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#Consumo de #maconha na #gestação e o #risco de autismo em crianças

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Consumo de maconha na gestação aumenta risco de autismo

O consumo de maconha (Cannabis) na gestação tem aumentado nos últimos anos. Além disso, muitas mulheres que já a utilizam continuam a usá-la durante a gravidez. Entretanto, segundo um estudo publicado no jornal Nature Medicine, as crianças cujas mães usaram maconha durante a gestação estão em maior risco de autismo quando comparadas a crianças cujas mães não a consumiram.

Estudo sobre consumo de maconha na gestação

Os pesquisadores Corsi e colaboradores utilizaram bancos de dados administrativos de saúde da província de Ontário, Canadá, contendo informações sobre gestação e nascimento (BORN), para determinar os resultados do neurodesenvolvimento em crianças.

O estudo consistiu em uma análise retrospectiva de dados de todos os nascidos vivos em Ontário, entre 01 abril de 2007 a 31 março de 2012. Um total de 689.071 nascimentos em Ontário foram registrados nesse período. Após exclusões, a coorte final foi baseada em 508.025 nascimentos. Crianças que perderam o seguro saúde ou faleceram antes dos 18 meses (n = 4.960) ou 4 anos (n = 10.204) de idade foram excluídas das análises primárias de transtorno do espectro do autismo (TEA) e análises secundárias de resultados de neurodesenvolvimento, produzindo coortes analíticas de 503.065 e 497.821, respectivamente.

A idade média das mães foi de 30,1 anos [desvio padrão (dp) = 5,6]. A idade gestacional média no parto era 38,9 semanas (dp = 1,7) e 51,4% das crianças eram do sexo masculino. A taxa de uso de maconha relatada na gestação foi de 0,6%. Na coorte de pacientes com 18 meses de idade, 7.125 crianças (1,4%) foram diagnosticadas com TEA ao final do período de acompanhamento (mediana de 7,4 anos entre os participantes).

 

Resultados

Dentre as crianças expostas à maconha intraútero, 2,2% tiveram diagnóstico de TEA. Além disso, a incidência de diagnóstico de TEA em crianças expostas à maconha intraútero foi de 4/1.000 pessoas-ano. Já as crianças que não foram expostas tiveram uma incidência de TEA de 2,42/1.000 pessoas-ano. Em comparação às crianças não expostas à maconha durante a gestação, crianças que foram expostas tiveram razão de risco ajustada para TEA de 1,51 [intervalo de confiança de 95% (IC 95%) 1,17-1,96).

Por fim, ao se avaliar gestantes que relataram usar maconha, mas nenhuma outra substância (como álcool, tabaco, cocaína, alucinógenos, opioides ou medicamentos prescritos durante a gravidez), os pesquisadores observaram que os filhos dessas mulheres ainda tinham um risco maior de TEA em comparação às crianças cujas mães não usaram maconha na gestação. Após ajuste adicional, as estimativas para deficiência intelectual e distúrbios de aprendizagem [hazard ratio (HR) = 1,22 (IC 95%: 0,97-1,54)] e transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) (HR = 1,11 (IC 95%: 0,98-1,25) não tiveram significância estatística.

O estudo possui diversas limitações:

  1. A prevalência do uso de maconha foi menor do que relatada em outros lugares, embora os dados fossem coletados antes dos recentes aumentos de uso.
  2. Os dados sobre frequência, trimestre e duração do uso não estão disponíveis.
  3. Embora o autorrelato do uso de maconha seja moderadamente confiável para uso em estudos epidemiológicos em comparação com biomarcadores, erros de classificação podem ocorrer. Mulheres grávidas podem subnotificar o uso de Cannabis.
  4. Os estudos observacionais são frequentemente afetados por um viés residual de confusão, portanto, a interpretação das associações deve ser cautelosa.
  5. TEA e outros resultados, incluindo TDAH, podem ter sido diagnosticados incorretamente.

 

Conclusão

Apesar de um número grande de amostra, o estudo é observacional, portanto, essas limitações devem ser consideradas. Além disso, mais estudos são necessários para avaliar a quantidade e em que momento o uso de maconha na gravidez leva a esses resultados na saúde de crianças, principalmente após a legalização da Cannabis em muitas jurisdições.

O uso recreativo de Cannabis está legalizado no Canadá. No entanto, isso não significa que a droga seja segura para gestantes ou lactantes. De qualquer forma, esses resultados enfatizam que as mulheres devem estar cientes dos riscos potenciais da maconha durante a gestação e seu uso deve ser desencorajado.

Autora:

Roberta Esteves Vieira de Castro

Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina de Valença. Residência médica em Pediatria pelo Hospital Federal Cardoso Fontes. Residência médica em Medicina Intensiva Pediátrica pelo Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro. Mestra em Saúde Materno-Infantil pela Universidade Federal Fluminense (Linha de Pesquisa: Saúde da Criança e do Adolescente). Doutora em Medicina pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Pós-graduanda em neurointensivismo pelo Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR). Médica da Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP) do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE) da UERJ. Membro da Rede Brasileira de Pesquisa em Pediatria do IDOR no Rio de Janeiro. Acompanhou as UTI Pediátrica e Cardíaca do Hospital for Sick Children (Sick Kids) em Toronto, Canadá, supervisionada pelo Dr. Peter Cox. Membro da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). Membro do comitê de sedação, analgesia e delirium da AMIB. Membro do comitê de filiação da American Delirium Society (ADS). Coordenadora e cofundadora do Latin American Delirium Special Interest Group (LADIG). Membro de apoio da Society for Pediatric Sedation (SPS).

