Bullying

#Risco de #cyberbullying em crianças com #distúrbios do neurodesenvolvimento

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As devastadoras consequências em longo prazo do bullying na saúde atual e futura das crianças são bem conhecidas, incluindo impactos na saúde mental e física, bem como em resultados sociais e financeiros mais tarde.

As formas tradicionais desta prátia incluem ações físicas, verbais e sociais (às vezes chamadas de relacionais ou excludentes). Para crianças e adultos jovens, o bullying pode ocorrer não apenas dentro ou fora da escola, mas também na internet ou através de outros dispositivos eletrônicos, e a sobreposição entre o chamado cyberbullying e o tradicional bullying pode ser significativa.

Cyberbullying

bullying tradicional foi estudado em maior extensão do que o cyberbullying (implicando a necessidade de mais pesquisas). Devido à difusão desta prática online, a repetição de comportamentos prejudiciais de um único agressor pode ser menos importante, pois geralmente ocorrem efeitos de disseminação e acompanhamento. O conteúdo online pode “tornar-se viral” muito mais fácil e mais rápido que os incidentes offline. Sempre que a postagem é compartilhada e visualizada por outras pessoas, isso pode contribuir para uma nova ocorrência de vitimização.

Assim, foram sugeridas as três características específicas a seguir ao cyberbullying: a natureza 24 horas/7 dias da semana do bullying, os diferentes aspectos do anonimato e o público potencialmente mais amplo. Argumentou-se que esses aspectos tornam a prática online um fenômeno mais grave que o tradicional, mas estudos sobre esse assunto têm mostrado resultados inconsistentes.

 

Alguns estudos têm demonstrado que crianças e adultos jovens com distúrbios do desenvolvimento neurológico (DDN) têm um risco aumentado de bullying, em comparação com outros indivíduos em desenvolvimento normal. Um DDN geralmente significa um diagnóstico como transtorno do déficit de atenção, transtorno do espectro do autismo, transtornos de aprendizado ou deficiência intelectual.

Ainda não está claro até que ponto os DDN estão envolvidos no cyberbullying. Essa dúvida objetivou os autores Beckman, Hellström e von Kobyletzki (2019) a estudar a prevalência entre estudantes com DDN em escolas e necessitando de educação especial, como agressores, vítimas ou ambos (“vítimas de intimidação”). O artigo Cyber bullying among children with neurodevelopmental disorders: A systematic review foi publicado recentemente no jornal Scandinavian Journal of Psychology.

 

Metodologia

As bases de dados Web of Science, Scopus, ERIC, PsycINFO, PubMED e Cochrane foram pesquisadas, incluindo uma pesquisa manual de listas de referência, até 24 de fevereiro de 2018.

  • Foram incluídos oito estudos realizados na Europa, América do Norte, Oriente Médio e Austrália;
  • Houve uma prevalência de vítimas de cyberbullying entre estudantes com DDN de 0% a 41%. A prevalência de cyberbullying como agressores foi de 0% a 16,7%. Já a prevalência como ambos foi de 6,7%;
  • Três em cada cinco estudos que usaram grupos controle mostraram que os estudantes com DDN podem estar mais envolvidos no cyberbullying em geral do que os estudantes em desenvolvimento normal;
  • Alunos em ambientes escolares segregados relatam taxas de prevalência ligeiramente mais altas de cyberbullying em comparação com estudantes com DDN em ambientes escolares inclusivos, especialmente entre meninas. Ao comparar taxas de prevalência entre estudos que utilizam a mesma definição, os autores encontraram taxas de prevalência semelhantes.

Conclusões

De acordo os autores, os alunos com DDN podem estar mais envolvidos com o cyberbullying do que os estudantes em desenvolvimento típico. No entanto, segundo os pesquisadores, o número de participantes desta revisão era pequeno e a maioria dos estudos não possuía um grupo controle. Esses achados precisam ser confirmados em estudos de maior qualidade metodológica.

Ao conduzir estudos de prevalência, a validade das informações sobre comprometimento e bullying é de grande importância e pode influenciar os resultados. Também é importante distinguir e comparar diferentes contextos educacionais. Ademais, é necessário harmonizar medidas e definições para o cyberbullying em estudos que incluem estudantes com DDN, a fim de comparar resultados de diferentes estudos e contextos.

Sempre que possível, segundo os autores, os próprios alunos devem ser os que relatam envolvimento com bullying. No entanto, a inclusão de várias fontes de informantes pode fornecer uma descrição mais ampla.

