Amamentação

#A exposição ao #álcool através da #amamentação pode afetar o #desenvolvimento dos bebês

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De acordo com um estudo publicado on-line em 30 de junho no Pediatrics, expor bebês ao álcool durante a amamentação pode diminuir sua capacidade cognitiva aos 6 a 7 anos de idade.

Louisa Gibson e Melanie Porter, Ph.D., da Universidade de Macquarie, em Sydney, e colegas coletaram dados do Growing Up in Australia: The Longitudinal Study of Australian Children (Crescendo na Austrália: o estudo longitudinal de crianças australianas). Foram incluídos dados de 5.107 bebês australianos recrutados em 2004 e avaliados a cada dois anos. A relação entre os hábitos de beber e fumar de mães amamentando e as pontuações das crianças no Raciocínio Matricial, Teste de Vocabulário por Imagens Peabody – terceira edição e Quem sou eu? foram avaliadas em momentos posteriores.

Os pesquisadores observaram que, em crianças que tinham sido amamentadas, houve uma correlação entre o consumo aumentado ou mais arriscado de álcool pela mãe, em um primeiro momento, com reduções nas pontuações de Raciocínio Matricial aos 6 a 7 anos de idade. Em bebês que nunca haviam amamentado, esta relação não ficou evidente. Não foi observada correlação entre o tabagismo durante a amamentação e qualquer variável de resultado.

“Expor bebês ao álcool através da amamentação pode causar reduções dependentes da dose na sua capacidade cognitiva. Esta redução foi observada na faixa etária de 6 a 7 anos, mas não se manteve na faixa etária de 10 a 11 anos”, escreveram os autores. “Embora a relação seja pequena, ela pode ser clinicamente significativa quando as mães consomem álcool regularmente ou em quantidades excessivas.”

Resumo/Texto completo

Bactérias intestinais ajudam a explicar os benefícios da amamentação

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Lisa Rapaport

(Reuters Health) – A amamentação foi associada há tempos a vários benefícios para a saúde em bebês, e um novo estudo sugere que as bactérias transferidas das mães para os filhos podem ser, pelo menos parcialmente, responsáveis por estes benefícios.

“Os micro-organismos no leite materno se instalam no intestino do lactente, incluindo aqueles associados a efeitos benéficos, ressaltando a importância do aleitamento materno na maturação do microbioma do intestino infantil”, escrevem os pesquisadores no trabalho publicado no JAMA Pediatrics, em 8 de maio.

Eles testaram 107 pares de mães e lactentes para os micro-organismos nos seios das mulheres e no leite, e também examinaram as fezes dos bebês para determinar que tipos de micro-organismos existiam no microbioma do intestino infantil.

Embora tenham encontrado tipos distintos de bactérias no leite, no tecido mamário e nas fezes infantis, eles também descobriram que as comunidades microbianas intestinais dos bebês combinavam muito mais com as bactérias no leite e na pele de suas mães do que com amostras de outras mulheres no estudo.

Isso sugere que o leite de cada mãe foi um dos maiores contribuintes para o microbioma do intestino de seu próprio bebê.

“Nós fomos capazes de mostrar que existem bactérias no leite e que essas bactérias podem ser encontradas também em fezes infantis”, disse a autora principal do estudo Dra. Grace Aldrovandi, chefe da divisão de doenças infecciosas no Mattel Children’s Hospital na University of California, Los Angeles.

“Isso fornece evidência para a hipótese de que os microrganismos do leite são um mecanismo pelo qual o aleitamento fornece benefícios”, disse a Dra. Grace por e-mail.

Pediatras recomendam que as mães mantenham os filhos em aleitamento exclusivo até pelo menos seis meses de idade, pois isso está associado a menor risco para os bebês de infecções respiratórias e de ouvido, síndrome da morte súbita do lactente, alergias, obesidade infantil e diabetes.

