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#Dopamina e #Libido Feminina

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O papel da Dopamina na libido feminina

A cada dia aumenta a autonomia das mulheres, que cada vez mais se tornam figuras centrais de suas próprias vidas e de quem as cercam. O paradigma social onde era exclusivo aos homens proverem suas famílias, ruiu e estes papéis são atualmente exercidos também pelas mulheres em diversas culturas. As mulheres estão disputando cada vez mais vagas e postos antes ocupados somente pelos homens, portanto, precisam ser tão competitivas como os homens, além de também quererem ter prazer, como os homens.

Décadas atrás o prazer feminino era considerado totalmente desnecessário tento em vista que a mulher não precisaria dele para reproduzir. O macho da casa dominava a relação como um todo, tanto do ponto de vista sexual como em outros âmbitos. A mulher era uma serva do homem em afazeres domésticos e sexuais, de modo a apenas dar prazer ao seu homem e continuidade à espécie.

Para a mulher chegar ao clímax é necessário primeiro ter o desejo sexual (libido), o qual por muitos anos foi pouco valorizado na mulher ao longo da história da medicina, muito provavelmente em função do machismo que sempre imperou. Apenas nas últimas décadas que a libido feminina  passou a ser alvo de estudos por cientistas do mundo todo e os estudos sobre o assunto se multiplicaram desde então, em função da crescente ascensão das mulheres na sociedade.

A dopamina é sintetizada em uma região do cérebro chamada substantia nigra e áreas subjacentes. Suas moléculas têm uma ação estimulante causando euforia, fluidez da fala e excitação. Vários estudos têm demonstrado a íntima relação da dopamina com o desejo sexual. Níveis baixos de dopamina tipicamente resultam em diminuição de libido. Alguns medicamentos que bloqueiam a dopamina acabam também reduzindo a libido e a recíproca é verdadeira: medicamentos que aumentam a dopamina podem aumentar o desejo sexual. O medicamento bupropiona, atua regulando os níveis de dopamina e  mulheres que fazem uso deste medicamento percebem melhora da libido com certa frequência

Estudos realizados nos últimos anos indicam que 65% das mulheres podem ter alterações da libido ao longo da vida. Infelizmente apesar de um número tão alto, poucas mulheres são tratadas de maneira correta e muitas vezes seus relacionamentos desmoronam em função disso. A diminuição ou ausência da libido na mulher não deve ser encarada como normal e nem a mulher pode se conformar com isso, achando que foi menos ”agraciada” pela natureza, como alguns profissionais insistem em dizer. Independentemente da idade, a função sexual preservada é importantíssima, já que o grande motivo de nossa existência é a reprodução. A partir do momento em que não sentimos mais vontade de nos reproduzir, podem ter certeza, algo está errado. E por favor, não aceite mais como resposta à esta situação: “- Você está estressada querida, precisa de férias”!

Dr.Roberto Franco do Amaral

#Depressão no início da vida aumenta risco de #Alzheimer

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Pauline Anderson

LONDRES – Depressão que se inicia precocemente na vida aumenta o risco para doença de Alzheimer (DA), de acordo com novos resultados de um grande estudo longitudinal, que é o primeiro a relatar esta associação.

Lena Johansson

A relação não havia sido observada em estudos prévios, disse ao Medscape Lena Johansson, do Instituto de Neurociências e Fisiologia, Centro Acadêmico Sahlgrenska para Envelhecimento e Saúde, da University of Gothenburg (Suécia).

“Estudos prévios tiveram períodos de acompanhamentos mais curtos, e foram realizados principalmente em populações idosas. As associações entre depressão e demência poderiam nesses casos ser devidas a perda cognitiva e declínio cognitivo leve”, ela disse.

O presente estudo sugere que a “depressão é não apenas um resultado de demência incipiente”, disse Lena.

Os resultados foram apresentados na Conferência Internacional da Alzheimer’s Association (AAIC) de 2017.

Hipótese potencial

Vários estudos anteriores, revisões sistemáticas e meta-análises analisaram a relação entre demência e depressão, e quase todas essas pesquisas mostraram que o risco para demência aumenta após depressão.

No entanto, uma vez que esses estudos foram limitados por seguimentos curtos, a associação entre depressão e demência observada neles pode ser uma correlação inversa, disse Lena aos presentes na conferência.

Várias hipóteses podem explicar a associação entre depressão e demência, disse Lena. Por exemplo, a depressão pode ser um sintoma inicial de demência, ou as duas condições podem compartilhar uma fisiopatologia subjacente.

É possível que a depressão seja uma reação psicológica ao declínio cognitivo. Se a depressão afeta os níveis de hormônios de estresse e vários neurotransmissores, incluindo serotonina, dopamina e glutamato, isso pode prejudicar o cérebro e aumentar o risco de demência.

O novo estudo usou dados do Estudo Populacional Prospectivo de Mulheres em Gotemburgo, Suécia, iniciado há quase 50 anos. Em 1968, a amostra do estudo incluiu 800 mulheres (média de idade de 46 anos), nascidas entre 1914 e 1930.

Na entrevista inicial as participantes foram questionadas quanto a depressão atual e prévia. A amostra foi acompanhada em 1974, 1980, 1992, 2000, 2009 e 2012. Durante estas consultas de acompanhamento as participantes foram novamente questionadas sobre depressão.

Além de exames neuropsiquiátricos, informações sobre depressão vieram de entrevistas com informantes, prontuários médicos e do Registro de Altas Hospitalares da Suécia.