Autor:

Roberta Esteves Vieira de Castro
Roberta Esteves Vieira de Castro

Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina de Valença. Residência médica em Pediatria pelo Hospital Federal Cardoso Fontes. Residência médica em Medicina Intensiva Pediátrica pelo Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro. Mestra em Saúde Materno-Infantil pela Universidade Federal Fluminense (Linha de Pesquisa: Saúde da Criança e do Adolescente). Doutora em Medicina pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Médica da Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP) do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), do Hospital Caxias D’Or (Duque de Caxias) e do Hospital Getúlio Vargas Filho (Getulinho – Niterói). Membro da Rede Brasileira de Pesquisa em Pediatria do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) no Rio de Janeiro. Acompanhou as UTI Pediátrica e Cardíaca do Hospital for Sick Children (Sick Kids) em Toronto, Canadá, supervisionada pelo Dr. Peter Cox. Membro da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). Membro do comitê de filiação da American Delirium Society (ADS). Coordenadora do Latin American Delirium Special Interest Group (LADIG). Membro de apoio da Society for Pediatric Sedation (SPS).

Referência bibliográfica:

  • Beckman L, Hellström L, von Kobyletzki L. Cyber bullying among children with neurodevelopmental disorders: A systematic review. Scand J Psychol. 2019 Feb 28

#Sexting na adolescência: os cuidados a ter com jovens e adolescentes

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O sexting na adolescência é uma prática que tem aumentado a cada ano. A facilidade cada vez maior com que os jovens acedem a telemóveis e tablets tem facilitado o seu alastramento.

Para quem não sabe, o termo sexting refere-se à troca de mensagens com conteúdo sexual com outra pessoa.

Esse conteúdo pode ser em forma de imagens, vídeos, áudios e/ou texto, através de chats ou redes sociais. A palavra teve origem na junção das palavras sex (sexo) e texting (envio de mensagens escritas).

O sexting na adolescência pode acontecer num contexto de um relacionamento mais sério ou mesmo associado a algo mais casual.

Assim sendo, a facilidade com que esta informação pode ser partilhada com terceiros pode constituir um perigo.

A par disso, o surgimento (e utilização massiva) do WhatsApp, Messenger, Instagram, Snapchat, entre muitas outras aplicações, facilitou o acesso a esta prática, que acontece, na maior parte dos casos, através das redes sociais.

É importante frisar que as razões da prática do sexting entre os adolescentes são variadas. Se existir confiança, o sexting poderá ser algo seguro, que ficará apenas entre duas pessoas. No entanto, nem sempre isso acontece, e esse é o problema. A par disso, a adolescência não é de todo a altura mais indicada para esta prática.

O sexting pode também acontecer devido a uma pressão do parceiro, que de certa forma convence a pessoa para que ela entre no jogo e envie informações íntimas sobre si. No centro de estudos estamos sempre atentos a este tipo de prática de modo a evitar ao máximo.

Nem sempre esta chantagem é muito evidente. No entanto, é bastante comum, e a pessoa sente-se na obrigação de enviar fotos ou vídeos de teor sexual/erótico ou ainda a entrar numa conversa mais íntima. Isto para que possa “provar” que gosta da outra pessoa.

Sexting na adolescência: quais os principais perigos desta prática?

Se um relacionamento não terminar bem, todos os conteúdos trocados podem facilmente ser partilhados pela pessoa que os receber. Basicamente, depende do bom senso da outra pessoa, algo que é completamente impossível de controlar.

Esses conteúdos podem também servir para fazer chantagem, sendo uma verdadeira dor de cabeça para os visados. Isto porque, uma vez enviados, não há forma de eliminar essas imagens ou textos. Deixa de haver um controlo sobre a própria intimidade.

Muitos são os casos de conteúdos partilhados nas redes sociais, depois de um relacionamento terminar, ou de alguma situação que não tenha agradado a outra pessoa.

Fotos e vídeos enviados num determinado contexto, são facilmente partilhados e divulgados na internet, sem o consentimento prévio.

Este fenómeno designa-se de Revenge Porn. O objetivo é, claramente, colocar em causa a integridade de quem enviou as imagens.

Quando um conteúdo é disponibilizado online, fica para sempre online. Mesmo que a publicação original seja apagada, alguém já guardou a imagem e pode perfeitamente partilhá-la novamente. Este processo não tem fim e é impossível de controlar.

O Revenge Porn é visto como assédio, causando muitos problemas à pessoa cuja intimidade foi devastada.

Quanto falamos de adolescentes, o impacto na sua vida pode ser catastrófico.

Principais cuidados a ter com os adolescentes

É importante que os pais tenham um papel ativo neste assunto. Por exemplo, explicando aos filhos a importância de ter respeito pelo próprio corpo e pela intimidade.