As mães também podem se beneficiar, com períodos mais longos de aleitamento materno associados a menores riscos de depressão, deterioração óssea e certos tipos de câncer.

Com base em exames laboratoriais de bactérias encontradas no leite, na pele e nas fezes no presente estudo, os pesquisadores estimaram que os bebês que receberam pelo menos 75% de sua nutrição do leite materno durante o primeiro mês de vida receberam cerca de 28% de suas bactérias intestinais do leite materno. Esses bebês também receberam cerca de 10% de suas bactérias intestinais da pele das mães e 62% de fontes que os pesquisadores não determinaram.

Quanto maior o tempo de aleitamento, mais a comunidade bacteriana intestinal dos lactentes mudava para se assemelhar à encontrada no leite materno.

E em lactentes que receberam a maior parte da nutrição por meio do aleitamento materno exclusivo, as comunidades microbianas foram ligeiramente mais diversificadas, em geral, e diferentes microrganismos predominaram em comparação com bebês que foram menos amamentados.

Uma limitação do estudo é que os pesquisadores não avaliaram as origens das bactérias do leite materno ou de outras comunidades bacterianas da mãe que poderiam ter contribuído para o microbioma do intestino infantil, observam os autores. Também não avaliaram quaisquer efeitos sobre a saúde dos lactentes com base nas diferenças nos microbiomas deles.

Ainda assim, os resultados somam-se a pesquisas anteriores sugerindo que o microbioma do intestino infantil é diferente para bebês alimentados com leite materno em relação àqueles alimentados com fórmula, disse o Dr. Alexander Khoruts, pesquisador da University of Minnesota, em Minneapolis, que não participou do estudo.

“Nós sempre consideramos que a maioria desses microrganismos vem da mãe”, disse o Dr. Khoruts por e-mail. “Eles descobriram que a amamentação é a principal fonte de transferência microbiana durante os primeiros meses de vida, e eu acho que o estudo fornece evidências que suportam as recomendações atuais de amamentação exclusiva para os primeiros seis meses, e continuada até os 12 meses”.

Muitos fatores podem influenciar o microbioma do intestino infantil, incluindo a amamentação, se os bebês nasceram por via vaginal ou cirúrgica, e o uso de antibióticos, observou o Dr. Jose Clemente, um pesquisador de genética e ciências genômicas na Icahn School of Medicine,no Mount Sinai, em Nova York.

“Os efeitos benéficos da amamentação são bem conhecidos e este estudo fornece mais evidências, ao demonstrar que as bactérias probióticas encontradas no leite materno podem ser transferidas para a criança”, disse por e-mail o Dr. Clemente, que não esteve envolvido no estudo.

“O leite materno é muito benéfico, então mesmo uma pequena quantidade pode ser uma fonte de bactérias benéficas para os bebês”.

FONTE: http://bit.ly/2qYKdnF

JAMA Pediatr 2017.

Mitos e verdades sobre o Zika vírus

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O que é a febre Zika?

É uma doença causada por um Flavivírus, transmitida por mosquito causada pelo vírus Zika. Consiste em quadro de febre leve, prurido, conjuntivite, dores de cabeça e artralgia, que aparece entre os três e doze dias após a picada do mosquito vetor.

Uma em cada quatro pessoas podem não desenvolver sintomas, mas entre aqueles que são afetados, a doença é geralmente leve, com sintomas que podem durar entre dois e sete dias.

Sua manifestação clínica é muitas vezes semelhante a dengue, outra doença transmitida por mosquitos.

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FONTE: odia.ig.com.br

Como é transmitido o vírus Zika?

É transmitido por mosquitos do gênero Aedes (o mesmo vetor transmissor da dengue ou chikungunya), tendo como principal o Aedes aegypti. Estas espécies picam durante o dia, principalmente no fim da tarde e crepúsculo. O início dos sintomas demora de 3 a 12 dias para aparecer.

