coronavirus SARS-CoV-2

#Quais as #mutações genéticas do #coronavírus SARS-CoV-2?

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imagem digital de coronavírus

Cerca de três meses depois dos primeiros casos na China, o RNA do primeiro SARS-CoV-2 detectado na cidade de Wuhan já tem sequências genéticas diferentes das encontradas em outros países, como na Itália e Alemanha, por exemplo.

Os dois primeiros casos confirmados no Brasil, de pacientes que vieram do Norte da Itália e desembarcaram em São Paulo, tiveram amostras do vírus recolhidas das vias respiratórias. Cientistas brasileiros sequenciaram o código genético dos dois e apontaram alguns pontos divergentes.

O genoma do paciente número 1, um homem de 61 anos, é idêntico a um outro vírus sequenciado na região da Lombardia, na Itália. Ele também apresenta sequências encontradas em pacientes na Alemanha, México e Finlândia.
O segundo paciente também é um homem, de 32 anos, que visitou a Itália. Os mesmos cientistas fizeram a análise do RNA e descobriram que o código genético é diferente do encontrado no primeiro. Neste caso, há sequências iguais às encontradas em pacientes infectados na China, Inglaterra, Austrália, França, Estados Unidos, Cingapura e Suécia.

 

Segundo os pesquisadores, se todos os pacientes existentes na Europa tivessem vindo da China diretamente, a sequência genética do vírus seria mais parecida com a encontrada em Wuhan e na província de Hubei.

 

Coronavírus já está aclimatado no Brasil

Um grupo de pesquisadores brasileiros conseguiu sequenciar 19 genomas do novo coronavírus em apenas 48 horas. A análise foi realizada a partir de amostras de pacientes do Rio de Janeiro, Minas, Goiás, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Com o estudo, foi confirmada a transmissão local do Sars-Cov-2, além de comprovar geneticamente que o coronavírus chegou ao país através de brasileiros que viajaram ao exterior.

“Uma boa parte desses vírus está circulando porque eles são muito parecidos. Já estão aclimatados, não se assemelham tanto aos que entraram em nosso país. Após esse estudo, podemos afirmar que essa transmissão está acontecendo de brasileiro para brasileiro, não somente vindo de fora, por isso que o isolamento social é tão importante neste momento”, afirma Ana Tereza Ribeiro Vasconcelos, geneticista e coordenadora do Laboratório de Bioinformática do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em entrevista ao Portal G1.

 

Maioria dos casos do Brasil tem ligação com a Itália

A Itália foi a principal origem dos primeiros viajantes infectados pelo novo coronavírus, que chegaram ao Brasil entre fevereiro e o início de março deste ano. Essa descoberta foi realizada por pesquisadores brasileiros participantes do Projeto Cadde (Centro Conjunto Brasil-Reino Unido para Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus) e publicado no Journal of Travel Medicine.

A pesquisa aponta que antes de acontecer a transmissão comunitária, 54,8% dos casos de Covid-19 no país tiveram ligação com viajantes infectados na Itália, seguido por 9,3% da China e 8,3% da França.

Em entrevista ao Portal da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), Ester Sabino, diretora do Instituto de Medicina Tropical (IMT), afirmou a necessidade de isolamento social para evitar a transmissão.

“São Paulo e Rio de Janeiro, em menor proporção, serão os centros de distribuição do coronavírus no país. Por isso, é preciso restringir a saída de pessoas dessas localidades”, explicou a líder da pesquisa responsável pelo primeiro sequenciamento do genoma do coronavírus.

 

Autora:

Úrsula Neves

Jornalista carioca. Diretora executiva do Digitais do Marketing, repórter freelancer do Portal UOL – VivaBem Alimentação e colunista de cultura e maternidade dos sites Cabine Cultural e Feminino e Além, respectivamente.

Referências bibliográficas:

#Déclaration de la Société européenne d’hypertension (ESH) sur l’hypertension, concernant les #bloqueurs du système rénine-angiotensine et la #maladie COVID-19 causée par le #coronavirus SARS-CoV-2

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La Société Française d’hypertension artérielle vient de publier un avis de Société européenne d’hypertension (ESH) daté du 12 mars 2020. Nous le reprenons intégralement.

Il n’existe actuellement aucune preuve claire que l’hypertension en soi soit associée à un risque accru d’infection par COVID-19. Par conséquent, les patients souffrant d’hypertension doivent appliquer les mêmes précautions que les sujets de la même catégorie d’âge et avec le même profil de comorbidités (https://www.ecdc.europa.eu/en/novel-coronavirus-china).

• Chez les patients stables présentant des infections à COVID-19 ou à risque d’infection à COVID-19, le traitement par bloqueurs du système rénine-angiotensine (IEC médicaments dont le nom générique se termine par -pril et les ARA2, médicaments dont le nom générique se termine par sartan) doit être exécuté conformément aux recommandations des lignes directrices ESC/ESH 2018.

• Les données actuellement disponibles sur les infections à COVID-19 ne soutiennent pas une utilisation différentielle des IEC par rapport aux sartans chez les patients atteints de la maladie COVID-19.

• Néanmoins, chez les patients atteints de COVID-19 présentant des symptômes sévères ou une septicémie, les bloqueurs du système rénine-angiotensine et autres médicaments antihypertenseurs peuvent être utilisés ou arrêtés au cas par cas, en tenant compte des directives actuelles.

• Des recherches plus approfondies analysant les données en constante augmentation sur l’impact des médicaments antihypertenseurs (en particulier les bloqueurs du système rénine angiotensine) sur l’évolution clinique des infections à COVID-19 sont justifiées.

Attention, cette déclaration reflète les preuves actuelles au moment de la publication et peut nécessiter une mise à jour en fonction de nouvelles preuves.
Pour plus d’informations : https://www.eshonline.org/spotlights/esh-statement-on-covid-19/