Os pesquisadores usaram critérios do DSM-III para estabelecer um diagnóstico de depressão, e para determinar se os casos foram de depressão leve ou maior. Eles também determinaram a idade da paciente no primeiro episódio depressivo.

Cerca de 67% das participantes do estudo preencheram critérios para depressão leve ou maior uma ou mais vezes. Dessas pacientes, 44% tiveram depressão maior.

A média de idade das pacientes no momento do primeiro episódio depressivo foi 42 anos.

Pesquisadores usaram o DSM-III-R para determinar diagnósticos de demência. Usando critérios do National Institute of Neurological and Communicative Disorders, e da Stroke –Alzheimer’s Disease and Related Disorders Association, os pesquisadores identificaram 133 pacientes que haviam desenvolvido Alzheimer.

Usando critérios do workshop do National Institute of Neurological Disorders and Stroke-Association Internationale pour la Recherche et l’Enseignement en Neurosciences, os pesquisadores concluíram que 70 pacientes haviam desenvolvido demência vascular ou de outros tipos.

Uma condição grave

Os pesquisadores observaram que, em comparação com mulheres que não tinham história de depressão, aquelas que haviam apresentado qualquer depressão durante a vida estavam sob maior risco de Alzheimer (hazard ratio, HR, de 1,75; intervalo de confiança, IC, de 95%, 1,15 – 2,66) após ajustar por idade, educação, presença de hipertensão e status do gene APOE4.

A associação foi mais forte para depressão maior que para depressão leve.

Os pesquisadores observaram que em comparação com mulheres que não tinham depressão, aquelas que apresentaram o início da depressão antes de 20 anos tiveram chances três vezes maiores de desenvolver doença de Alzheimer (HR ajustada de 3,41; IC de 95%, 1,78 – 6,24).

O risco também foi aumentado para pacientes que apresentaram o início da depressão entre as idades de 20 e 49 anos (HR de 1,65), mas não para aquelas que apresentaram início da depressão entre 50 e 69 anos (HR de 1,02). O risco aumentou após 70 anos (HR de 2,11).

Não houve associações entre depressão e demência vascular ou de outros tipos.

Uma limitação do estudo foi que ele não incluiu informações a respeito do tratamento para depressão.

“Assim, não podemos saber se a medicação antidepressiva ou a psicoterapia tiveram algum papel”, disse Lena.

Entretanto, uma vez que o estudo mostrou que a depressão maior esteve associada com maior risco de demência, “provavelmente é importante evitar episódios graves de depressão”, disse ela.

Outra limitação do estudo é que os pesquisadores não têm informações sobre o número de episódios depressivos.

“Pesquisas futuras deveriam avaliar isso, e fatores como situação socioeconômica, atividade física e uso de drogas, para tornar mais claras as associações”, disse Lena.

A principal mensagem desta nova pesquisa é que os médicos devem considerar a depressão como uma condição grave e prescrever terapia, incluindo terapia com conversação ou antidepressivos, quando necessários, acrescentou ela.

Não há razão para achar que a associação entre depressão em longo prazo e demência deveria ser diferente para os homens, observou Lena.

Após a apresentação, um congressista pediu a Lena que explicasse a alta prevalência de depressão na amostra de estudo – quase 70%.

Ela destacou que isso representa uma prevalência de depressão ao longo da vida, e que os dados são comparáveis com aqueles de outras pesquisas epidemiológicas.

Outro congressista ficou surpreso que o estudo não tenha encontrado associação entre demência vascular e depressão.

Lena respondeu que isso pode ter ocorrido por problemas metodológicos. O fato de que poucos pacientes tenham desenvolvido demência vascular poderia ter reduzido o poder estatístico.

“A depressão pode não afetar fatores vasculares na mesma extensão que afeta o cérebro”, disse Lena. “Mais estudos são necessários para analisar esta associação”.

Lena Johansson declarou não possuir conflitos de interesses relevantes.

Conferência Internacional da Alzheimer’s Association (AAIC) de 2017. Resumo 17671, apresentado em 5 de julho de 2017.

As 5 substâncias mais viciantes do mundo (e o que elas fazem com seu cérebro)

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O potencial que uma droga tem para ser viciante pode ser julgado em termos de danos que causa, o valor de mercado da droga e a medida em que a droga ativa o sistema de dopamina do cérebro – o seu centro de recompensa.

Ele também pode ser julgado em termos de qual sensação a droga causa, o nível de abstinência e a facilidade com que uma pessoa pode encontrar a droga para manter o vício.

Há outras vertentes que medem o potencial de dependência de uma droga, e há até mesmo pesquisadores que argumentam que nenhuma droga é sempre viciante.

O cientista David Nutt e seus colegas obtiveram resultados interessantes após uma longa pesquisa com viciados em drogas. Veja abaixo quais são as 5 drogas mais viciantes e como elas agem no cérebro.

NICOTINA
A nicotina é o principal ingrediente viciante do tabaco. Quando alguém fuma um cigarro, a nicotina é rapidamente absorvida pelo pulmão e entregue para o cérebro.

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COCAÍNA
A cocaína interfere diretamente no uso da dopamina pelo cérebro para transmitir mensagens de um neurônio para outro. Em essência, a cocaína impede neurônios de transformar o sinal da dopamina, resultando numa ativação anormal das vias de recompensa do cérebro. Em experimentos com animais, cocaína elevou em três vezes os níveis normais de dopamina.