A transmissão perinatal do zika vírus (durante a gravidez) e durante o parto também pode ocorrer,  quando a mãe está infectada. Foram feitos 2 relatos de caso de trasmissão sexual do zika vírus, porém mais investigações precisam ser feitas. Existe ainda um risco potencial de transmissão do zika vírus através de transfusão de sangue e hemoderivados.

A amamentação pode transmitir o zika vírus? 

Não existem relatos de transmissão do zika vírus pela amamentação. Dessa forma, pelos inúmeros benefícios da amamentação, e pela falta de evidências que ocorre a transmissão via leite materno, mães devem ser encorajadas a amamentar, mesmo em áreas onde encontramos o zika vírus.

Existe alguma relação entre a vacinação contra rubéola e os casos de microcefalia no país?

Mito! Informação errada e divulgada de forma irresponsável através das redes sociais. A Síndrome da rubéola congênita é uma doença que apresenta várias malformações, dentre elas a microcefalia, porém tal vacina nunca é dada a gestantes, e sim em crianças, aos 12 meses, e em mulheres com idade fértil, para protegê-la dessa doença numa posterior gravidez. O Brasil recebeu esse ano uma certificação da OMS devido a erradicação dessa doença no país!  Essa vacina é dada nas crianças com 1 ano de idade, a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola).

Quais são os sintomas da infecção pelo vírus Zika?

Os sintomas são geralmente leves e caracteriza-se por uma doença febril auto-limitada, com uma duração de 4-7 dias, com exantema máculo-papular, que começa no rosto e se espalha para o resto do corpo, dores nas articulações, especialmente nos pés e mãos, dor muscular, dores de cabeça e conjuntivite.

O quadro clínico é semelhante a  dengue ou Chikungunya, e pode ser confundido com essas doenças. Além disso, 60 a 80% das pessoas infectadas não apresentam nenhum sintoma!

Complicações (neurológica, auto-imune) são raras, porém podem ocorrer, como a Síndrome de Guillain Barré.

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Fonte: prefeiturademairi.blogspot.com

Como é feito o diagnóstico da doença? 

Diagnóstico de infecção por zika vírus é confirmado pela detecção de RNA viral a partir de amostras clínicas em pacientes com doença aguda, durante o período de viremia. Esse período dura em média 3 a 5 dias apos início dos sintomas.

A partir do quinto dia após o aparecimento da febre, pode ser feita sorologia para detectar anticorpos específicos IgM e confirmação da infeção por demonstração de soroconversão ou aumento de quatro vezes o título de anticorpo de anticorpos específicos para Zika vírus.

Como é o tratamento?

O tratamento consiste em aliviar a dor, febre, e qualquer outro sintoma causando o desconforto do paciente. Não há nenhuma vacina específica contra o vírus.

Posso ser infectado mais de uma vez com o vírus Zika?

Não há casos documentados de alguém recebendo infecção pelo vírus Zika mais de uma vez. A resposta é que ainda não sabemos.

O que são casos autóctones e casos importados do vírus Zika e o que isso significa? 

O caso é considerado autóctone quando os mosquitos de determinada área já estão infectados com a doença e a transmitem à população. Caso importado é quando a pessoa adquire a doença após realizar uma viagem para um local onde já tem o vírus circulando.

Que medidas devem ser tomadas para prevenir a infecção pelo vírus Zika?

A eliminação e controle dos criadouros do mosquito Aedes aegypti reduz as chances de transmissão de Zika, chikungunya e dengue.

Essas medidas incluem a eliminação ou destruição dos locais de reprodução do mosquito:

  • Evite o acúmulo de água em recipientes exteriores (vasos de flores, garrafas, pneus e outros recipientes que podem acumular água)
  • Cubra tanques de armazenamento de água para uso doméstico
  • Não permita que o lixo se acumule, e jogue-o fora em sacos plásticos fechados mantidos em recipientes de lixo cobertos.
  • Use mosquiteiros e telas nas janelas e portas.