Referências bibliográficas:

#La #violencia, relacionada con la exposición a múltiples #factores de riesgo en la infancia

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Un estudio analiza los elementos que contribuyen a la aparición de conductas agresivas en la población adulta.

Grupo Cibersam

Equipo de investigación de la Facultad de Biología de la Universidad de Barcelona, el Instituto de Biomedicina de la UB (IBUB) y el Cibersam. (DM/CF)

Vivir en grandes ciudades, experimentar abuso físico o sexual, consumir cannabis o abusar del alcohol durante la infancia o la adolescencia son algunos factores que pueden determinar el riesgo de desarrollar un comportamiento agresivo o violento en la edad adulta, según un estudio publicado en la revista Molecular Psychiatry.

El nuevo estudio presenta evidencias científicas del efecto combinado de diferentes factores en el riesgo de convertirse en un adulto violento y de manera independiente a la presencia de un trastorno mental.

El trabajo ha sido desarrollado por expertos del Instituto Max Planck de Medicina Experimental, en Gotinga (Alemania), una institución en la Marina Mitjans, una de las primeras firmantes del artículo y miembro del Centro de Investigación Biomédica en Red de Salud Mental (Cibersam), está realizando una estancia postdoctoral.

Está basado en el análisis de más de 1.500 personas diagnosticadas de esquizofrenia y seleccionadas por el equipo dirigido por la profesora Hannelore Ehrenreich, del Instituto Max Planck de Medicina Experimental, junto con una muestra poblacional de más de 550 personas de la población general española.

En el marco del estudio, se analizó si los individuos habían estado expuestos durante su infancia y juventud a diferentes factores: vivir en una gran ciudad, abuso físico o sexual, pertenecer a un colectivo de inmigrantes, consumir cannabis y beber alcohol en exceso.

En los pacientes con diagnóstico de esquizofrenia, la presencia de conducta violenta se estableció en función de la existencia de condenas por crímenes violentos (abuso sexual, homicidio involuntario, agresión o asesinato). En el caso de la población general, se utilizaron indicadores relacionados con las conductas de agresión violenta, como la presencia de aspectos antisociales psicopáticos así como rasgos de personalidad relacionados con agresión u hostilidad.

Aumento escalonado del riesgo

Según los resultados, la probabilidad de convertirse en un adulto violento y agresivo se incrementaba de forma significativa en todos los grupos analizados que mostraban un factor de alto riesgo como mínimo. A medida que se añadían factores de riesgo, la probabilidad aumentaba de manera escalonada. En los individuos que presentaban tres o más factores de riesgo, el riesgo de presentar actitudes agresivas y violentas en la edad adulta se multiplicaba hasta diez veces.

En conclusión, la expresión de la agresividad en la edad adulta está relacionada con la exposición a múltiples factores de riesgo en la niñez o la adolescencia, apuntan los autores. Además, y de manera importante, este riesgo sería independiente a la existencia de un trastorno mental previo en el individuo.

También se comprobó en un subgrupo seleccionado de 142 individuos que los individuos caracterizados como de alto riesgo ambiental presentaban niveles más elevados de ARNm de la histona-deacetilasa1 (HDAC1), un mediador de procesos epigenéticos. Este descubrimiento abre nuevos interrogantes sobre el posible efecto de la huella epigenética -los efectos de las condiciones ambientales sobre la expresión génica- en el desarrollo de perfiles violentos en la edad adulta.

El nuevo estudio subraya la necesidad de impulsar medidas de tipo psicosocial que mejoren las políticas de prevención contra la violencia en toda la sociedad. Ante este reto, es preciso desarrollar estrategias de intervención psicosocial desde edades tempranas que implican la participación y el compromiso de familias y de los agentes sociales (educadores, etc.).

#Medicamento sintético similar al #cannabis es eficaz para la #apnea del sueño

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El dronabinol, una forma sintética del compuesto de cannabis tetrahidrocannabinol (THC), mostró eficacia en el tratamiento de la apnea obstructiva del sueño, y posiblemente represente un primer acercamiento farmacológico a este trastorno potencialmente grave y difícil de tratar, de acuerdo a un estudio publicado en Sleep.[1]

“Estos hallazgos apoyan el potencial terapéutico de los cannabinoides en pacientes con apnea obstructiva del sueño”, escribieron los autores, dirigidos por la Dra. Phyllis Zee, profesora de neurología Benjamin y Virginia T. Boshes, en la Northwestern University Feinberg School of Medicine, y directora de Northwestern Medicine Sleep Disorders Center, en Chicago, Estados Unidos.

“En comparación con el placebo, el dronabinol se asoció con un menor índice de apnea/hipopnea (IAH), mejor somnolencia subjetiva, y mayor satisfacción del tratamiento en general”, agregaron.

Hallazgos prometedores

Sin medicamentos aprobados disponibles para la apnea del sueño, el tratamiento actual de primera línea es el uso de un dispositivo de presión positiva continua en las vías respiratorias (CPAP), para mantener las vías respiratorias abiertas durante el sueño. Aunque es efectivo, el dispositivo puede ser molesto de usar durante el sueño, y la adherencia a largo plazo es baja.