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ÁLCOOL
Embora legalizada em países como Brasil, EUA e Reino Unido, o álcool foi classificado como a segunda substância mais viciante pelos especialistas da Nutt, marcando 2.2 de um máximo de 3. O álcool tem muitos efeitos sobre o cérebro, mas experimentos de laboratório em animais fizeram aumentar os níveis de dopamina no sistema de recompensa do cérebro – e quanto mais os animais bebiam, mais os níveis de dopamina aumentavam.

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HEROÍNA
Os especialistas da Nutt classificaram a heroína como a droga mais viciante, dando-lhe uma pontuação de 2.5 de uma pontuação máxima de 3. A heroína faz com que o nível de dopamina no sistema de recompensa do cérebro aumente em até 200% em animais experimentais. Além de ser, sem dúvida, a droga mais viciante, heroína é perigoso, também, porque a dose que pode causar a morte é apenas cinco vezes maior do que a dose necessária para ficar um pouco chapado. Ou seja, qualquer descontrole pode ser fatal.

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CALMANTES
Pílulas que foram inicialmente utilizadas para tratar a ansiedade e induzir o sono. Eles interferem na sinalização do produto químico no cérebro, ou seja, eles “desligam” algumas partes do cérebro. Em doses baixas, os sedativos causam euforia, mas em doses mais elevadas podem ser letal e suprimir a respiração.

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Fonte: Catraca livre

O que posso fazer por alguém com Depressão?

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Muitas pessoas, quando tem algum familiar ou amigo diagnosticado com depressão, sentem-se perdidas em como lidar com a situação ou o que fazer para ajudar. E de fato, quase todo mundo conhece alguém que sofre ou já sofreu com essa doença, por isso é tão importante falarmos sobre o tema e divulgarmos informações.

O que podemos fazer então para auxiliar alguém com depressão?

1) Saiba o que é depressão;

A primeira coisa que você pode fazer se deseja auxiliar verdadeiramente alguém deprimido, é saber o que é a depressão. Existe muito senso comum ainda a respeito das pessoas que sofrem com a depressão, que muitas vezes não são compreendidas pelos familiares mais próximos e amigos. Mesmo que esse imaginário esteja se transformando nos últimos tempos por conta da divulgação de informações, muitas pessoas ainda acreditam que a depressão não é uma doença e sim um “estado de espírito”, “falta do que fazer”, “falta de vontade”, etc. É preciso que cada vez mais pessoas tenham o conhecimento de que a depressão é uma doença! E, diferente do que muitos acreditam, os fatores sociais e psicológico são consequências da depressão e não as causas dela. Alguns estudos indicam que estresse e outros eventos podem desencadear a depressão em indivíduos com essa predisposição, que pode ser genética (mas nem todas as pessoas com essa predisposição irão, necessariamente, desenvolver quadros depressivos). A depressão ocorre por alterações químicas no cérebro, especialmente em relação aos neurotransmissores (Serotonina, Noradrenalina e, em menor proporção, dopamina) – que são as substâncias que transmitem impulsos nervosos entre as células. Estão envolvidos também outros processos que ocorrem no interior das células nervosas.
Então, pesquise sobre a depressão o máximo que puder. Quanto maior o seu conhecimento acerca do assunto, mais você conseguirá ajudar da forma correta a pessoa deprimida.

2) Conheça os sintomas da Depressão;

Quando você sabe identificar os sintomas da depressão, fica mais fácil ajudar e orientar a pessoa deprimida. Um dos aspectos principais é saber diferenciar a tristeza comum da depressão em si.
A tristeza ocorre em muitos momentos de nossa vida e todas as pessoas irão se sentir tristes em algum momento. Ela está presente em momentos de frustrações, de perdas, de luto e outros. Mas a tristeza é uma condição passageira, mesmo em situações mais intensas, como o luto (que, inclusive, pode durar mais tempo em algumas pessoas do que em outras).
A depressão é um quadro patológico, crônico. É uma tristeza profunda que ocorre mesmo sem motivo aparente ou que possa ser explicado. Além disso, a depressão é uma doença incapacitante, ou seja, o indivíduo perde o prazer em atividades que antes gostava e não consegue mais desempenhar as funções que sempre fizeram parte de seu cotidiano. A duração e a intensidade podem variar de pessoa para pessoa e os quadros podem ser classificados em três graus: leves, moderados ou graves.
Os sintomas podem variar entre os indivíduos, mas os mais frequentes são: apatia e perda de energia para as atividades rotineiras, distúrbios do sono, variação de peso (ganho ou perda), fadiga, dificuldade de concentração, culpa excessiva, baixa autoestima e diminuição da libido.

3) Incentive a continuidade do tratamento;

Caso a pessoa com os indícios de depressão ainda não buscou ajuda profissional, o que você pode fazer é incentivá-la a buscar. Se for preciso, ajude a buscar indicações de Psicólogos e Psiquiatras e até a agendar as consultas. Muitas vezes é difícil para a pessoa deprimida dar os primeiros passos sozinha.
Depois, incentivar a continuidade do tratamento é importantíssimo. Em alguns casos, quando o indivíduo faz uso de medicações e percebe a melhora, abandona o tratamento na metade do caminho ou mesmo no início. É essencial que a pessoa continue o tratamento, não apenas medicamentoso (se for o caso), mas também associado à psicoterapia, que irá garantir a manutenção do quadro de depressão.
Lembre-se: o tratamento adequado é o que irá fazer com que a pessoa deprimida melhore. Sem ele, de nada adiantará tentar ajudá-la com falas motivacionais ou mesmo recomendações como: “Isso é só uma fase”, “Tenha mais força de vontade”, “Anime-se”, “Há pessoas com problemas piores que o seu”.