O que posso fazer para me proteger do vírus Zika?

  • Cubra a pele exposta com camisas de mangas compridas, calças e chapéus.
  • Use repelente como indicado e reaplicar conforme sugerido.
  • Durma em lugares protegidos por mosquiteiros.

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Dra. Kelly Oliveira

CRM 145039

Amamentação: Não existe leite fraco!

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Não existe leite fraco, ralo…o leite materno é fabricado de forma perfeita pra cada organismo.

Se alguém disser ao contrário, mesmo se for pediatra, peça para comprovar em artigos científicos ou exames; como não existe, é impossível mensurar a qualidade e quantidade de leite pra cada tipo de bebê, é algo exclusivo, só acreditar, confiar no corpo e se doar na amamentação livre demanda sem regras de horários. Se seu pediatra não for de acordo troque de médico, ou ignore dando peito ilimitadamente para seu bebê.

Amamentar é a melhor forma de imunizar seu filho, não existe tempo limite, após 1 ano o leite tem outras propriedades importantes, ele nunca fica velho ou desnecessário existem artigos científicos que comprovam.

Amamentação: Não existe leite fraco!

Amamentar ajuda no Pós parto, o ato de sucção do bebê principalmente quando a barriga dele está encostada na da mãe, se for pele a pele melhor ainda (como ocorre nos partos humanizados logo no nascimento do bebê ainda ligado ao cordão umbilical), proporciona o retorno do útero ao seu tamanho original de forma mais rápida e emagrece muito mais rápido.

Por isso quando o bebê dorme em cima da mãe (barriga com barriga) aumenta a fabricação de leite, ela acorda toda ensopada de leite que transborda pelo seu corpo; se vc quer ter leite e amamentar, esqueça um pouco os berços e diminua o isolamento do bebê, pelo menos nos meses iniciais.

Nessa fase vale muito a pena dormir com seu bebê amarradinho carinhosamente ao seu corpo com Sling (tipo de tecido que carrega o bebê coladinho em você), este é o melhor método, somente nessa fase de adaptação do bebê ao mundo externo; não se preocupe com o que dizem, que o bebê ficará manhoso, se acostumará….é uma fase apenas, pode não parecer, mas passa rápido e os próprios bebês começam a demonstrar sinais de mudanças comportamentais, geralmente a partir dos 3 meses passam a se interessar pelo mundo externo e as mamadas se espaçam mais (como dizem diminui o ritmo quase de 10 em 10 mim, e passam a conseguir ficar um pouquinho mais distante da mãe – por alguns minutos a mais…e em cada mês esse tempo se alonga mais um pouquinho; tem que ter paciência, tudo ao seu tempo). Mas, essas etapas naturais só evoluem se os pais derem muito afeto e sem intervir desnecessariamente como nos partos.

Não é uma fase para tolir o indivíduo (bebê) com métodos educacionais civilizatórios, ele ainda não desenvolveu raciocínio lógico, está em desenvolvimento; temos que ser menos ansiosos e exigir menos de um ser que acabou de nascer e tem longo processo de adaptação.

Permita que seu bebê demonstre o início de sua personalidade que inicia sua construção durante a amamentação (segundo a ciência da psicologia). Você começa a identificar através da observação quando quer comer, que sinais demonstra (expressão facial, corporal e linguagem de balbucio), quando está incomodado com fralda molhada; alguns bebês se incomodam mais rápido (trocar as fraldas pode tornar-se uma rotina avassaladora quase de 20 em 20 mim), outros bebês incomodam-se menos e resistem mais… Vai depender de cada bebê, da observação detalhada dos pais e de suas disponibilidades; durante esse processo “cai a ficha” e durante o convívio é que nos construímos pais e mães, no dia-a-dia é que se constrói a maternidade plena.

