microbiota intestinal

#Probióticos: o que o médico precisa saber?

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microrganismos vivos representando probioticos

Probióticos são microrganismos vivos que usamos na prática clínica por seu potencial de causar efeitos benéficos à saúde. Apesar do uso frequente, poucos médicos conhecem bem o que são esses microrganismos e suas indicações, especialmente porque o estudo mais aprofundado da microbiota intestinal é algo relativamente recente na Medicina.

Se essas dúvidas também são suas e você gostaria de um resumo sobre probióticos e como eles funcionam, seu desejo é uma ordem!

O que são probióticos e para que servem?

Os probióticos podem ser encontrados em diversas formas farmacêuticas, incluindo alimentos derivados de leite e fermentados como iogurtes. Os germes contidos no fármaco podem ser variados, sendo os mais comuns as bactérias produtoras de ácido lático como Lactobacillus sp e Bifidobacterium sp e leveduras do gênero Saccharomyces (especialmente, S. boulardii).

O motivo principal para se prescrever um desses medicamentos é induzir adequação da microbiota intestinal para um perfil mais fisiológico e benéfico. Múltiplas pesquisas sobre esse tópico têm gerado evidência crescente de como os microrganismos habitantes do trato digestivo estão intimamente ligados à saúde global do indivíduo (até mesmo associados a estados de humor e outras alterações psicológicas). Além disso, várias doenças específicas do trato gastrointestinal são causadas ou favorecidas por desequilíbrios dessa microbiota.

Os efeitos variam de acordo com o agente usado, então os resultados não são os mesmos para qualquer fármaco ou forma farmacêutica usada. A eficácia também vai depender de outros fatores como a capacidade do microrganismo em sobreviver à acidez gástrica, aderir à mucosa intestinal e competir com os agentes patogênicos, além da segurança para uso humano e a estabilidade para armazenamento.

As formulações com mais de uma espécie são populares e, de fato, interessantes para a prescrição, já que o paciente pode ser colonizado apenas pela cepa “mais útil” naquele momento, facilitando o uso.

Mecanismo de ação e usos

O mecanismo de ação básico dos probióticos é a competição entre microrganismos benéficos e patogênicos. As bactérias e fungos administrados produzem agentes químicos que comprometem o crescimento dos demais: ácidos (lático, acético e propiônico), peróxidos, bacteriocinas, surfactantes, enzimas proteolítcas e outros exemplos.

Os agentes presentes nos medicamentos também competem com os patogênicos por espaço na mucosa gastrointestinal, aderindo ao epitélio de forma mais estável que os microrganismos indesejáveis.

Outro efeito dos probióticos é estimular o efeito de barreira que a mucosa intestinal exerce naturalmente. As bactérias e leveduras contidos nos fármacos estimulam a produção de mucinas (que têm efeito antibacteriano para os agentes patogênicos), além de reforçar as tight junctions que aderem os enterócitos e reduzir a permeabilidade do epitélio. Outra ação importante é o estímulo à ação imune, aumentando a capacidade fagocítica de leucócitos da mucosa e a produção local de imunoglobulinas (especialmente, IgA).

Vários usos vem sendo estudados, alguns com mais e outros com menos evidências.

Diarreia aguda: essa é a situação clínica com evidência mais sólida e eficácia comprovada para os probióticos (especialmente para rotavirus). Os efeitos observados são redução do tempo e da intensidade de diarreia. Algumas pesquisas experimentais (com grupos de intervenção e grupos de controle) mostraram redução em até 20% na duração da diarreia (com consequente redução na evolução para diarreia persistente) e redução da frequência de evacuações de 1-2/dia. Quem atende em pronto-atendimentos, atenção primária e zonas de baixo saneamento básico sabe que esses efeitos são suficientes para evitar desidratação grave e outras complicações. É importante notar que, no caso da diarreia, os probióticos eficazes foram apenas os contendo Lactobacillus e Bifidobacterium (Saccharomyces e Streptococcus, por exemplo, não geraram efeitos diferentes do placebo).