4) Tenha os contatos dos médicos e especialistas e preste atenção à pessoa;

Ter acesso aos contatos de médicos e outros profissionais que acompanham a pessoa com depressão é muito importante. Você não irá ter acesso àquilo que é conversado entre o indivíduo e o psiquiatra ou o psicólogo devido ao sigilo do tratamento, e isso deve ser respeitado sempre. Mas é preciso ficar atento aos sinais que a pessoa deprimida dá, como pensamentos de morte, ideação suicida ou desesperança com o tratamento. Nestes casos, é importante comunicar aos profissionais para que eles possam tomar as medidas adequadas. Deve ser informado ao médico também a possibilidade de o paciente deixar de tomar os medicamentos por conta própria, o que pode ocorrer devido aos efeitos colaterais.
Mas, como já foi citado, é necessário respeitar o sigilo daquilo que o paciente conversa com seu médico ou psicólogo. Não questione a pessoa sobre o que exatamente ela falou aos profissionais.

5) Converse com a pessoa deprimida;

Fale com a pessoa sempre que puder sobre como ela está lidando com o tratamento, se ela está seguindo corretamente as orientações, se está precisando de algo e também, sobre a depressão em si. Fale sobre as diferenças entre a tristeza comum e os quadros depressivos. Mostre que você compreende a doença. E, também, não superproteja a pessoa. Ajude-a a programar atividades e a voltar aos poucos ao convívio social, conforme sua melhora.

6) Converse com outras pessoas próximas ao indivíduo deprimido;

Explicar a outras pessoas que também convivem com o indivíduo com depressão a respeito da doença, dos sintomas e do tratamento é essencial para aumentar as chances de melhora. Explique também sobre os cuidados necessários que devem ter com a pessoa (os sinais a respeito de suicídio, citados no item 4 e também sobre a continuidade do tratamento).

Ou seja, compartilhe informações! Quanto mais pessoas tiverem conhecimento sobre como lidar, melhor poderão ajudar às pessoas com depressão.

Ane Caroline Janiro – Psicóloga clínica,

Como aumentar seus níveis de dopamina, a molécula da motivação

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Dr.Roberto Franco do Amaral

29 de março de 2015

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A dopamina é um neurotransmissor fundamental para a motivação, foco e produtividade. Conheça os sintomas da deficiência de dopamina e formas naturais para aumentar os seus níveis.

Existem cerca de 100 bilhões de neurônios no cérebro humano – tantos quanto as estrelas da Via Láctea. Estas células se comunicam entre si através de substâncias químicas do cérebro chamadas neurotransmissores.

A dopamina é o neurotransmissor responsável pela motivação, impulso e foco. Ela desempenha um papel em vários distúrbios mentais, incluindo depressão, dependências, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e esquizofrenia.

Vamos dar uma olhada na dopamina – o que faz, sintomas da deficiência e como aumentá-la naturalmente.

Dopamina: A molécula da motivação

A dopamina tem sido chamada de nossa “molécula da motivação.” Ele aumenta o nosso direcionamento, foco e concentração. Ela nos permite planejar com antecedência e resistir aos impulsos, para que possamos alcançar nossos objetivos. Nos dá a sensação do “Eu fiz isso!” quando realizamos o que nos propusemos a fazer. Faz-nos competitivos e proporciona a emoção da “caçada” em todos os aspectos da vida – negócios, esportes, amor…

A dopamina é responsável pelo nosso sistema de prazer e recompensa. (1) Ela nos permite ter sentimentos de prazer, felicidade e até mesmo euforia. Mas pouca dopamina pode deixar-nos fora de foco, desmotivados, apáticos e até mesmo deprimidos.

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                                                    Molécula da Dopamina

 

Os sintomas de deficiência de dopamina

Pessoas com baixas concentrações de dopamina carecem de entusiasmo pela vida. Elas apresentam baixo consumo de energia e motivação e muitas vezes dependem de cafeína, açúcar, ou outros estimulantes para passar o dia.

Muitos dos sintomas comuns da deficiência de dopamina são semelhantes aos da depressão:

  • Falta de motivação
  • Fadiga
  • Apatia
  • Procrastinação
  • Incapacidade de sentir prazer
  • Baixa libido
  • Problemas de sono
  • Mudanças de humor
  • Desespero
  • Perda de memória
  • Incapacidade de se concentrar

Ratos de laboratório deficientes em dopamina tornaram-se tão apáticos e letárgicos que faltou motivação para comer e morreram de fome. (2) Por outro lado, algumas pessoas com baixa concentração de dopamina compensam isto com comportamentos auto- destrutivos, para conseguir um aumento na dopamina. Isso pode incluir o uso e abuso de cafeína, álcool, açúcar, drogas, compras, jogos de vídeo, sexo, poder, ou jogos de azar.

Como aumentar a dopamina naturalmente

Há uma abundância de formas não saudáveis ​​para aumentar a dopamina. Mas você não tem que recorrer ao “sexo, drogas e rock’n’roll”, para aumentar seus níveis de dopamina. Aqui estão algumas maneiras saudáveis e comprovadas para aumentar os níveis de dopamina naturalmente.

Alimentos que aumentam a Dopamina

A dopamina é feita a partir do aminoácido tirosina  que vem a partir da fenilalanina . Comer uma dieta rica em tirosina irá garantir que você tenha os blocos básicos de construção, necessários para a produção da dopamina.