El dronabinol, una formulación sintética de la molécula delta-9 tetrahidrocannabinol, y un cannabinoide no selectivo de tipo 1 y agonista del receptor tipo 2, fue aprobado por primera vez en 1985 por la Food and Drug Administration (FDA) de Estados Unidos para el tratamiento de la náusea y el vómito asociados a la quimioterapia. También está indicado para la estimulación del apetito en el síndrome de desgaste relacionado con el SIDA (síndrome de inmunodeficiencia adquirida).

En estudios previos con animales, y un pequeño estudio piloto en 17 humanos, los investigadores encontraron que el dronabinol también mostró algunos signos de reducción de las apneas espontáneas del sueño.[2]

Para ampliar esa investigación, los autores llevaron a cabo el estudio de fase 2 multicéntrico, Pharmacotherapy of Apnea by Cannabimimetic Enhancement (PACE), que incluyó a 73 pacientes adultos con apnea del sueño moderada o grave.

Los participantes fueron asignados aleatoriamente al tratamiento con 2,5 mg de dronabinol (n = 21), 10 mg de dronabinol (n = 27), o placebo (n = 25), 1 hora antes de acostarse, hasta por 6 semanas.

Los pacientes tenían un índice de masa corporal (IMC) basal promedio de 33,4 kg/m2, y una edad promedio de 53,6 años. La media del índice de apnea/hipopnea inicial fue de 25,9, y la puntuación media de la Escala de Somnolencia Epworth(ESS) fue de 11,5.

El desenlace principal fue el cambio desde la línea base en el índice de apnea/hipopnea después de 6 semanas de tratamiento. Después de ajustar para una variedad de factores, incluyendo edad, raza, etnia, e índice de apnea/hipopnea inicial, los investigadores encontraron mejoras significativas en el grupo de 2,5 mg, con una reducción de 10,5 eventos por hora (p = 0,02), y el grupo de 10 mg, con una reducción de 12,9 eventos por hora (p = 0,004), en el sueño de movimiento ocular rápido (REM), y en el sueño no REM.

No se observaron cambios significativos en el grupo placebo, y las diferencias en la mejora entre los grupos de 2,5 y 10 mg no fueron estadísticamente significativas.

El grupo de 10 mg también mostró una reducción significativa en el desenlace secundario de somnolencia diurna subjetiva, evaluada por la Escala de Somnolencia Epworth, con una reducción de 3,8 puntos desde el inicio (p <0,0001), y una reducción de 2,3 puntos, en comparación con placebo (p = 0,05). La reducción en la puntuación de la Escala de Somnolencia Epworth en los grupos de 2,5 mg y placebo desde el inicio no fue estadísticamente significativa.

Los pacientes que recibieron 10 mg también expresaron mayor satisfacción general con su tratamiento, según lo evaluado en el Treatment Satisfaction Questionnaire for Medication (p = 0,04).

No hubo cambios en las medidas objetivas del Test de Mantenimiento de Vigilia (MWT), incluidas las latencias del sueño, la arquitectura del sueño, y las medidas de oxigenación durante la noche, en ninguno de los grupos.

Sin efectos psicoactivos observados

Durante el estudio, 7 pacientes abandonaron el tratamiento debido a eventos adversos, y otros 10 eligieron suspenderlo por otros motivos. Sin embargo, no hubo diferencias significativas en las tasas de abandono por grupo de estudio, índice de masa corporal, índice de apnea/hipopnea basal, u otros factores. Además, las tasas de eventos adversos fueron similares entre quienes completaron el estudio, y quienes no lo hicieron. Los hombres fueron más propensos a interrumpir el tratamiento, en comparación con las mujeres (p = 0,07).

Mientras la mayoría de los pacientes (88%) experimentó uno o más eventos adversos durante el estudio, gran parte de estos eventos fue leve; no hubo diferencias significativas entre los grupos en términos de cantidad o gravedad de los eventos.

Hubo un evento adverso grave de diarrea y vómito que requirió el ingreso al hospital para hidratación y control. El paciente fue dado de alta después de 24 horas, y siguió para completar el estudio; se determinó que el evento adverso posiblemente estaba relacionado con el fármaco del estudio.

La adherencia al tratamiento no difirió significativamente entre los grupos de estudio, y casi dos tercios de los pacientes tomaron todas las dosis programadas.

Con la indicación de dronabinol para la estimulación del apetito en pacientes infectados por el VIH (virus de inmunodeficiencia humana), el aumento de peso era una preocupación, pero las fluctuaciones en el peso no fueron diferentes entre los grupos. El hecho de que se observara mejora en el sueño REM y no REM fue un hallazgo notable.

“La mayoría de los pacientes con apnea obstructiva del sueño experimenta un número significativo de eventos respiratorios desordenados durante el sueño REM y no REM, por tanto, para que cualquier intervención terapéutica sea efectiva en general, debe ser capaz de controlar la respiración desordenada durante todas las etapas del sueño”, escriben los autores.

“Aquí observamos disminuciones significativas asociadas al dronabinol de los eventos respiratorios desordenados durante el sueño REM y no REM”.

El tetrahidrocannabinol es el componente principal del cannabis vinculado a los efectos psicotrópicos asociados con su uso. Sin embargo, no se observaron tales efectos psicoactivos en el estudio, señaló a Medscape Noticias Médicas la autora principal, Dra. Zee. “En nuestro estudio, el tratamiento no pareció tener este efecto”.