Deve desincentivar o envio de conteúdos sexuais a outras pessoas, mesmo que elas insistam.

Explique quais as consequências que isso pode ter, caso esses conteúdos vão parar às mãos erradas. Igualmente, esse tipo de partilhas mais íntimas também não deve ser feita nas redes sociais dos filhos.

Uma comunicação aberta e de confiança será uma grande ajuda para que eles procurem os pais caso sejam vítimas deste tipo de bullying. A situação é sempre delicada, pelo que tente ser compreensivo e manter a calma.

Nunca proíba o uso da tecnologia. Os jovens vão conseguir chegar a ela na mesma. Explique ao seu filho o que deve ou não fazer, bem como os perigos inerentes a uma partilha indevida da sua intimidade.

Caso tenha havido algum tipo de partilha, pode sempre solicitar ao site/plataforma/aplicação a sua remoção. Além disso, deve fazer uma denúncia às autoridades competentes, ou seja, PJ e PSP.

 

#El #acoso escolar necesita protocolos como los de #violencia de género

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Las secuelas del ‘bullying’ y del ‘mobbing’, que incluyen depresión y ansiedad, entre diversos trastornos psiquiátricos, también provocan cambios en la estructura y función cerebrales.

Se estima que en España habría unos 1.000 niños y adolescentes que sufren agresiones físicas o amenazas en la escuela.

Tanto el acoso escolar como el acoso laboral tienen una relación bidireccional con la depresión. Las personas depresivas son carne de cañón para ser acosadas y, por otro lado, el acoso termina provocando síntomas depresivos en las víctimas. Es la pescadilla que se muerde la cola, un mecanismo que sólo podrá interrumpirse, o al menos paliarse, con medidas de prevención e intervenciones en centros escolares y de trabajo. Aunque sean fenómenos diferentes, quienes han sido acosados en la escuela tienen mayor riesgo de serlo en el entorno laboral.
“Diversos estudios longitudinales muestran que el riesgo de acoso se mantiene en algunas personas a lo largo de la vida por el hecho de ser distintos, lo que les hace más vulnerables tanto en la niñez como en la edad adulta”, explica Celso Arango, director del Instituto de Psiquiatría y Salud Mental (IPSMarañón) del Hospital Gregorio Marañón, en Madrid, y catedrático de la Universidad Complutense.

Durante su intervención en el XVIII Seminario Lundbeck, sobre La huella del acoso en la salud mental, Arango ha dicho que estamos ante “un problema de salud pública, por carga y por prevalencia, y habría que visibilizarlo, hablarlo, como se está haciendo con las víctimas de violencia de género o de accidentes de tráfico”. Defiende la implantación de una estrategia nacional de prevención del acoso escolar porque en España habría unos 1.000 niños y adolescentes que sufren agresiones físicas o amenazas en la escuela que les llevan a cuadros de ansiedad, depresión e incluso suicidio.

En el llamado bullying se da un comportamiento agresivo (en chicos suele ser físico, verbal y relacional, mientras que en chicas se asocia más con el aislamiento por parte de otros escolares) de forma repetida por parte de un individuo o de un grupo, siempre entre iguales, entre los que se crea un desequilibrio o desproporción de poder. El acosado es carne de cañón por “ser diferente”, bien en lo físico, en lo psíquico o en actitudes peculiares. Las diferencias que implican mayor riesgo son ser inmigrante, tener alguna discapacidad o enfermedad crónica, tener sobrepeso u obesidad, el desempleo parental o una orientación sexual incongruente.

Rosa Gutiérrez: “El mobbing no es estrés laboral: implica deseo de socavar la personalidad del acosado” 

Arango advierte de que hay que tratar tanto a la víctima como al que lo acosa. “Hay que trabajar con todos porque el acosador a veces lleva detrás una patología mental, mucho sufrimiento, abuso físico o maltrato en su entorno familiar. Y no basta con un cambio de colegio porque detrás puede haber psicopatología”.

Los efectos en el acosado pueden resumirse en aumento de depresión y ansiedad, de problemas físicos y trastornos psicosomáticos, así como de experiencias psicóticas y riesgo aumentado de autolesión y suicidio. Pero además de daños en salud mental se percibe peor calidad de vida, con aumento de enfermedades orgánicas (obesidad, diabetes…), peores resultados académicos y mayor abandono escolar.

El psiquiatra recalca que la relación entre el bullying y la depresión es muy evidente y que la posibilidad de trastorno psicótico se multiplica hasta seis veces a corto/medio plazo y también puede tener consecuencias para toda la vida. Hay un estudio sobre secuelas 40 años después del acoso.