Diarreia induzida por antibióticos e Clostridium difficile: nesse caso, ao contrário, os probióticos mais eficazes são os contendo leveduras Saccharomyces (que produzem proteases inativadoras das toxinas A e B). Algumas meta-análises evidenciaram eficácia dos probióticos em prevenir a ocorrência da diarreia por antibióticos e tratar a infecção por C. difficile quando usados simultaneamente à antibioticoterapia. Outros estudos mostraram menor taxa de colonização por C. difficile em pacientes críticos com a administração de probióticos. O uso de medicamentos à base de Lactobacillus, nesse caso, não é eficaz, provavelmente, pelo efeito dos antibióticos sobre as próprias bactérias do preparado.

Síndrome do intestino irritável (SII): apesar de considerada uma doença funcional, existem teorias que explicam a SII através do supercrescimento bacteriano, principalmente de bactérias fermentadoras. Meta-análises recentes mostraram redução da dor abdominal em pacientes com SII em uso de probióticos, em comparação ao placebo. Nesse caso, os agentes mais eficazes foram Lactobacillus e Bifidobacterium. Porém, a maioria dos estudos não mostrou redução de outros sintomas como flatulência e distensão abdominal.

Doença inflamatória intestinal (DII): uma das teorias da patogênese das DII (retocolite ulcerativa – RU, doença de Crohn – DC, e ileíte terminal – IT) é a resposta inflamatória descompensada desencadeada pelo desbalanço da microbiota intestinal. Vários estudos têm mostrado a eficácia dos probióticos em, principalmente, reduzir a frequência de recidiva. Porém, em alguns deles, esses medicamentos foram capazes até de induzir a remissão (com ou sem associação à terapêutica convencional). Para a RU, as pesquisas mostraram bons resultados com algumas preparações contendo E. coli não patogênicas e associações de LactobacillusBifidobacterium e Streptococcus; pacientes com DC responderam bem a Saccharomyces (porém a resposta não foi boa para formulações bacterianas); e pacientes com IT apresentaram melhor resposta com a associação LactobacillusBifidobacterium e Streptococcus.

Alergias: nesse caso, a maioria das pesquisas é em relação a alergias na infância. Alguns estudos prospectivos administraram probióticos à base de Lactobacillus e Bifidobacterium para gestantes no fim da gravidez, continuando a administração nas crianças durante os primeiros 2 anos de vida. A incidência de alergias nas crianças do grupo de intervenção foi metade da observada no grupo controle, e o efeito se manteve mesmo após mais 4 anos de observação.

Outros usos: probióticos têm sido estudados também para doenças fora do trato gastrointestinal. Um bem estabelecido é para tratamento de candidíase vaginal recorrente. Muitas mulheres desenvolvem a vulvovaginite fúngica por desbalanço da microbiota vaginal normal (predominantemente composta por Lactobacillus) após uso de antimicrobianos, por exemplo. Nas pesquisas, o uso de supositórios vaginais contendo bactérias do gênero e até a ingestão regular de alimentos probióticos mostraram eficácia para tratamento e controle de recorrência dessa doença. Outros contextos têm sido estudados (como o tratamento de otites e outras infecções recorrentes de vias aéreas superiores), porém ainda com pouca evidência para apoiar o uso dos probióticos.

 

Dosagem

As dificuldades quanto à prescrição dos probióticos é justamente a inexistência de evidências sólidas quanto à posologia. É importante lembrar que os medicamentos contêm microrganismos vivos e que o armazenamento inadequado (seja no estoque, na farmácia, no hospital ou em casa) pode inviabilizar o uso.

Em geral, devem ser administrados, diariamente, alguns bilhões de unidades formadoras de colônia (UFC) para que o remédio exerça o efeito desejado. Para os lactobacilos, a dose diária recomendada é de 1-20 bilhões de UFC por dia, enquanto para Saccharomyces, de 250 – 500mg/dia.