Mecanismo potencial

Los mecanismos del dronabinol que se piensa desempeñan un papel en el tratamiento de la apnea obstructiva del sueño, incluyen señales a regiones del cerebro involucradas en la regulación respiratoria.

“Basándonos en una serie de investigaciones con animales, propusimos que los fármacos que regulan la retroalimentación vagal aferente a la médula podrían ser eficaces para estabilizar la generación de patrones respiratorios, y aumentar la activación de los músculos dilatadores de las vías respiratorias superiores durante el sueño”, escriben los autores.

La Dra. Zee agregó que se necesitarán estudios más grandes que exploren las aplicaciones clínicas específicas del dronabinol en la apnea del sueño.

“Debido a que el estudio es fase 2, sería prematuro comentar cómo se usará el compuesto en entornos clínicos. Se necesitan estudios más grandes que puedan generalizarse a la población de apnea obstructiva del sueño. Se podría usar en pacientes que fallan a la presión positiva continua en las vías respiratorias, y a otros tratamientos aprobados, como los aparatos orales, o como terapia combinada”.

Mientras el estudio actual se enfoca en dronabinol, la University of Illinois en Chicago, Estados Unidos, tiene un acuerdo de licencia de propiedad intelectual con la compañía farmacéutica RespireRx, que también cubre otros medicamentos cannabinoides para el tratamiento de los trastornos respiratorios relacionados con el sueño, según el coautor del estudio, David W. Carley, PhD, Profesor Emérito Katherine M. Minnich Endowed Professor Emeritus of Biobehavioral Health Sciences, Medicine and Bioengineering en University of Illinois en Chicago, Estados Unidos.

“Por ejemplo, otras formulaciones pueden dirigirse a receptores cannabinoides específicos, o selectivamente a receptores en el sistema periférico, no al sistema nervioso central”, expresó Carley a Medscape Noticias Médicas. El investigador tiene patentes sobre algunos medicamentos indicados para apnea del sueño.

Señaló que los próximos pasos en términos de dronabinol probablemente consistan en determinar los parámetros necesarios de la Food and Drug Administration de Estados Unidos, para posiblemente avanzar con un ensayo esencial de fase 3.

“En términos generales, necesitamos más herramientas para el tratamiento de la apnea”.

“Ningún tratamiento actual es suficiente para todos los pacientes. Existe al menos un millón de estadounidenses con apnea obstructiva del sueño diagnosticada que rechazaron, suspendieron, o abandonaron todos los tratamientos disponibles, y por esta razón, los nuevos tratamientos farmacológicos tendrían un gran impacto clínico”.

Medicamento potencialmente benéfico

Aunque estuvo de acuerdo en que se necesita más investigación, el especialista en sueño, Dr. James A. Rowley, indicó que el estudio es importante, ya que informa sobre una terapia potencialmente benéfica.

“Realmente no existe un tratamiento farmacológico para la apnea obstructiva del sueño”, comentó a Medscape Noticias Médicas el Dr. Rowley, jefe interino de la Division of Pulmonary, Critical Care & Sleep Medicine, y director médico del Detroit Receiving Hospital Sleep Disorders Center, en Wayne State University, en Detroit, Estados Unidos.

“La mayoría de los estudios que han analizado diversos agentes, a menudo serotoninérgicos, han sido estudios pequeños que no muestran ninguna mejora significativa en la gravedad de la apnea obstructiva del sueño, medida por el índice de apnea/hipopnea”.

“Por tanto, este estudio marca un avance en el tratamiento farmacológico de la apnea obstructiva del sueño. Sin embargo, es solo un estudio de fase 2, por lo que necesitará replicarse en un estudio más grande de fase 3 antes de considerar usar el dronabinol para la apnea obstructiva del sueño”.

Si bien la mejora observada en el desenlace final del índice de apnea/hipopnea con dronabinol no es tan significativa como con presión positiva continua en las vías respiratorias, la mejora en la somnolencia observada en el estudio es más impresionante, expresó el Dr. Rowley.

“El cambio, en el índice de apnea/hipopnea es menor de lo que se esperaría con presión positiva continua en las vías respiratorias, que generalmente mantiene el índice de apnea/hipopnea en menos de 5 eventos por hora, y el número de respondedores también sería menor que con presión positiva continua en las vías respiratorias. Sin embargo, el cambio en la puntuación de Epworth es similar a muchos estudios de presión positiva continua en las vías respiratorias”, agregó.

El Dr. Rowley observó que la falta de mejora observada en las medidas objetivas de Test de Mantenimiento de Vigilia con dronabinol no fue sorprendente.

“No me preocupa que no haya un cambio significativo en el Test de Mantenimiento de Vigilia, ya que otros estudios de presión positiva continua en las vías respiratorias que utilizan el Test de Mantenimiento de Vigilia también han sido negativos”, señaló.

El papel de dronabinol como una forma sintética de tetrahidrocannabinol, por otro lado, es más una preocupación.

“Hasta que tengamos un estudio de fase 3, me preocuparía que el medicamento sea un tetrahidrocannabinol sintético. Necesitaríamos saber más acerca de sus efectos secundarios,y si afecta la capacidad de conducir, por ejemplo.”