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Alimentos ricos em tirosina: (3, 4, 5, 6)

  • Todos os produtos de origem animal
  • Amêndoas
  • Maçãs
  • Abacate
  • Bananas
  • Beterrabas
  • Cacau
  • Café
  • Favas
  • Vegetais de folhas verdes
  • Chá verde
  • Feijão
  • Farinha de aveia
  • Vegetais marinhos
  • Gergelim
  • Sementes de abóbora
  • Cúrcuma
  • Melancia
  • Gérmen de trigo

Alimentos ricos em probióticos naturais, como iogurte natural , kefir, e chucrute cru também podem aumentar a produção da dopamina natural. De forma peculiar, a saúde de sua flora intestinal afeta sua produção de neurotransmissores. Uma superabundância de bactérias nocivas deixa subprodutos tóxicos chamados lipo- polisacarídeos que reduzem os níveis de dopamina. (7) . Leia mais sobre isso no post sobre Desbiose Intestinal.

O açúcar foi relacionado com o aumento da dopamina, mas este é um aumento temporário, mais do tipo deliciado pela droga do que pela comida. (8)

Suplementos de Dopamina

Existem suplementos que podem aumentar os níveis de dopamina naturalmente.

  • A curcumina é o ingrediente ativo na especiaria cúrcuma. Ela está disponível de forma isolada como um suplemento podendo ser manipulada ou encontrada facilmente em lojas de suplementos nos Estados Unidos.A curcumina foi relacionada ao alívio das ações obsessivas e melhora da perda de memória associada, ao aumentar a dopamina. (12, 13)
  • Ginkgo biloba é tradicionalmente usado para uma variedade de problemas relacionados ao cérebro – falta de concentração, esquecimento, dores de cabeça, fadiga, confusão mental, depressão e ansiedade. (14) Um dos mecanismos pelos quais a ginkgo funciona é através do aumento de dopamina. (15, 16)
  • L-teanina é um componente encontrado no chá verde. Ele aumenta os níveis de dopamina, juntamente com outros neurotransmissores serotonina e GABA. (17, 18) A L-teanina melhora memória, aprendizagem e humor. (19, 20) Você pode obter o seu incremento de dopamina, tomando  suplementos de L-teanina ou bebendo três xícaras de chá verde por dia. (21)
  • Fosfatidilserina atua como “porteiro” do seu cérebro, regulando nutrientes e resíduos que entram e saem de seu cérebro. Pode aumentar os níveis de dopamina e melhorar a memória, a concentração, aprendizagem e TDAH. (23, 24, 25)
  • L-tirosina/ l Fenilalanina: aminoácido precursores da dopamina que também podem ser manipulados  e usados diariamente se necessário .  Recomenda-se tomar acetil-L-tirosina – uma forma mais absorvível que atravessa facilmente a barreira hemato-encefálica. (22)
  • Mucuna:  Seus componentes de princípio são L-DOPA e os alcalóides bioativos mucunine, mucunadina, mucuadinina, prurienina e nicotina como também b-sitosterol, glutationa, lecina, óleos, ácidos venólico e gálico. O L-Dopa é um precursor neurotransmissor, uma droga efetiva para alívio na doença de Parkinson. A semente é um profilático contra oligosperma e é útil no aumento da contagem de esperma, ovulação em mulheres, etc. É uma planta proveniente da Índia, reconhecida pelas suas propriedades afrodisíacas. Estimula também a deposição de proteínas nos músculos e aumenta a força e a massa muscular. Aumenta os níveis de L-Dopa, um inibidor da somatostatina. O seu extrato é também conhecido por estimular o estado de alerta e melhorar a coordenação. Pode ser usada nas seguintes situações:

1. Para doença de Parkinson (contém L-dopa natural).

2. Para impotência e disfunção erétil.

3. Como afrodisíaco e para aumentar a testosterona.

4. Como anabólico e androgênio, fortalecendo os músculos e ajudando a estimular o hormônio do crescimento.

5. Ajudando na perda de peso.

Aumente a Dopamina com Exercícios

O exercício físico é uma das melhores coisas que você pode fazer para o seu cérebro. Ele aumenta a produção de novas células cerebrais, retarda o seu envelhecimento e melhora o fluxo de nutrientes para o cérebro. Ele também pode aumentar seus níveis de dopamina e os neurotransmissores do “bem-estar”, serotonina e noradrenalina. (26)

Dr. John Ratey, psiquiatra renomado e autor de “Centelha: A Revolucionária Nova Ciência do Exercício e do Cérebro”, estudou extensivamente os efeitos do exercício físico sobre o cérebro. Ele descobriu que o exercício aumenta os níveis basais de dopamina, promovendo o crescimento de novos receptores nas células cerebrais.