Interações medicamentosas e efeitos adversos

A principal interação medicamentosa digna de nota é com antimicrobianos que, por atuar sobre os agentes contidos no medicamento, podem anular o efeito dos probióticos. O recomendado é separar o uso de probióticos e de antibióticos em pelo menos 2h. Os efeitos adversos mais comuns são distensão abdominal e flatulências no uso de preparados bacterianos e obstipação e polidipsia em preparados com Saccharomyces.

A maior preocupação é a possibilidade de infecções, considerando que estão sendo administrados microrganismos vivos. Existem relatos de casos na literatura, inclusive de quadros sépticos graves. Porém a incidência é extremamente baixa: menos que 1 em 1 milhão para preparações bacterianas e 1 a cada 5,6 milhões para os preparados de leveduras.

Os fatores de risco mais comuns para casos de bacteremia são estado crítico e terapia intensiva, uso de medicamentos imunossupressores e pacientes invadidos (sonda nasoenteral e catéter venoso central, principalmente). Nessas situações, os doentes estão suscetíveis a colonização e posterior infecção pelo ineficácia imunológica, além do fornecimento de superfícies inertes para adesão. No caso específico das sondas enterais e da jejunostomia, a via alternativa de administração forma um bypass que livra os microrganismos da ação do ácido gástrico, aumentando o número de agentes viáveis (o que pode favorecer infecções em pacientes já imunossuprimidos).

Outros fatores de risco menores são situações de quebra da barreira enteral (com hiperpermeabilidade de mucosa), doença cardíaca valvar (no caso do Lactobacillus) e administração concomitante de antibióticos de amplo espectro. Surpreendentemente, alguns componentes dos probióticos podem ser resistentes a alguns tipos de antibiótico, o que favoreceria o supercrescimento dos componentes do preparado. Além disso, a transmissão de mecanismos de resistência antimicrobiana das bactérias do medicamento para bactérias patogênicas também pode acontecer.

Conclusão

Probióticos têm tido cada vez mais abertura e oportunidades de uso dentro de várias áreas da Medicina e, aparentemente, realmente são drogas promissoras.

Porém, o uso difundido (inclusive sem prescrição médica) e a falta de rigor na execução de muitas pesquisas dificulta a geração de evidências de qualidade para diretrizes mais claras. Logo, são necessárias novos estudos na área para reafirmar a segurança e eficácia desses fármacos.

 

Autor:

Carlos Henrique
Carlos Henrique de Sousa Ribeiro da Silva

Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Uberlândia. Residência Médica em Clínica Médica pelo Hospital das Clínicas da UFU.

Referências bibliográficas:

  • WILLIAMS, Nancy Toedter. Probiotics. 2010. Am J Health Syst Pharm. 2010;67(6):449-458.

#El equilibrio de la #microbiota intestinal alarga la vida

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Un estudio liderado por científicos españoles analiza la relación entre un microbioma sano y mayor longevidad.

Imagen de la bacteria Akkermansia muciniphila.

Bacterias, virus, hongos y otros microorganismos que conviven en nuestro intestino tienen voz y voto no sólo en la aparición de enfermedades como la diabetes y la obesidad, también en la esperanza de vida. Un estudio pionero con apellido español demuestra que las alteraciones de la microbiota intestinal contribuyen al envejecimiento acelerado.

“Identificamos varias clases de proteobacterias asociadas”, explica Carlos López-Otín, uno de los líderes del trabajo que acaba de publicar la revista Nature Medicine. La bacteria más destacada: la Akkermansia muciniphila. Así como en recientes estudios ha demostrado un efecto positivo en la respuesta a inmunoterapia de pacientes con cáncer, ahora se postula como clave en el incremento de los años de vida.

Tras el análisis de la microbiota de centenarios españoles, “observamos un aumento de bacterias beneficiosas como Akkermansia muciniphila“. Precisamente este microorganismo aparecía en una proporción más reducida en las muestras examinadas de los ratones con progeria, una rara enfermedad que provoca un envejecimiento acelerado durante la infancia y conduce a la muerte prematura de los pacientes. Le ocurre a una de cada cuatro millones de personas.