En estudios neurobiológicos se observan cambios cerebrales estructurales y funcionales, desregulación del eje hipotalámico-hipofisario-adrenal, cambios epigenéticos en el transportador de serotonina, acortamiento acelerado de telómeros (indicador indirecto de menor esperanza de vida) y aumento de la inflamación, junto a los estilos cognitivos depresivos.

No es estrés laboral

El acoso en el trabajo afecta de forma similar en la edad adulta, pero tiene sus notas distintivas. “No es estrés laboral, ni burnout, ni siquiera el ejercicio arbitrario del poder empresarial, porque requiere una intención de socavar la personalidad del trabajador”, aclara Rosa Gutiérrez, jefa del Servicio de Salud Mental de Alcobendas (Madrid), del Hospital Infanta Sofía.

El llamado mobbing no se da solo entre iguales. En un 68% viene de los jefes; en el 18% de los compañeros, y hasta un 12%, de los subordinados. “No estamos preparados para ser dañados sin motivo”, asegura la psiquiatra, lamentando que pocos trabajadores acosados, un 10%, pidan ayuda ante los primeros síntomas clínicos de cefaleas o insomnio.

Gutiérrez ha recalcado el papel de los médicos de empresa para detectar la depresión y favorecer la recuperación funcional hasta la remisión completa. “Es primordial detectar los síntomas precoces de la depresión pero también los síntomas residuales, que se mantienen ante una mejoría inicial y pueden dificultar el trabajo”. De hecho la baja asertividad, falta de confianza en sí mismo y una tendencia a la autojustificación repercuten en la vida laboral del acosado, con conductas de absentismo y presentismo.

Un hilo invisible que une cuadros depresivos

Prevenir el acoso escolar es de alguna forma prevenir el acoso laboral, ambos fenómenos están estrechamente ligados por un hilo invisible que puede sostener cuadros depresivos durante décadas si no se actúa en estadios iniciales. “Es fundamental que exista un plan de prevención de acoso en las escuelas, lo mismo que hay extintores o un plan de seguridad”, comenta Celso Arango, director del IPSMarañón, recalcando que el acoso está muy ligado a la educación y los valores recibidos en la infancia. De hecho, se ha demostrado que el acoso escolar es menor en familias que cenan juntas.

Según el psiquiatra, hay estrategias eficaces y coste-eficientes para prevenir el acoso escolar que lo reducirían en un 20%. Y aunque las actuaciones principales deben hacerse a nivel escolar y comunitario, apela a las familias y a los profesionales de la salud para que también ejerzan la prevención, detección precoz y promoción de la resiliencia en niños y adolescentes.

“En todos los colegios hay que estimular la tolerancia cero a la violencia y el respeto a la diversidad, el entrenamiento en habilidades sociales y la empatía, el aprendizaje colaborativo… Y como prevención secundaria, la detección y cese precoz de acoso y el manejo de dificultades y síntomas específicos”, reitera Arango, que apunta a reducir la patología psiquiátrica previa en menores como estrategia prioritaria, aunque matiza que “no es compatible con que haya listas de espera de cinco o seis meses para un niño con depresión”.

#La exposición al #bullying en la infancia se asocia a futuros #problemas de #salud mental

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Contribuye a múltiples problemas de salud mental, como ansiedad, depresión, pensamientos paranoicos y desorganización cognitiva.
¿Hasta qué grado la exposición infantil a la intimidación contribuye a las dificultades de salud mental y las contribuciones directas de la exposición a la intimidación persisten con el tiempo? Un trabajo publicado en JAMA Psychiatry ha examinado esta cuestión y detectado que la exposición infantil a la intimidación contribuye a múltiples problemas de salud mental, como ansiedad, depresión, pensamientos paranoicos y desorganización cognitiva, que se disiparon o redujeron después de cinco años.
El estudio de Jean-Baptiste Pingault, del University College London , Reino Unido, y coautores incluyó a 11.108 gemelos que tenían una edad media de 11 años cuando se les evaluó por primera vez y alrededor de 16 en el último examen. Las evaluaciones de salud mental en esas edades incluyeron ansiedad, depresión, hiperactividad e impulsividad, falta de atención, problemas de conducta y experiencias psicóticas, como pensamientos paranoicos o desorganización cognitiva.
La exposición a la intimidación se midió usando una escala de victimización por pares autoinformada. El diseño de diferencias entre gemelos del estudio utilizó un gemelo como control para el otro, con lo que se contabilizaron las fuentes ambientales y genéticas compartidas con otros posibles factores atenuantes. El estudio sugiere que la exposición infantil a la intimidación contribuye a múltiples problemas de salud mental, particularmente la ansiedad, la depresión, los pensamientos paranoicos y la desorganización cognitiva. Esto se disipó o se redujo después de cinco años.
Las limitaciones del estudio incluyen que un diseño de diferencias entre gemelos no tiene en cuenta factores ambientales no compartidos que pueden exagerar la contribución de la exposición infantil al ‘bullying’. “Se proporciona evidencia estricta de la contribución perjudicial directa de la exposición a la intimidación en la infancia a la salud mental. Los hallazgos también sugieren que la exposición de la infancia a la intimidación puede verse en parte como un síntoma de vulnerabilidades preexistentes. Finalmente, la disipación de los efectos en el tiempo de muchos resultados destaca el potencial de resiliencia en los niños que fueron intimidados”, concluye el artículo.