A dopamina é responsável, em parte, pela elevada experiência dos corredores profissionais. (27) Mas você não precisa se exercitar vigorosamente para aprimorar seu cérebro. Fazer caminhadas ou exercícios suaves, sem impacto como yoga, tai chi, ou qi gong produzem poderosos benefícios para a mente e o corpo. (28, 29,30)

Aumente a Dopamina com Meditação

Os benefícios da meditação têm sido comprovados em mais de 1.000 estudos. (31) Meditadores regulares experimentam elevada capacidade de aprender, aumento da criatividade, e relaxamento profundo. Tem sido demonstrado que a meditação aumenta a dopamina, melhorando o foco e a concentração. (32)

Passatempos manuais de todos os tipos – tricô, costura, desenho, fotografia e reparos domésticos  concentram o cérebro de forma semelhante à meditação. Essas atividades aumentam a dopamina, afastam a depressão e protegem contra o envelhecimento do cérebro. (33)

Ouvir música pode causar de liberação de dopamina. Estranhamente, você não tem sequer que ouvir a ouvir música para obter este neurotransmissor, que flui  apenas pela antecipação da escuta. (34)

Usando o sistema de recompensa do seu cérebro para equilibrar a Dopamina

A dopamina funciona como um mecanismo de sobrevivência, liberando energia quando uma grande oportunidade está na frente de você. A dopamina nos recompensa quando estiverem satisfeitas as nossas necessidades. Nós adoramos as ondas de dopamina devido à forma como elas nos fazem sentir. Mas de acordo com a Dra. Loretta Graziano Breuning, autora do livro “Conheça seus produtos químicos da felicidade: dopamina, endorfina, ocitocina, a serotonina”, nós não somos projetados para experimentar um frisson de dopamina incessante. A caça constante por aumento de dopamina pode transformá-lo em um “Lobo de Wall Street” – movido por vícios, ganância e luxúria.

Aqui estão algumas maneiras saudáveis ​​para equilibrar sua dopamina, trabalhando com o sistema de recompensa embutido no seu cérebro.

Desfrute a busca

Nossos ancestrais estavam em uma busca constante pela sobrevivência. Eles conseguiam uma onda de dopamina cada vez que achavam um novo pé de frutas ou um melhor ponto de pesca, porque isso significava que viveriam para procurar outro dia. Embora você ainda possa pegar frutas e peixes, há outras infinitas maneiras saudáveis ​​pelas quais você pode desfrutar a busca na vida moderna.

Você pode procurar uma nova música para download, ingredientes especiais para cozinhar, barganhar um pacote de viagem, um item de colecionador difícil de encontrar ou um presente  para um ente querido. Você pode participar de passatempos especificamente orientados para missões como geocaching (atividade recreativa para encontrar um objeto escondido, por meio de coordenadas de GPS publicadas em um site), observação de aves, geologia amadora, arqueologia amadora, e coleta de todos os tipos.

O ato de procurar e encontrar ativa seus circuitos de recompensa – sem arrependimentos posteriores.

Criar metas de curto e longo prazos

A dopamina é liberada quando se atinge um objetivo. Ter apenas metas de longo prazo é frustrante, então defina tanto metas de longo quanto de curto prazo. Metas a curto prazo não tem que ser algo grande. Eles podem ser tão simples como tentar uma nova receita, esvaziar sua pasta de e-mails, a limpeza de um armário, ou, finalmente, aprender a usar um novo aplicativo para o seu celular.

Transforme as metas de longo prazo em pequenas metas de curto prazo para dar a si mesmo aumento de dopamina ao longo do caminho.

Aceite  novos desafios

Conseguir uma promoção é um grande impulso de dopamina, mas isso não acontece muito frequentemente! Mas você pode criar suas próprias recompensas de dopamina, definindo uma meta e em seguida, dar pequenos passos em direção a ela todos os dias. Isso pode ser começar um novo programa de exercícios, aprender francês, ou desafiar a si mesmo a ir para casa do trabalho de forma diferente a cada dia, de preferência sem o uso de seu GPS.

De acordo com a Dra. Breuning, trabalhando com metas, sem falhar por 45 dias, você estará treinando o seu cérebro para estimular a produção de dopamina de uma nova maneira.

Dopamina e condições mentais

A dopamina desempenha um papel muito importante na forma como vivemos nossas vidas, não sendo nenhuma surpresa, que quando o sistema de dopamina está fora de equilíbrio pode contribuir para muitas condições mentais. (35)

Aqui estão três das condições mais comuns que têm uma ligação da dopamina.

1- Dopamina e TDAH

A causa subjacente do TDAH ainda é desconhecida. Até recentemente era amplamente aceito que a causa do TDAH seria, provavelmente, uma anormalidade na função da dopamina. Isso parece lógico já que a dopamina é essencial para manter o foco. A maioria dos medicamentos TDAH são baseados nesta teoria da “deficiência de dopamina”. Acredita-se que os medicamentos usados ​​para tratar o TDAH aumentam a liberação de dopamina e noradrenalina, enquanto a reduzem a sua taxa de recaptação. (36) No entanto, as pesquisas mais recentes sugerem que a principal causa de TDAH encontra-se em uma diferença estrutural na matéria cinzenta no cérebro e não dopamina. (37)

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2- Dopamina e Depressão

A serotonina é a substância química do cérebro mais associada à depressão. Os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), como Paxil, Prozac, Zoloft, Celexa e Lexapro são prescritos para a depressão e atuam aumentando os níveis cerebrais de serotonina. Mas isso só funciona em cerca de 40% dos pacientes que os utilizam. (38)

E os outros 60%?