Retornando ao assunto da amamentação, para evitar empedrar, ocorrer a temida Mastite, sempre massageie seus seios em movimentos circulares com os dedos partindo da auréola próximo ao bico até a axila, com um limite de vigor até você sentir os nódulos amolecerem (se tiver muito duro compressa de folhas de repolho congeladas nos seios e nunca encostar no bico ou auréola – é milagroso – na hora você percebe o seio com aspecto de pedra, amolecer).

Fazer a massagem sempre antes e após as mamadas, ou durante o dia quando sentir vontade. Ao apresentar seu seio ao bebê, massagear antes ou durante apresentação permite que o leite saia mais fácil (no ato da massagem você percebe o leite escorrendo do bico – parece gelo derretendo).

Essa massagem no seio antes e durante a apresentação do seio ao bebê, amolece e diminui a auréola que deve estar bem molinha para você colocar toda (no máximo que der na boca do bebê), assim, facilita a mamada e evita dores durante a amamentação.

Na amamentação, nas trocas de olhares, na paciência e dedicação da mãe é que inicia a construção do vínculo materno (por isso é tão importante para a mãe e o bebê), “cai a ficha” de ser mãe. Nessa fase re – significamos, refletimos e analisamos sobre todo processo que vivemos desde a gestação.

No silêncio e nas pausas dos barulhinhos das sugadas, da movimentação do bebê que soca o seio, belisca, chuta o outro seio, olha pra te ver e sorrir mordendo o bico com a gengiva, se contorce com força todo seu corpinho para durante a sucção facilitar a soltar pum (porque os gases provocam dores, as temíveis colicas, e o único e melhor remédio é o seio materno), as puxadas de cabeça pra trás e para os lados que você acha que seio seio irá parar na porta…tudo isso que para as mães de primeira viagem é assustador (algumas acham que o bebê a maltrata, parece perverso, dói demais (dói mesmo)…tudo isso é de extrema importância para o desenvolvimento fisiológico e psicológico do bebê e da mãe; as mamadeiras não substituem esse processo, elas só nutrem o bebê (de forma artificial que não é saudável, foi criado para situações de emergência em casos de bebês sem mães e sem condições de aleitamento materno; mas na contemporaneidade tornou-se hábito errado por praticidade, porém prejudica a saúde do bebê ao longo do desenvolvimento, deixando-o com menor imunidade e resistência a doenças) para garantir que o bebê sobreviva, mas o leite materno é o melhor alimento para o bebê.

Temos que compreender que o seio materno não é somente alimento, é afeto, aconchego, construção de vínculo e objeto de adaptação do bebê com o mundo exterior (de acordo com a ciência da psicologia); o bebê testará o mundo em seu seio, permita este momento tão importante, você verá que em alguns meses, geralmente após 0s 2 ou 3 meses amamentar se tornará divertido, quando seu bebê olhar pra você sorrindo, quando você cantar e ele responder com um lindo olhar e sorriso nos lábios, quando ele quiser conversar com você fazendo balbucios com sua linguagem particular com o seu seio na boca enquanto mama… Você verá que tudo valerá a pena, as dores no início da amamentação (o peito se fortalece e fica “calejado”), as noites mal dormidas, o cansaço, falta de tempo pra si mesma…tudo isso passa e tudo vale a pena… O mais importante é seu filho ou filha, a “majestade o bebê”; permita que seu bebê se expresse, se satisfaça completamente com muito afeto e diminua o risco de distúrbios psicológicos e fisiológicos ao longo de seu desenvolvimento.

No nosso canto particular, no nosso mundo único mãe – bebe (onde os dois se tornam um só), onde geralmente sentimos vontade de se isolar um pouco nesse mundo materno (momento que deve ser respeitado); nessa fase é que inicia a construção de ser mãe, surgem duvidas, incertezas, e certezas quando fazemos algo que nos faz sentir orgulhosas e felizes de se sentir mãe de fato, algo particular que possui importância pra cada uma de nós.