Aumento de la adultización entre niños cada vez más pequeños

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Este fenómeno puede derivar en violencia, bullying o juegos como ‘la ballena azul’.

La adultización se define como un cambio en las características de la primera identificación del niño con sus padres, modificando su comportamiento o modo de pensar. Un fenómeno que cada vez se produce en niños más pequeños, según ha alertado la terapeuta Verónica Rodríguez Orellana, quien alerta de que este fenómeno puede derivar en violencia, bullying o juegos como ‘la ballena azul’.

Rodríguez Orellana, quien es directora de Coaching Club, explica que “cada vez es mayor la cantidad de niños cada vez más pequeños medicados después de ser diagnosticados con nuevas sintomatologías psíquicas, como las mutismo selectivo, el mutismo selectivo, las conductas negativistas y desafiantes, las conductas compulsivas y obsesivas”.

“Toda esta realidad tiene conexión con la vulnerabilidad de los adolescentes que se fugan de su hogar, comienzan juegos extraños que acaban con sus vidas como el conocido de ‘la ballena azul’ o que se suicidan por situaciones de bullying”, explica la experta para quien la imitar precozmente actitudes de los adultos puede traducirse además en rasgos de rigidez y fanatismo, de dificultad de percibir, aceptar e integrar al otro como alguien diferente, de incapacidad para tolerar la frustración, de hiperexigencia, de falta de represión y límites, de extrema vulnerabilidad.

Según explica esto es consecuencia de que el niño se “mimetiza masivamente con sus padres, se confunde con ellos, con su lugar y con sus historias, los copia como si estuviera frente a un espejo sin que interfiera el proceso de represión que existía hasta hace medio siglo”.

Aunque no se trata solo de identificarse con algunos rasgos de los padres como ha ocurrido siempre, “sino también de mimetizarse masivamente con ellos, con su lugar y sus historias. Por eso se ha perdido el carácter lúdico de imitación que siempre existió, el niño ya no juega a ser un adulto sino que cree ser un adulto, se confunde con el adulto”.

Esto no se advierte solamente en la forma de hablar, pensar y actuar adultizada de los niños sino que les afecta en muchísimos otros aspectos como por ejemplo, en la autoexigencia o sobreexigencia desmedida con que se juzgan a sí mismos o a los demás. “Las reacciones ante otras personas o determinadas circunstancias y especialmente a la insistencia del adulto, ya que se sienten desvalorizados o humillados en su posición. Estos niños llegan a sufrir una gran intolerancia a la frustración, ya que deberían poderlo hacer todo lo que hace un adulto a pesar de tratarse de niños de entre 6 y 15 años”, añade.

World Medical Association to tackle widespread harassment in the medical workplace

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The WMA Council will present a new policy document on the issue to the October meeting of the General Assembly.

The World Medical Association is to take steps to address bullying in the medical workplace.

It comes after almost 200 delegates attending the Council’s annual meeting in Zambia last week heard there is “good evidence that disruptive and inappropriate behaviour and harassment were widespread in the medical workplace”, and occur across all specialties and at all levels of seniority.

Further evidence of such endemic bullying is documented in the medical literature, with one recent study published in theJournal of Women’s Health reporting 10 per cent of primary care doctors acknowledged bullying someone in the workplace, while 30 per cent had been personally bullied in the workplace. Compared to men, female primary care doctors were more likely to report being bullied overall and, specifically, to experience having their opinions ignored, lack of recognition for good work, feeling pressured not to claim rightful benefits, and being given unmanageable workload.
A proposed statement on bullying and harassment in the medical profession was brought before the Council by the New Zealand Medical Association. The Council has now agreed to prepare a new policy document on the issue which will be presented to the General Assembly for adoption in October.