El equipo de científicos de la Universidad de Oviedo estudió también la microbiota de cinco pacientes con progeria. Se ha demostrado que los ratones y los pacientes afectados presentan un desequilibrio de la microbiota intestinal (disbiosis intestinal) y el objetivo era identificar las alteraciones causantes y “analizar si las bacterias cuyos niveles estaban alterados ejercían un papel beneficioso o perjudicial”, argumenta López-Otín.

Clea Bárcena y Pedro M. Quirós, principales autores del trabajo.

Clea Bárcena y Pedro M. Quirós, principales autores del trabajo.

Reconocida la bacteria Akkermansia muciniphila, el grupo de investigadores puso en marcha dos vías de tratamiento en los ratones enfermos: el trasplante fecal de sus semejantes sanos y la terapia con la bacteria probiótica Akkermansia muciniphila. Así se consiguió extender sus vidas. Como explica la primera firmante del trabajo, Clea Bárcena, “el reemplazo de la microbiota endógena de los ratones con progeria por microbiota proveniente de ratones sanos mejoró diversos parámetros metabólicos, además de alargar la esperanza de vida; en cambio, los ratones sanos que recibieron un trasplante con microbiota de ratones con progeria mostraron alteraciones metabólicas como aumento de peso y de los niveles de glucosa en sangre”.

En definitiva, este trabajo demuestra que el desequilibrio intestinal podría solventarse con un trasplante de microbiota y establecerse como futura terapia de afecciones relacionadas con el envejecimiento. Esta técnica ha sido claramente exitosa para las infecciones recurrentes con Clostridium difficile (una bateria que causa diarrea) existen múltiples ensayos clínicos para otras enfermedades (colon irritable o la enfermedad de Crohn), pero todavía existen muchos aspectos que deben ser resueltos antes de extender este tipo de tratamientos a otras enfermedades. “Hay que ser muy prudentes para evitar banalizar los trasplantes fecales, lo cual puede llevar a situaciones fatales. Por ello, dadas las dificultades y riesgos derivados de administrar tratamientos basados en flora intestinal completa, será de gran interés definir qué organismos concretos es conveniente administrar en cada caso”, aclara uno de los principales autores de la investigación.

Estrategias anti-envejecimiento

Con las conclusiones de este estudio español sobre la mesa, ahora toca definir con mayor precisión las alteraciones de la microbiota más relevantes en el proceso de envejecimiento con técnicas de mayor resolución y, como explica López-Otín, “también será importante explorar los mecanismos moleculares responsables de los efectos beneficiosos o perjudiciales causados por los microorganismos identificados”.

El objetivo: tratar de diseñar estrategias anti-envejecimiento y anti-progeria basadas en combinaciones de probióticos o de determinados componentes moleculares derivados de estos microorganismos.

El científico español reconocido en todo el mundo lleva los últimos 20 años de su carrera profesional trabajando sobre el envejecimiento, el normal y el patológico. Precisamente en el año 2013, cuando estaba preparando un trabajo acerca de las claves de la longevidad (The Hallmarks of Aging), empezó a plantearse el estudio del microbioma. A medida que cumplimos años, argumenta López-Otín, “se produce una pérdida de la homeostasis celular y una degeneración de los tejidos, lo que genera una alteración del ambiente que lleva a una disbiosis que va a favorecer el envejecimiento”.

Dados los sólidos resultados encontrados en ratones, “posiblemente en el futuro podamos mejorar e incluso curar las alteraciones en la microbiota con trasplantes personalizados de ciertas bacterias”, puntualiza el investigador español. Sin embargo, hacen falta más estudios para confirmar los efectos en humanos. De momento, “la mejor forma de mantener una microbiota sana es con una vida y alimentación sana, con un consumo adecuado de verduras, legumbres y frutas; evitar el consumo de tóxicos como el alcohol, el tabaco y las drogas; tomar fármacos y antibióticos únicamente cuando es necesario y ha sido prescrito por un médico, permanecer lo más posible en armonía y equilibrio emocional…

En cuanto a la ingesta de probióticos, puntualiza López-Otín, “no siempre son beneficiosos. Puede ocurrir que la población de bacterias probióticas crezca demasiado, provocando un segundo desequilibrio en la simbiosis de la microbiota. Como con todo, el uso de los probióticos debe ser racional y personalizado para cada caso”.