El Dr. Rowley agregó que una posible razón de la falta de investigación sobre los enfoques farmacológicos para la apnea del sueño radica en que una multitud de centros cerebrales y neurotransmisores está involucrada en el control de la respiración, y de los músculos de las vías respiratorias superiores.

“Por tanto, encontrar un único agente farmacológico puede ser difícil. Además, la mayoría de los pacientes se presenta para el diagnóstico de apnea obstructiva del sueño después de años de tenerla, por lo cual no está claro si ha habido cambios a largo plazo en la neuroquímica cerebral que no se resuelven fácilmente con un medicamento”, finalizó.

La investigación fue apoyada por una subvención de los National Institutes of Health. La University of Illinois en Chicago tiene licencia de propiedad intelectual relacionada con el dronabinol para la compañía farmacéutica RespireRx. Carley es el inventor de la propiedad intelectual de la University of Illinois en Chicago, incluida la patente estadounidense 7.705.039; Patente de los Estados Unidos 8.207; La solicitud de patente estadounidense 20130281523; y la solicitud de patente de Estados Unidos 20120231083. Posee acciones en RespireRx Pharmaceuticals. Él no ha recibido honorarios ni aconseja a RespireRx Pharmaceuticals. La Dra. Zee y el Dr. Rowley han declarado no tener ningún conflicto de interés económico pertinente.

#Poor evidence for efficacy of #cannabis in #chronic pain and #PTSD

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More research needed on benefits and harms of cannabis and plant-based cannabis products

Two new systematic evidence reviews have found limited evidence for the efficacy of cannabis and plant-based cannabis products in chronic pain and post traumatic stress disorder (PTSD).
The first review looked at 27 chronic pain trials, finding low-strength evidence for the benefits of cannabis in neuropathic pain, but insufficient evidence in other pain populations. Evidence is also limited on its association with an increased risk for nonserious short-term adverse effects and potentially serious mental health adverse effects, such as psychosis, the authors said.

A second review also found insufficient evidence regarding the benefits and harms of plant-based cannabis preparations in patients with PTSD. Observational studies had shown that compared with nonuse, cannabis did not reduce PTSD symptoms, the authors said. In addition, the studies had medium and high risk of bias. The authors noted, however, that several ongoing studies may soon provide important results.

In an accompanying editorial , Dr Sachin Patel from Vanderbilt Psychiatric Hospital in the US said the reviews “highlight an alarming lack of high-quality data from which to draw firm conclusions about the efficacy of cannabis for these conditions, for which cannabis is both sanctioned and commonly used.”
The reviews and editorial are published in the Annals of Internal Medicine. 

Los psiquiatras abogan por impulsar la investigación sobre el uso terapéutico de derivados de las drogas

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Estas sustancias actúan "1.000 veces más rápido" que los medicamentos actuales.

Estas sustancias actúan “1.000 veces más rápido” que los medicamentos actuales.

Expertos en Psiquiatría y patología dual han destacado la necesidad de impulsar la investigación sobre el uso terapéutico de algunos derivados de las drogas, ya que se ha demostrado que estas sustancias actúan “1.000 veces más rápido” que los medicamentos que se venden en las farmacias.

Y es que, los derivados de drogas como el cannabis, la cocaína o el tabaco tienen la capacidad de modificar determinadas partes del cerebro que provocan a las personas con trastornos adictivos y mentales beneficios psiquiátricos y psicológicos que no consiguen los fármacos actuales.

No obstante, y a pesar de que desde la antigüedad se han utilizado de forma terapéutica, como por ejemplo el opio, durante 50 años se prohibió investigar con estas sustancias, por lo que actualmente se conoce “muy poco” sobre los efectos terapéuticos que pueden tener en estos pacientes.

“El cannabis tiene entre 60 y 200 sustancias y sólo conocemos cuatro, al igual que del tabaco o de la cocaína. El opio ha sido el medicamento de la humanidad y se ha prohibido durante 50 años investigar sobre el efecto que tiene. Esto lo tiene que hacer la industria farmacéutica, pero existe un miedo a plantear esta investigación, que es muy cara, porque hay una parte religiosa y semipolítica en toda ella”, ha argumentado el presidente de la Sociedad Española de Patología Dual (SEPD), Miguel Casas.

No obstante, desde hace cinco años se está estudiando sobre este asunto y ya están en marcha varios ensayos clínicos en los que se están analizando el efecto antidepresivo y antipsicótico de algunos derivados del cannabis y en los que se prevé que los resultados obtenidos sean “espectaculares”.

Ahora bien, más allá de la necesidad de fomentar la investigación en este aspecto, el especialista ha recordado que una persona no es adicta porque quiera, sino que la adicción es una enfermedad que, además, suele ir ligada a un trastorno mental. De hecho, diversos trabajos han mostrado que siete de cada 10 pacientes con una adicción padece un trastorno mental, es decir, patología dual.

De la misma opinión se ha manifestado el presidente de la Fundación Patología Dual, Néstor Szerman, quien ha avisado de que todavía existen muchos profesionales que “ignoran” la conexión que tienen ambos trastornos, por lo que los pacientes no suelen ser atendidos de forma correcta.

Precisamente, con el objetivo de aumentar el conocimiento sobre la patología dual y mostrar los principales avances que se están produciendo en diagnóstico y tratamiento, la SEPD ha organizado en Madrid su V Congreso Internacional y el I Congreso Mundial de la World Association of Dual Disorders (WADD).