Timidez e Fobia Social: uma máscara de todos os dias

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Em muitas situações na vida, sentimo-nos humilhados, desvalorizados e sem importância no meio social. Nestes momentos, podemos acreditar que somos inferiores e que somos alvo fácil de chacota e risos. E, para evitar isso, fugimos. Mas começamos a fugir a um contacto social imprescindível para a nossa segurança e bem-estar.

Quem cora de forma evidente ou apresenta outro sintoma físico desagradável, tem medo de se expor, na tentativa de não ser observado de uma forma negativa, de não ser criticado nem gozado pelo seu sintoma. Outros sintomas físicos limitadores do contacto social são as tremuras, a flatulência, a gaguez ou outros comportamentos impulsivos e atípicos, bem como marcas e características físicas anormais.

A timidez é um estado de medo que nos limita o contacto social.

máscara dourada de metal com ar desgatadoO medo, por sua vez, é uma emoção que sentimos sempre que acreditamos que vamos ter experiências que nos trarão dor, e acreditamos nisso por análise e comparação das experiências semelhantes do passado. Se, no passado, o contacto social nos trouxe dor, reagimos agora instintivamente a essa dor, fugindo, evitando esse contacto.

Algumas pessoas vivem experiências traumatizantes, como o Bullying na escola, as agressões físicas, humilhações sofridas na infância e na adolescência, críticas e pressões por parte de pais e educadores, e, ao sofrer muito com isso, acreditam que as pessoas as magoam e que devem fugir do contacto social para não se sentirem ameaçadas.

Estas experiências podem condicionar seriamente a vida das pessoas e impedir uma vida completa e realizada. Serão limitantes enquanto valorizamos as experiências que, no passado, nos deram dor, ou as que hoje nos embaraçam.

Para solucionar este problema, é essencial um acompanhamento profissional que encontre as causas inconscientes deste comportamento, mesmo as oriundas da infância, e assim permita libertarem-se dos medos da exposição social e encontrarem tranquilidade e harmonia neste contacto.

Fonte: Clinica da Mente. Porto

El 60% de los niños que sufren acoso escolar no quieren contarlo

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El 10% de los niños acosados se autolesionan.

El 10% de los niños acosados se autolesionan.

O no dicen nada o cuentan muy poco a sus familiares, la mínima parte de lo que están sufriendo. Así se comporta el 60% de los niños que sufren acoso escolar, según ha afirmado el director general de Educación Infantil, Primaria y Secundaria de la Comunidad de Madrid, Juan José Nieto, durante la presentación de la campaña #AventuraC95StopBullying.

Nieto explicó que contar el maltrato que padecen no es chivarse, sino defender sus derechos y buscar ayuda para conseguirlo.

El sargento de la Guardia Civil especialista en ciberacoso, Pedro José Corrales, incidió en que Internet multiplica el número de acosadores.

Respecto al perfil de éstos, indicó que existen jóvenes que hacen la vida imposible a los acosados 24 horas al día, pero también hay acosadores mayores que se ponen en contacto con los jóvenes para pedirles materiales de carácter sexual con los que después les chantajean.

Para evitarlo, pidió a padres y profesores que extremen el cuidado en la utilización de la red por parte de los jóvenes, y a éstos les pidió mayores dosis de responsabilidad.

Por su parte, la coordinadora nacional adjunta del Plan Director para la Convivencia Escolar de la Policía Nacional, Isidora Cortés, recordó que en 2016 impartieron más de 26.500 charlas para prevenir y erradicar el maltrato escolar.

El director de Programas de la Fundación ANAR, Benjamín Ballesteros, aseguró que el teléfono de la fundación recibe unas 1.000 llamadas al día, muchas de ellas relacionadas con acoso escolar.

En estas llamadas, continuó, un 10% de los niños acosados indican que se autolesionan, que están deprimidos y que piensan incluso en el suicidio. También señaló que el 70% de los niños que sufren ‘bullying’ tardan más de un año en recibir auxilio.

El mal uso de redes sociales puede agravar el acoso escolar de los adolescentes con Asperger

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Entre un 60 y un 90% de los escolares con Asperger ha sufrido algún tipo de acoso escolar, fundamentalmente entre los 11 y los 14 años.

Entre un 60 y un 90% de los escolares con Asperger ha sufrido algún tipo de acoso escolar, fundamentalmente entre los 11 y los 14 años.

El mal uso de las redes sociales en una etapa de “especial vulnerabilidad” como la adolescencia puede agravar las situaciones de acoso escolar y aislamiento social de las personas con síndrome de Asperger.