#Las #nueces modifican la #microbiota intestinal y mejoran la salud (J Nutr)

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Las dietas ricas en frutos secos, sobre todo aquellas en las que se introducen las nueces, han demostrado tener un papel beneficioso para la salud del corazón y, de algún modo, reducir el riesgo del cáncer colorrectal. Esto podría ser debido, según un nuevo estudio de la Universidad de Illinois, Estados Unidos, a cómo las nueces afectan a la microbiota intestinal.

Las nueces son uno de los alimentos que contienen más fibra dietética. En general, las frutas, verduras, granos integrales, frutos secos y legumbres son fuentes importantes de fibra. Desde hace tiempo, distintos grupos de investigación, están tratando de descubrir cómo afectan a la microbiota y la salud.

La principal conclusión de estos estudios señala que comer una gran variedad de estos alimentos ayuda a promover una microbiota intestinal diverso, y a su vez ayuda a mantener la salud. Se ha observado que la fibra dietética actúa como fuente de alimento para la microbiota intestinal, ayudando a las bacterias a hacer su trabajo: descomponer alimentos complejos, proporcionarnos nutrientes o ayudarnos a sentirnos satisfechos, por ejemplo.

Sin embargo, este nuevo trabajo, publicado en The Journal of Nutrition, muestra que consumir nueces no solo influye en la microbiota intestinal y los ácidos biliares secundarios derivados de microbios, sino que también reduce los niveles de colesterol LDL en los adultos que participaron en el estudio; lo que supone una buena noticia para la salud cardiovascular, metabólica y gastrointestinal.

“Descubrimos que cuando consumes nueces aumenta los microbios que producen butirato, un metabolito beneficioso para la salud del colon. Por lo tanto, la interacción de nueces con la microbiota está ayudando a producir algunos de esos efectos sobre la salud”, señala Hannah Holscher, autora principal del estudio.

“Se trata de llegar a la ‘caja negra’ que son todos los microbios en nuestro tracto gastrointestinal para ver cómo se interconectan con los alimentos que comemos y que tienen efectos secundarios en la salud. Se supone que algunos de esos efectos sobre la salud están relacionados con los metabolitos que producen las bacterias”, añade.

En el estudio controlado participaron 18 adultos sanos que consumieron dietas que incluían 0 gramos de nueces o 42 gramos durante períodos de 2 o 3 semanas. Se recogieron muestras fecales y de sangre al comienzo y al final de cada período para evaluar los resultados secundarios del estudio, incluidos los efectos del consumo de nueces sobre la microbiota fecal y los ácidos biliares y los marcadores metabólicos de la salud.

En aquellos que consumían nueces resultó que tenían en una mayor abundancia relativa de tres bacterias de interés: Faecalibacterium, Roseburia y Clostridium.

“Los microbios que aumentaron en abundancia relativa en este estudio son de uno de los grupos de microbios de Clostridium, y hay un mayor interés en ellos porque tienen la capacidad de producir butirato”, explican Holscher, quien ha lamentado que en este estudio no se haya medido el butirato, por lo que no se sabe aún si estos microbios aumentaron el butirato.

Además, añade, “existe un gran interés en Faecalibacterium porque también se ha demostrado en animales para reducir la inflamación. Los animales con cantidades más altas también tienen una mejor sensibilidad a la insulina. También existe un interés creciente en Faecalibacterium como una bacteria probiótica potencial, por lo que estamos tratando de hacer un seguimiento de los alimentos que ayudan a este micobioma”.

Los hallazgos también muestran que con el consumo de nueces ha producido una reducción en los ácidos biliares secundarios, en comparación con el grupo control. “Se ha demostrado que los ácidos biliares secundarios son más altos en individuos con tasas más altas de cáncer colorrectal”, comenta Holscher, quien añade que “si podemos reducir los ácidos biliares secundarios en el intestino, también puede ayudar a la salud humana”.