“España es uno de los países mundiales en patología dual, ha sido y es un referente en cuanto a protocolos de formación, abordaje y gestión se refuercen, ya que fue uno de los primeros países que le prestaron atención al concepto. De hecho, es un modelo a seguir entre países europeos, Canadá o Estados Unidos”, ha asegurado el presidente de la WADD, Pedro Ruiz.

En concreto, tal y como ha informado el presidente del comité científico del congreso y vicepresidente de la SEPD, Carlos Roncero, a los congresos van a acudir más de 2.000 expertos de 70 países de todo el mundo, incluido de Asia y Oceanía, y contará con 90 sesiones científicas, 500 comunicaciones en póster y orales, así como foros de debate de las organizaciones y de profesionales de distintas especialidades. También, se llevará a cabo la III Jornada de puertas abiertas para los pacientes y sus familiares.

Maconha e álcool associados a notas mais baixas entre universitários

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Lisa Rapaport

 

(Reuters Health) – Um estudo novo associa o uso intenso de álcool e maconha a notas mais baixas entre estudantes universitários.

O uso de drogas foi há tempos vinculado a baixo desempenho, piores taxas de sucesso na graduação e dificuldades em encontrar e manter bons empregos. Este novo trabalho avalia em especial as médias de notas para estudantes norte-americanos que iniciam a faculdade com o mesmo potencial acadêmico, mas usam quantidades diferentes de maconha e álcool.

Em comparação com os jovens abstêmios, estudantes que bebem muito mas não fumam muita maconha tendem a ter notas mais baixas durante o primeiro semestre da faculdade, mas depois conseguem médias de notas semelhantes, segundo a pesquisa. Essa comparação é muito pior para os usuários pesados ​​de maconha e álcool – estes alunos começaram com médias de notas mais baixas do que seus pares sóbrios e continuaram a obter notas piores.

“Ficamos surpresos com o fato de que estudantes que beberam quantidades razoavelmente grandes de álcool isoladamente e fumam só um pouco de Cannabis não tiveram uma diminuição consistente em suas médias”, disse o autor principal do estudo Shashwath Meda, do Olin Neuropsychiary Research Center e do Hartford Hospital em Connecticut.

“Aqueles que usaram drogas moderadamente durante o período da pesquisa foram capazes de se recuperar e apresentar melhor desempenho acadêmico”, acrescentou Meda por e-mail.

Tanto o álcool quanto a maconha podem prejudicar memória, atenção, função executiva e  a capacidade de identificar diferenças visuais e espaciais entre objetos. Isso prejudicar a eficiência ao estudar e reter informações em sala de aula, afirmaram os pesquisadores, no artigo publicado on-line em 8 de março no periódico PLoS ONE.

Eles avaliaram dados de pesquisas mensais sobre uso de álcool e drogas realizadas por 1.142 estudantes ao longo de quatro semestres a partir do primeiro ano de seus cursos universitários. Eles declararam em quantos dias no último mês tinham fumado ou bebido, bem como o número de doses que consumiram em cada ocasião na qual beberam.

Eles classificaram os estudantes em três grupos: jovens abstêmios ou que bebiam e fumavam maconha em quantidades pequenas; jovens que bebiam muito, mas não fumavam muita maconha; e usuários pesados ​​de ambas as substâncias.

Os pesquisadores também obtiveram das faculdades e universidades as médias de notas de cada participante e os resultados dos exames do Scholastic Aptitude Test (SAT), um exame aplicado durante o Ensino Médio nos Estados Unidos, cujos resultados são usados ​​para admissão na faculdade.

Para o primeiro semestre, o grupo de estudantes abstêmio/baixo uso de álcool e maconha teve uma média de notas de 3,1 e os bebedores contumazes ​​tiveram uma média de 3,03, uma diferença estatisticamente significativa, embora ambos sejam aproximadamente equivalentes a uma nota B. Nem todas as faculdades e universidades usam o mesmo processo de classificação.

Os consumidores pesados de álcool e maconha ficaram ainda mais para trás, com uma média de notas de 2,66, equivalente a um B- ou um C+. Os estudantes que reduziram a maconha se saíram melhor ao longo do tempo do que os jovens que permaneceram consumidores pesados de álcool e maconha durante todo o período da pesquisa.

As limitações do estudo incluem a ausência de dados sobre média de notas final e taxas de sucesso na graduação, observam os autores. O estudo também não analisou a dificuldade dos cursos escolhidos pelos alunos, o que poderia ter um impacto na média das notas.

Ainda assim, os resultados sugerem que esforços para limitar o uso de drogas durante o crucial primeiro semestre da faculdade podem ajudar mais estudantes a ter sucesso, concluem os pesquisadores.

“Para muitos estudantes, ter um alto rendimento durante os dois primeiros anos da faculdade lhes confere habilidades e confiança que ajudam a impulsionar seu desempenho durante os últimos anos da graduação”, disse o Dr. Mark Olfson, pesquisador de psiquiatria na Columbia University em Nova York que não estava envolvido no estudo.

“Os novos resultados deixam claro os verdadeiros riscos acadêmicos para os estudantes universitários representados pelo uso combinado de álcool e maconha”, acrescentou o Dr. Olfson por e-mail. “Os pais devem ser encorajados a conversar abertamente sobre álcool e maconha com seus filhos antes destes iniciaremos estudos universitários”.