Así lo creen los expertos de la Fundación María José Jove de A Coruña que participaron en una jornada organizada por Asperga que, bajo el título “Asperger y adolescencia. Estrategias para adolescentes y familias”, pretende abordar aspectos como el bullying, la sexualidad o el uso de las redes sociales en una etapa “ya de por si compleja para la mayoría de las personas, pero todavía más para aquéllas que presentan un trastorno del espectro autista”.

Planteada con un enfoque muy práctico, esta actividad ha congregado a más de 70 personas, entre las que se cuentan jóvenes con síndrome de Asperger, familias y educadores.

“En el período adolescente, en el que la interacción y comprensión del mundo social resultan esenciales, las personas con síndrome de Asperger se encuentran en una situación de especial vulnerabilidad”, explican desde Asperga, que pretenden con este encuentro “hacer hincapié en aspectos que preocupan” a las familias y a los afectados.

Verónica Santiso, directora de Asperga, ha incidido en la necesidad de “dotar a los propios adolescentes y a los educadores de aquellas estrategias” que les permitan “abordar los obstáculos de esta etapa de manera satisfactoria”.

Entre un 60 y un 90% de los escolares con Asperger ha sufrido algún tipo de acoso escolar, fundamentalmente entre los 11 y los 14 años. Esto se ve empeorado, apuntan los expertos, por la mala utilización de las nuevas tecnologías, que también puede contribuir a agravar el aislamiento social.

El secretario de la Asociación Agalure, Gerardo Rodríguez, ha ofrecido a los participantes en la jornada un taller destinado a padres, madres y educadores, para ver cómo identificar el uso, abuso o adicción a las nuevas tecnologías y las redes sociales.

Posteriormente, el experto ha impartido una actividad para adolescentes en la que ha abordado de manera “clara y práctica” los riesgos que entrañan las diferentes redes sociales, páginas y aplicaciones que emplean día a día, proponiendo herramientas y estrategias que mejoren su control y actúen en la prevención de conductas inadecuadas.

Anorexia: a dor secreta

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mulher anorética olha-se no espelho e vê um reflexo de si gorda
Anorexia Mirror, Ross Brown

Não posso comer. Não vou comer. Se logo fizer mais exercício poderia comer agora… mas se agora não comer e logo fizer exercício, serão menos calorias a engordar-me!

Tenho fome. Sinto-me fraca. Sonho com comida. Mas não posso. Tenho de estar em controlo.

Controlo o meu peso, controlo a minha vida. Desde que faço dieta que tudo o que me aconteceu de mau no passado deixou de me afetar tanto. Sinto que nada de errado me pode acontecer agora. Estou protegida. A minha dieta e a minha perda de peso são a fonte da minha felicidade.

Se eu emagrecer mais um pouco, vou sentir-me melhor, mais feliz. Se eu for magra, realmente magra, as pessoas vão gostar mais de mim.

Fazer a mais pequena tarefa é duro, sempre com fome, sempre cansada. Mas eu sorrio, sorrio sempre, centenas, milhares de selfies sempre a sorrir, sorriso para a família, para os amigos, para os colegas, “estou ótima!”.

Penso obsessivamente em comida, naquilo que gostaria de comer, naquilo que comi, e conto precisamente cada caloria ingerida. As minhas rotinas tornam-se extremas para evitar momentos de tentação.

O meu estômago faz barulho, todos me perguntam se estou bem, o meu corpo dói e começa a falhar… Mas comer é que é falhar. Falhar o meu projeto, a minha missão. É colocar-me em risco, porque quando não fazia dieta as coisas más aconteciam. Agora estou segura, agora controlo.
E se emagrecer mais um pouco serei totalmente feliz.

O que é a anorexia?

A anorexia é uma perturbação no comportamento alimentar que afeta especialmente jovens mulheres. Caracteriza-se por um controlo extremo do peso corporal e por uma gravíssima restrição alimentar. O termo anorexia tem origem na língua grega e é formado por dois vocábulos: a/an (uma negação) e orégo (“apetecer”) – então, anorexia é a negação do desejo de comer.

A problemática da Anorexia não é tão visível nos homens porque o ideal de beleza e felicidade do corpo masculino não é a magreza, mas sim os músculos. Estes comportamentos excessivos de busca pelos músculos perfeitos pelos homens constitui um distúrbio mental chamado de vigorexia.

A nossa sociedade representa, como ideal de beleza e felicidade, mulheres magras, que expõem o seu corpo magro e que usam roupas justíssimas, mostrando as suas formas. Assim, qualquer jovem mulher, em busca do seu estilo e enquadramento social, acredita que deve ser magra para ser feliz e apreciada pelos outros.