#La #metformina modifica la #microbiota intestinal en #pacientes con diabetes tipo 2

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Induce la proliferación de bacterias que podrían ser utilizadas para potenciar la disminución de la glucemia.

Covadonga Díaz. Oviedo

Microbiota intestinal

Imagen de la microbiota intestinal humana. (DM)

Un grupo de investigadores ha identificado un nuevo mecanismo de acción de la metformina en pacientes con diabetes tipo 2, en los que actúa reduciendo las concentraciones de glucosa circulante, entre otros motivos, por la modulación que provoca en la composición de la microbiota intestinal.

Este hallazgo puede abrir nuevas líneas en el abordaje de esta enfermedad, tratando de buscar alternativas que consigan ese mismo efecto que provoca la metformina. Así lo ha señalado José Manuel Fernández-Real, del hospital Josep Trueta, de Gerona, y del Centro de Investigación Biomédica en Red de la Fisiopatología de la Obesidad y Nutrición (Ciberobn) en el XXIX Congreso de la Sociedad Española de Diabetes (SED), celebrado en Oviedo.

El estudio, publicado en Nature Medicine, ha demostrado que la metformina, el fármaco más habitual entre las personas con diabetes tipo 2, actúa modulando la composición de la microbiota intestinal, “determinando, de alguna manera, que se metabolicen mejor los hidratos de carbono“, ha señalado Fernández-Real.

En este estudio doble ciego se prescribió una dieta hipocalórica a pacientes con diabetes tipo 2 y se les administró placebo o metformina y se vio que la microbiota de los individuos que tomaron metformina cambió sustancialmente, “mientras que no ocurrió lo mismo en la que de los que tomaron placebo”.

Especies bacterianas

Los investigadores apreciaron un aumento en bacterias como Escherichia spp y una disminución en Intestinibacter spp en el grupo tratado con metformina, así como un aumento en Bifidobacterium adolescentis entre el subgrupo que cambió de placebo a metformina. “Obtuvimos una correlación negativa entre la riqueza relativa de B. adolescentis y la concentración de HbA1c, lo que sugiere que el aumento del crecimiento de esta especie bacteriana podría contribuir potencialmente al efecto antidiabético de la metformina”, ha explicado este especialista. En conjunto fueron más de 80 especies bacterianas en las que se detecto una modificación en su abundancia relativa, un dato que Fernández-Real considera “muy relevante”.

El efecto sobre la microbiota intestinal se suma así al ya conocido desde hace muchos años y relacionado con la enzima AMPK y la sensibilización a la insulina, de modo que la microbiota “modulada por la metformina contribuye a los efectos beneficiosos de este fármaco sobre la homeostasis de la glucosa”.

Constatado este efecto en humanos, los investigadores trataron de replicar las observaciones realizadas en el laboratorio a través de cultivos puros de bacterias, a las que se añadió metformina. “Vimos cómo añadiendo este principio en la placa de Petri a Bifidobacterium adolescentis aumentaba sustancialmente su crecimiento y abundancia”. A partir de este conocimiento los investigadores plantearon cómo utilizarlo para modificar el ecosistema bacteriano y disminuir la concentración de glucosa en sangre.

Para ello se propusieron analizar los efectos de la utilización de heces de pacientes que habían recibido metformina “suministrando a ratones este ecosistema bacteriano, y lo que vimos es que se mejoraba el metabolismo de la glucosa, es decir, que conseguíamos un efecto beneficioso”. Por lo tanto, a través del uso de la microbiota modificada, en ausencia de metformina (no presente ya en las heces) se logró emular los efectos de ésta.

Este estudio, realizado por el Hospital Josep Trueta en colaboración con centros de Toulouse y Gotemburgo, está teniendo ahora continuidad con una nueva línea para “ver si podemos emular este ecosistema bacteriano por otros métodos”.

En concreto, se está analizando el efecto de la dieta, en particular determinados alimentos, para conseguir una modificación de la microbiota similar a la que provoca la metformina.