FONTE: http://bit.ly/2mCtdEc

PLoS ONE 2017.

Nuevas evidencias asocian el consumo de cannabis con el riesgo de padecer esquizofrenia (Psychol Med)

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La relación podría operar en ambas direcciones.

La relación podría operar en ambas direcciones.

Investigadores ingleses han realizado un estudio que evidencia una asociación entre el consumo de cannabis y el riesgo a desarrollar esquizofrenia, no obstante han advertido de que es necesaria una mayor investigación sobre los vínculos entre la salud mental y las drogas ilícitas.

El estudio, publicado en la revista “Psychological Medicine” y realizado por miembros de la University of Bristol, se ha realizado tras las advertencias de salud pública emitidas a principios de este año por investigadores internacionales que expresaron su preocupación por el aumento del riesgo de psicosis en personas vulnerables y dependientes de esta droga.

Este último estudio del departamento de School of Experimental Psychology de Bristol arroja nuevos datos sobre el tema, ya que encontró evidencias que respalda las hipótesis de que el consumo de cannabis es un factor que contribuye al aumento del riesgo de esquizofrenia, los investigadores se sorprendieron al encontrar evidencias también de los contrario, es decir que padecer esquizofrenia aumenta el consumo de cannabis.

“La evidencia sugiere que el riesgo de esquizofrenia predice la probabilidad de probar cannabis”, ha señalado la Dra. Suzi Gage, Investigadora Asociada de la Unidad de Epidemiología Integrativa del MRC, quien recuerda que, “sin embargo, la relación podría operar en ambas direcciones”.

“Nuestros resultados realmente no nos permiten predecir con precisión el tamaño del efecto, está más acerca de proporcionar pruebas de que la relación es realmente causal”, añade.

El estudio utilizó técnicas de Mendelian Randomization (MR) para examinar públicamente los estudios que muestran datos sobre dicha asociación y su relación con los genes. MR es una forma de análisis de variables instrumentales, utilizando variantes genéticas que predicen el riesgo del uso de cannabis, o el riesgo de desarrollar esquizofrenia.

Esta técnica se utilizó como una alternativa a la epidemiología observacional tradicional en un intento de explicar otras variantes que pueden afectar a la asociación, dado que las personas que optan por el uso de cannabis es probable que sean diferentes de los que no en muchas otras maneras.

“Nuestros resultados utilizan un método novedoso para intentar desentrañar la asociación entre el cannabis y la esquizofrenia. Aunque nos encontramos con pruebas más fuertes de que el riesgo de esquizofrenia predice el consumo de cannabis, y no al revés, no descarta un riesgo causal del consumo de cannabis en la esquizofrenia. Lo que será interesante es profundizar en las subpoblaciones potenciales de los usuarios de cannabis que pueden estar en mayor riesgo y conseguir un mejor manejo del impacto del uso intensivo de cannabis”, afirma el investigador.

“En este estudio sólo podríamos considerar la iniciación del cannabis, lo que realmente ayudaría a avanzar en esta investigación es utilizar variantes genéticas que predicen el consumo de cannabis, ya que parece que el uso intensivo de cannabis está más fuertemente asociado con el riesgo de esquizofrenia”, concluye.

Marijuana shows benefit as an ‘exit drug’ for people with more harmful addictions

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A review of the evidence suggests cannabis may also help with symptoms of depression, PTSD, and social anxiety, but not bipolar disorder or psychosis.

Marijuana is regularly referred to as a ‘gateway’ drug, but a new review of available evidence suggests it may also have a role as an ‘exit drug’ for people who are addicted to more harmful substances.

“Research suggests that people may be using cannabis as an exit drug to reduce the use of substances that are potentially more harmful, such as opioid pain medication,” says the study’s lead investigator Zach Walsh, an associate professor of psychology at University of British Columbia, Canada.

The review also found some evidence that cannabis may help with symptoms of depression, post-traumatic stress disorder, and social anxiety. However, cannabis use may not be recommended for conditions such as bipolar disorder and psychosis.

“In reviewing the limited evidence on medical cannabis, it appears that patients and others who have advocated for cannabis as a tool for harm reduction and mental health have some valid points,” says Walsh.

According to the latest figures from the European Monitoring Centre for Drugs and Drug Addiction, one in four Europeans will use cannabis in their lifetime. France, Spain, Italy, the Netherlands, Denmark, Czech Republic, Estonia and Finland had the highest prevalence of use in young adults in 2015.

Cannabis diretamente associada a recorrência de psicose

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Megan Brooks

Nova pesquisa mostra que continuar a fumar cannabis após um primeiro episódio de psicose está associado causalmente a um risco aumentado de recorrência da psicose.

Pesquisadores do Kings College London, no Reino Unido, observam: os resultados do estudo indicam que o consumo de cannabis é um “fator de modificação de risco para recorrência, sugerindo que a interrupção do consumo de cannabis após o início da psicose pode ajudar na redução do risco de recaída”.

“Embora tenha sido proposto que um risco genético comum ou causalidade reversa podem estar subjacentes à associação entre o consumo de cannabis continuado e a recorrência, nossos resultados indicam que a mudança do consumo de cannabis representa um fator de risco robusto para a recorrência em pacientes”, escrevem os pesquisadores, liderados pelo Dr. Sagnik Bhattacharyya,.