Tornar-se mãe ocorre na construção gradativa na interação de cada etapa desde a gestação até o desenvolvimento do bebê. Viva e se entregue a estas fases que passam rápido, não se pode voltar atrás e são primordiais para construção mãe, bebê e para essa nova família; com parceiro ou não, já é uma família.

Dicas para melhorar o sono dos bebês

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 O sono é essencial como a alimentação. É durante o sono que a criança cresce e se desenvolve, pois são produzidos hormônios durante o sono responsáveis por isso. No sono também é que ocorre a consolidação da memória, fundamental para o aprendizado da criança, e adquirir habilidades. Não menos importante o sono restabelece as energias, revigora o corpo e promove o descanso do corpo e da mente.

É importante também entender como é o padrão de sono dos bebês , e porque ele é diferente dos adultos. Não queira que o seu bebê recém nascido durma a noite toda, pois isso não vai acontecer! O que podemos fazer é ajudá-los a entrar no seu ritmo circadiano e ter um ciclo de sono adequado para o seu desenvolvimento.

Vamos então a algumas dicas para um sono saudável nos bebês menores que 6 meses

1. Estabeleça uma rotina do dia. Certifique-se que o bebê seja exposto à luz natural e às atividades do dia, para que ele perceba que durante o dia é que acontecem as coisas. Inclua o bebê no seu dia a dia.
2. Estabeleça uma rotina da noite. Conforme se aproxima a hora de dormir, reduza as atividades e os estímulos, prefira atividades mais tranquilas, monótonas, e serenas. O brincar nessa hora deve ser próximo de canções de ninar e ou ler histórias para o bebê dormir, ou um banho relaxante. Diminua os estímulos visuais e a iluminação da casa. Lembre-se que a melatonina é importante para o sono e a sua produção ocorre quando há ausência de luz.
3. Faça uma massagem no seu bebê. A massagem tem a capacidade de relaxar o bebê mentalmente e fisicamente. Apesar da massagem ser muito praticada em nosso meio, existe ainda pouca investigação científica sobre os seus efeitos. Em um estudo prospectivo que acompanhou bebês recém-nascidos até completarem 12 semanas de vida, os bebês que receberam 14 dias de massagem terapêutica, a partir da segunda semana de vida, apresentaram padrões de sono mais desenvolvidos depois. Após as 12 semanas, foi observado que os bebês massageados tinham níveis mais elevados de melatonina.
4. Dê um banho ao bebê  antes de colocá-lo para dormir. O banho muitas vezes é capaz de relaxar o bebê, e sinaliza que o corpo deve esfriar, o que pode ajudar no sono. Entretanto, para alguns bebês o banho é extremamente excitante e pode acordá-lo mais, por isso só o faça se isso normalmente ajudar o seu bebê a relaxar.ação
5. Amamente o seu bebê . Faça a mamada dos sonhos para que o bebê possa dormir tranquilo. Ofereça os dois lados de peito, mas não necessariamente ele vai aceitar. Se não amamenta alimente o seu bebê em posição semi-sentada, mas nunca deitado. Coloque para arrotar. Tente colocar o bebê no berço sonolento mas ainda acordado. Mais dicas sobre amamentação você encontra no blog!
6. Seja consistente no ritual de sono do seu bebê. Mantenha as luzes apagadas, evite fazer barulho, evite mudar o ambiente do bebê, e na hora de dormir, evite o contato visual. O olho no olho é extremamente estimulante para os bebês e deve ser usado e muito, mas durante o dia.
7. Observe o seu bebê. Como é o seu temperamento? É mais sensível aos estímulos, se adapta com facilidade, chora por tudo? Quando compreendemos quais são as coisas que estimulam e acalmam o nosso bebê podemos ajuda-los a dormir mais facilmente.
Espero que tenha ajudado a aliviar algumas noite de sono. Bons sonhos!
Dra. Kelly Marques Oliveira
CRM 145039