Desta forma, qualquer jovem mulher em busca do seu estilo e enquadramento social acredita que deve ser magra para ser feliz e apreciada pelos outros.

A única forma de não se engordar é restringindo a ingestão de alimentos e fazendo exercício físico. Por isso, quem quer emagrecer sabe a receita: comer pouco e fazer ginástica.

O problema do emagrecimento é que a ginástica cansa e comer pouco faz com que a fome apareça e com ela a vontade em comer, que nos cria verdadeiras obsessões por comida… e quase todos cedemos à vontade e comemos alimentos que nos fazem falta à boa manutenção do nosso corpo, da nossa vida. Este ímpeto de comer, pode se em excesso provocar outros distúrbio alimentares e com isto outro problema muito grave: a obesidade.

Então, o que pode levar alguém a conseguir ultrapassar a fome e rejeitar quase por completo a ingestão de comida?

A infelicidade absoluta.

Muitas mulheres, ao sentirem-se extremamente infelizes com o contacto social – por bullying, rejeição social, difamações e outros tipos de ofensas e agressões – acreditam que a causa da sua infelicidade é o seu próprio corpo.

Na verdade, a infelicidade sentida em nada tem a ver com a forma do nosso corpo, mas sim com as agressões e ofensas que sentimos no ambiente que nos rodeia. É muito frequente as pessoas mais gordas serem gozadas e humilhadas pelos seus colegas, mas o problema não é o corpo, são as pessoas sem formação cívica que querem encontrar força na fraqueza dos outros, rebaixando e diminuindo a autoestima das suas vítimas.

Quem sofre essas angústias, acreditando que se não fossem tão gordas teriam outras oportunidades e outro tipo de relacionamentos sociais, pode desenvolver uma aversão absoluta ao seu corpo, e desenvolver profundos problemas na relação com o peso e a imagem.

E começa o processo de Anorexia…

Assim, se o problema é o peso, a solução parece simples: EMAGRECER… Mas emagrecer a todo o custo, porque a infelicidade e a angústia que se sente pela imagem de um corpo gordo é insuportável. O que alimenta a anorexia é a angústia. Esta angústia é tão forte que a fome é uma mera sensação desprezível.

As mulheres que sofrem com este processo mental sentem pela primeira vez que têm controlo da sua felicidade e que esta está ao seu alcance, pois basta emagrecer, e para emagrecer já se conhece a receita: Não comer e fazer ginástica.

Começa um processo diabólico onde a loucura toma conta do processo. Loucura porque não comer é uma loucura, prejudicando a saúde física para alcançar uma mentira. A mentira é a certeza que sendo magras serão felizes. Contudo, mesmo emagrecendo, estas mulheres continuam infelizes, mas a receita continua… “se não estou feliz é porque ainda não estou magra o suficiente…” e o processo não para.

O problema continua, porque não se é feliz quando se atinge o objetivo, mas sim trabalhando para o alcançar. As mulheres em processo de anorexia acabam por desenvolver uma semi-felicidade porque se sentem motivadas pelo caminho que estão a fazer… sentem-se a cumprir um objetivo e a consegui-lo. Primeiro começam a ver os ossos do seu corpo, depois começam a contar as calorias dos poucos alimentos que consomem e a conseguir os seus objetivos de redução, depois conseguem disfarçar o comportamento e a família não nota, mais uma vitória, depois começam a sentir os ossos nas cadeiras onde se sentam…

Este processo de conseguir objetivos cria um estado positivo de alguma satisfação e que valida o caminho da felicidade que tanto buscam… mas lá no fundo a angústia continua a alimentar este processo destrutivo.

Vários estudos apontam para um número: 20% das mulheres anoréticas morrem à fome, e quase todas as outras irão sofrer ao longo da vida muitas sequelas pelos anos que passaram neste processo.

E o tratamento?

Uma terapia eficaz remete para o tratamento da causa desta infelicidade extrema. O objetivo da psicoterapia é o de ajudar as mulheres a resolverem os seus problemas de autoestima, de timidez e todas as outras agressões vividas que as fazem sentirem-se infelizes.

Após uma intervenção psicoterapêutica, é esperado que as pessoas se sintam mais tranquilas com elas próprias, com a própria imagem do corpo, conseguindo ter a perceção de que o corpo não era o problema, mas sim uma forma concreta de conseguir controlar o sofrimento sentido pelas experiências do passado.

Fonte: Clinica da Mente. Porto