Há um crescente corpo de evidência que mostra que o baixo nível de dopamina e não de serotonina é a causa da depressão para muitos. Bupropiona (nome comercial Wellbutrin) provou ser eficaz para os pacientes que não foram ajudados pelos ISRSs, abordando a deficiência de dopamina. (39)

Como determinar se a sua depressão ocorre mais provavelmente devido à deficiência de serotonina do que deficiência de dopamina? A depressão pela falta de serotonina é acompanhada de ansiedade e irritabilidade, enquanto a depressão pela falta de dopamina se expressa como letargia e falta de alegria de viver. (40)

3- Dopamina e esquizofrenia

A causa da esquizofrenia é desconhecida, mas acredita-se que a genética e fatores ambientais desempenham importantes papéis. (41) Uma teoria que prevalece é que ela é causada por um sistema de dopamina superativo. (42, 43) As provas de apoio para essa teoria é que os melhores medicamentos para tratar os sintomas da esquizofrenia se assemelham à dopamina e bloqueiam os receptores de dopamina. (44) No entanto, estes medicamentos podem levar dias para funcionar o que é indicativo de que o mecanismo exato ainda não é compreendido. (45)

Dopamina, Libido e Ereção em homens

De forma bastante simplificada, o comportamento sexual masculino pode ser dividido em três etapas principais. O primeiro estágio, a libido, está relacionado ao desejo sexual. O segundo estágio é o da excitação, quando são ativados os mecanismos pró-eréteis, preparando a genitália para a relação sexual. O terceiro e último estágio é o orgasmo acompanhado da ejaculação.

O estágio da libido é extremamente relacionado ao desejo por sexo e é considerado um fenômeno mediado pelas vias dopaminérgicas centrais ligadas aos mecanismos de recompensa. Acredita-se que esta via, denominada via mesolímbica, media não somente os mecanismos do desejo sexual, mas também o orgasmo. Uma influência negativa à libido é exercida pela prolactina, um hormônio secretado pela hipófise, cuja liberação é tonicamente inibida pela neurotransmissão dopaminérgica. Apesar dos relatos de diversos casos de DE diretamente ligada à hiperprolactinemia, a relação entre a prolactina e a função sexual masculina é pouco compreendida.

Os primeiros relatos do efeito de agentes dopaminérgicos na atividade sexual datam da década de 60, quando foi observado que a utilização da apomorfina  no tratamento de alguns sintomas de Parkinson apresentava como efeito colateral a indução de ereções em alguns pacientes. Sintetizada pela primeira vez no final do século XIX, a apomorfina  apresenta um longo histórico de segurança em humanos. Este fato e dados pré-clínicos anteriormente descritos aqui, que demonstram um mecanismo de ação apropriado ao tratamento da DE, levaram à introdução da apomorfina sublingual (Uprima®) no mercado farmacêutico, em 2001.

dopamina

Outros agentes dopaminérgicos que podem  ajudar na ereção

Poucos estudos clínicos existem sobre o efeito de outros agentes dopaminérgicos nos mecanismos eréteis e no tratamento da disfunção erétil

  • É relatado que a administração de L-DOPA (22), um precursor da biossíntese de dopamina (10)
  • O quinorelano é um agonista seletivo de receptores do subtipo D2, eficaz na indução de ereções em modelos animais.
  • A bromocriptina é um alcalóide do ergot com ação agonista de receptores D2-like. Alguns relatos apontam para a potencial utilização deste fármaco no tratamento da DE causada por hiperprolactinemia
  • A possibilidade de utilização da bupropiona  tratamento da DE também vem sendo discutida. A bupropiona é um fármaco antidepressivo inibidor da recaptação de aminas bioativas, com uma afinidade muito maior pelo transportador de dopamina que de noradrenalina e serotonina

 

O papel da Dopamina na libido feminina

A cada dia aumenta a autonomia das mulheres, que cada vez mais se tornam figuras centrais de suas próprias vidas e de quem as cercam. O paradigma social onde era exclusivo aos homens proverem suas famílias, ruiu e estes papéis são atualmente exercidos também pelas mulheres em diversas culturas. As mulheres estão disputando cada vez mais vagas e postos antes ocupados somente pelos homens, portanto, precisam ser tão competitivas como os homens, além de também quererem ter prazer, como os homens.

Décadas atrás o prazer feminino era considerado totalmente desnecessário tento em vista que a mulher não precisaria dele para reproduzir. O macho da casa dominava a relação como um todo, tanto do ponto de vista sexual como em outros âmbitos. A mulher era uma serva do homem em afazeres domésticos e sexuais, de modo a apenas dar prazer ao seu homem e continuidade à espécie.

Para a mulher chegar ao clímax é necessário primeiro ter o desejo sexual (libido), o qual por muitos anos foi pouco valorizado na mulher ao longo da história da medicina, muito provavelmente em função do machismo que sempre imperou. Apenas nos últimos 10 anos é que a libido feminina passou a ser alvo de estudos por cientistas do mundo todo e os estudos sobre o assunto se multiplicaram desde então, em função da crescente ascenção das mulheres na sociedade.

A dopamina é sintetizada em uma região do cérebro chamada substantia nigra e áreas subjacentes. Suas moléculas têm uma ação estimulante causando euforia, fluidez da fala e excitação. Vários estudos têm demonstrado a íntima relação da dopamina com o desejo sexual. Níveis baixos de dopamina tipicamente resultam em diminuição de libido. Alguns medicamentos que bloqueiam a dopamina acabam também reduzindo a libido e a recíproca é verdadeira, medicamentos que aumentam a dopamina podem aumentar o desejo sexual. O medicamento Flinabaserina , que recentemente foi aprovado pelo FDA, atua regulando os níveis de dopamina, porém, não podemos esquecer que desejo sexual feminino vai muito além de um neurotransmissor.