Os resultados foram publicados online em 28 de setembro no JAMA Psychiatry.

Fatores de risco modificáveis

O consumo de cannabis está associado a desfechos ruins para pacientes com primeiro episódio de psicose, mas a natureza causal dessa associação é incerta, observam os pesquisadores.

Para este novo estudo, eles usaram um projeto quasi-experimental para investigar a natureza causal da associação entre o uso continuado de cannabis e o risco de recorrência da psicose. Eles empregaram modelos longitudinais (análise de efeitos fixos, análise cross-lagged) para determinar se a associação entre as alterações do consumo de cannabis e risco de recorrência ao longo do tempo deriva de vulnerabilidade compartilhada entre a psicose e uso de cannabis, psicose aumentando o risco de uso de cannabis (causalidade reversa) ou um efeito causal do consumo decannabis na recorrência de psicose.

Os participantes incluíram 90 mulheres e 130 homens (média de idade de 29 anos), que foram acompanhados por pelo menos dois anos após o primeiro episódio de psicose.

De acordo com os pesquisadores, a taxa de recorrência foi maior para os indivíduos que consumiram cannabis continuamente após o primeiro episódio de psicose (59,1%), e foi menor para aqueles que não continuaram o uso (28,5%). Entre os usuários ocasionais, a taxa de recaída foi de 36,0%.

Em modelos de efeitos fixos que controlaram para fatores tempo-variantes, como uso de outras drogas ilícitas e uso de antipsicóticos, bem como genética e ambiente, o risco de recorrência de psicose foi 13% maior durante os períodos de consumo de cannabis em relação aos períodos em que não havia consumo (odds ratio, 1,13; IC de 95%, 1,03-1,24).

Também houve uma relação dose-resposta: uma mudança de 1 unidade no padrão de consumo de cannabis, o que significa maior regularidade de uso ao longo do tempo (de uso intermitente para uso continuado), foi correlacionada com uma probabilidade de risco de recorrência aumentada (odds ratio, 1,10; IC de 95%, 1,05-1,15).

A análise cross-lagged confirmou que esta associação refletiu um efeito do consumo de cannabis no risco subsequente de recorrência ao invés de um efeito da própria recaída no consumo subsequente de cannabis.

“Embora tenha sido proposto que um risco genético comum ou causalidade reversa podem estar subjacentes à associação entre o consumo de cannabis continuado e recorrência, nossos resultados indicam que a mudança do consumo de cannabis representa um fator de risco robusto para recorrência em pacientes”, escrevem os pesquisadores.

“Uma vez que o consumo de cannabis é um fator de risco potencialmente modificável, que tem uma influência adversa no risco de recaída de psicose e de hospitalização em um determinado indivíduo, com limitada eficácia das intervenções existentes, estes resultados sublinham a importância do desenvolvimento de novas estratégias de intervenção e exigem atenção urgente de clínicos e dos responsáveis pelas políticas de saúde”, concluem.

Uma limitação do estudo foi que o consumo de cannabis foi autorelatado e não medido objetivamente.

Ressalvas e notas de cautela

Comentando o estudo para o Medscape, o Dr. Rashmi Patel, do King’s College London, observou que estudos anteriores mostraram que uma história de uso de cannabis está associada a maior risco de desenvolver um transtorno psicótico e piores resultados clínicos.

“No entanto, até o momento, pouco se sabia sobre os efeitos do uso continuado de cannabis após o início de um transtorno psicótico”, disse Patel, que não esteve envolvido no estudo.

Este novo estudo, disse ele, “lança luz sobre esta questão ao demonstrar que pessoas que continuam a usar cannabis regularmente após o primeiro episódio de psicose têm um maior risco de recorrência em comparação com aquelas que reduzem ou interrompem o uso. Estes resultados têm implicações importantes para a prática clínica e destacam a necessidade de se desenvolver estratégias para reduzir os riscos do consumo contínuo de cannabis em pessoas com transtornos psicóticos”.

Mas Marcel Bonn-Miller, professor adjunto assistente de psicologia em psiquiatria na Perelman School of Medicine, da University of Pennsylvania, Filadélfia, disse que seria errado concluir que “toda a maconha é ruim e que toda maconha causa psicose”.

“Houve uma série de estudos ao longo de vários anos que mostraram uma associação entrecannabis e psicose, e este estudo acrescenta evidências e é importante”, disse ele. “Mas também é importante considerar que a cannabis é uma droga heterogênea. Ela tem vários componentes diferentes e acho que neste momento, a maior parte das evidências sugere que é THC (delta-9-tetra-hidrocanabinol) o responsável por esta associação”, disse ao Medscape Bonn-Miller, que não esteve envolvido no estudo.

Ele também comentou que “a maior parte da cannabis usada nas ruas ou que vem de dispensários têm níveis muito altos de THC e quase nada dos outros canabinoides e de praticamente qualquer outra coisa. Por isso acho que está sendo observada uma associação com a psicose. Mas há outros canabinoides, como o canabidiol, ou CBD, que mostrou algumas propriedades antipsicóticas. Mas estes são apenas estudos muito iniciais, definitivamente nada comparado ao que foi feito mostrando consequências negativas”.

O estudo não teve financiamento comercial. Um autor do estudo declarou relações com Janssen, Sunovian, Otsuka e Lundbeck.

JAMA Psychiatry. Publicado online em 28 de setembro de 2016. Artigo