e “falsa confiança” entre mulheres.
O exame pélvico é apenas o mais recente ritual de saúde das mulheres a ser reexaminado à luz de novas pesquisas. Em 2012, a US Preventive Services Task Force (USPSTF) e a Sociedade Americana do Câncer divulgou novas recomendações sugerindo que as mulheres devem ser submetidas a testes de Papanicolau de rotina a cada três anos, e não uma vez por ano. Em março, a Food and Drug Administration (FDA) votou para substituir o exame de Papanicolaou, em que o médico raspa células do colo do útero que são analisadas sob um microscópio para detectar anomalias visuais – por um teste de HPV alvo de identificar as estirpes do vírus mais susceptíveis de levar ao câncer cervical. E em 2009, a USPSTF mudou sua posição sobre mamografias de rotina, recomendando que as mulheres comecem a fazer as mamografias na idade de 50, não 40, e que fazê-las a cada dois anos, e não a cada ano.
Os proponentes de exames pélvicos anuais podem dizer que eles obrigam as mulheres a procurar o conselho de seus médicos e receber informações vitais sobre a sua própria saúde. (Eles também, é claro, reforçam a segurança de que ginecologistas tenham trabalho). Mas está se tornando claro que esta linha de pensamento é auto derrotada: não há nenhuma razão para que as mulheres consultem seus médicos a cada ano, se elas não podem sequer confiar no lhes está sendo dito.

Traduzido livremente por Temos que falar sobre isso
Fonte original em inglês- http://www.slate.com/blogs/xx_factor/2014/06/30/pelvic_exam_study_annual_well_woman_exams_have_no_medical_basis.html?wpsrc=sh_all_dt_tw_top