Estudos realizados nos últimos anos indicam que 65% das mulheres podem ter alterações da libido ao longo da vida. Infelizmente apesar de um número tão alto, poucas mulheres são tratadas de maneira correta e muitas vezes seus relacionamentos desmoronam em função disso. A diminuição ou ausência da libido na mulher não deve ser encarada como normal e nem a mulher pode se conformar com isso, achando que foi menos ”agraciada” pela natureza, como alguns profissionais insistem em dizer. Independentemente da idade, a função sexual preservada é importantíssima, já que o grande motivo de nossa existência é a reprodução. A partir do momento em que não sentimos mais vontade de nos reproduzir, podem ter certeza, algo está errado. E por favor, não aceite mais como resposta à esta situação: “- Você está estressada querida, precisa de umas férias”!

 

Selegilina, Parkinson e Depressão por  deficiência de dopamina

A Selegilina retarda o metabolismo e não apenas de dopamina, mas também de feniletilamina , uma amina também encontrado em chocolates e liberada quando estamos apaixonados. Selegilina protege os receptores celulares de dopamina a do stress oxidativo. O cérebro tem apenas cerca de 30-40.000 neurônios dopaminérgicos . Nós tendemos a perder, talvez, 13% uma década na vida adulta. Uma eventual perda de 70% -80% leva à desordem por deficiência de dopamina como doença de Parkinson e Depressão  . A selegilina na forma de pílula foi aprovado pela FDA como um adjuvante no tratamento da doença de Parkinson em 1989

 

RESUMO:

Como aumentar a dopamina em poucas palavras

A dopamina é nossa “molécula de motivação.” É também responsável pelo nosso sistema de prazer e recompensa. Há maneiras saudáveis ​​e insalubres ​​para aumentar a dopamina. Formas insalubres ​​para aumentar a dopamina podem ser portas de entrada para a autodestruição e vícios. Maneiras saudáveis ​​incluem comer os alimentos certos, suplementos para aumentar a dopamina, exercício físico, e meditação. Saiba como aproveitar o seu sistema de recompensa para uma produção saudável de dopamina. Aproveite a busca, defina objetivos tanto de longo quanto de curto prazo e aceite novos desafios. Você vai se sentir mais vivo, focado, produtivo e motivado.

REFERÊNCIAS

1. How to Increase Dopamine, the Motivation Molecule

http://www.healthy-holistic-living.com/increase-dopamine-motivation-molecule.html

2.A Molecule of Motivation, Dopamine Excels at Its Task

http://www.nytimes.com/2009/10/27/science/27angier.html?_r=2&

3.What is Dopamine?

https://www.psychologytoday.com/basics/dopamine

4.Foods That Increase Dopamine Naturally

http://www.medhelp.org/user_journals/show/14818/Foods-That-Increase-Dopamine-Naturally

5.Lipopolysaccharide (LPS)-induced dopamine cell loss in culture: roles of tumor necrosis factor-alpha, interleukin-1beta, and nitric oxide.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11850061

6.Daily bingeing on sugar repeatedly releases dopamine in the accumbens shell.

 http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15987666

7.Antidepressant activity of curcumin: involvement of serotonin and dopamine system

http://link.springer.com/article/10.1007/s00213-008-1300-y

8. Ginkgo biloba

http://umm.edu/health/medical/altmed/herb/ginkgo-biloba

9 .The neuropharmacology of L-theanine(N-ethyl-L-glutamine): a possible neuroprotective and cognitive enhancing agent.

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17182482

 10.The effects of IQPLUS Focus on cognitive function, mood and endocrine response before and following acute exercise.

11. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22017963

12. Exercise fuels the brain’s stress buffers

http://www.apa.org/helpcenter/exercise-stress.aspx

13. Walking Is Good Brain Exercise

http://psychcentral.com/news/2010/08/27/walking-is-good-brain-exercise/17326.html

Building the evidence for meditation

http://evidencebasedliving.human.cornell.edu/2011/07/14/building-the-evidence-for-meditation/

14.Anatomically distinct dopamine release during anticipation and experience of peak emotion to music

http://www.nature.com/neuro/journal/v14/n2/full/nn.2726.html

15.Dopamine, hippocampus and psychiatric diseases: Clarifying their relationships

http://www.sciencedaily.com/releases/2014/04/140403132337.htm

16.Imaging study shows dopamine dysfunction is not the main cause of Attention Deficit Hyperactivity Disorder (ADHD)

http://www.cam.ac.uk/research/news/imaging-study-shows-dopamine-dysfunction-is-not-the-main-cause-of-attention-deficit-hyperactivity

17.[The relevance of dopamine agonists in the treatment of depression].

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19272288

18.The Dopamine Connection Between Schizophrenia and Creativity

http://psychcentral.com/lib/the-dopamine-connection-between-schizophrenia-and-creativity/0003505

19.The Dopamine Hypothesis of Schizophrenia: Version III—The Final Common Pathway

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2669582/

20. Selegina

http://www.selegiline.com/

21. Quím. Nova vol.27 no.6 São Paulo Nov./Dec. 2004
REVISÃO: Agentes dopaminérgicos e o tratamento da disfunção erétilDopaminergic agents and erectile dysfunction treatmentGilda NevesI; Stela M. K. RatesI, *; Carlos A. M. FragaII; Eliezer J. BarreiroII

22.Site da Nutricionista Renata Dia http://www.renatadias.com.br/mucuna-pruriens.html

23.Mucuna e depressão

24.Mucuna e Perkinson

25.Mucuna e Fertilidade em homens

26.Mucuna e libido em ratos

27.Mucuna e disfunção erétil

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