 

#Ciertos microorganismos podrían estar en el origen de la #obesidad (J Physiol Biochem)

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Un equipo de la Universidad de Granada ha identificado una serie de microorganismos que podrían estar en el origen de la obesidad, tras analizar las diferencias en las funciones codificadas por la microbiota intestinal de niños de 18 meses de edad nacidos de madres obesas.

Los hijos de mujeres con obesidad se enfrentan a un riesgo alto de desarrollar exceso de peso, por lo que el origen de la enfermedad podría ser no sólo genético y ambiental, sino también microbiano, según informa la Universidad de Granada en un comunicado.

El trabajo ha sido realizado por Tomás Cerdó Ráez en el marco de su tesis doctoral en el programa de Biomedicina de la Escuela Internacional de Posgrado de la Universidad de Granada, y ha sido publicado en el Journal of Physiology and Biochemistry.

La investigación ha analizado las diferencias en las funciones codificadas por la microbiota intestinal de niños de 18 meses de edad, nacidos de madres con obesidad y con normopeso.

“La edad de los niños incluidos en este estudio es de especial relevancia, ya que se trata de un periodo en el que los alimentos sólidos se han establecido casi en el 90% de la dieta de los niños, frente a la alimentación mediante leche materna o fórmula”, ha explicado el investigador.

La influencia del índice de masa corporal materno previo a la gestación en la comunidad microbiana intestinal de los hijos se estudió a través de un análisis genético aplicado a los microorganismos, mediante muestras fecales de los niños.

De esta forma, el estudio da indicios de que la obesidad materna previa a la gestación podría “proporcionar una comunidad microbiana intestinal específica con funciones concretas durante la infancia en los niños”. Estos datos aportan “un mayor conocimiento acerca de la propia obesidad”, ayudando a “dilucidar un posible origen de una enfermedad que afecta a tantas personas”.

#El #succinato origina #alteraciones metabólicas propias de la #obesidad (ISME J)

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Investigadores del Centro de Investigación Biomédica en Red de Diabetes y Enfermedades Metabólicas Asociadas (CIBERDEM) y del Institut d’Investigació Sanitària Pere Virgili (IISPV) han descubierto que un metabolito de la flora intestinal, el succinato, incrementado en sujetos obesos, facilita la inflamación crónica y origina alteraciones metabólicas propias de la obesidad y otras comorbilidades como enfermedad cardiovascular, hipertensión o diabetes tipo 2.

El estudio, publicado en ISME Journal, abre la puerta a nuevas dianas terapéuticas relacionadas con la microbiota intestinal, pues es una de las primeras investigaciones que relaciona claramente una microbiota específica con cambios de metabolitos cuantificables a nivel circulatorio en estos pacientes. Según sus autores, es importante porque poder identificar algunos de estos metabolitos es de gran relevancia para comprender mejor la fisiopatología de estas enfermedades.

“Nuestro estudio demuestra por primera vez que los niveles circulantes de succinato, un metabolito producido por algunas bacterias, se encuentra incrementado en sujetos obesos, siendo éste además un buen biomarcador metabólico de control glucémico y lipídico en la obesidad”, asegura Sonia Fernández-Veledo.

En este trabajo se demuestra que la composición de la comunidad microbiana, más especialmente la relación entre las bacterias que producen succinato frente a las que lo consumen, está directamente relacionado con los niveles circulantes del mismo. Se propone que la disbiosis (alteraciones de la composición de la flora bacteriana) asociada a un aumento de la permeabilidad intestinal que suelen tener las personas con obesidad y diabetes, determinan los niveles elevados de succinato circulante que se observa en estos pacientes. En este contexto, el succinato circulante en sangre actuaría facilitando la inflamación crónica, base de las alteraciones metabólicas que acontecen en la obesidad.

“A pesar de que es necesario realizar estudios adicionales, los resultados derivados de este trabajo han permitido la identificación de cepas bacterianas específicas susceptibles de ser la base de formulaciones probióticas para el tratamiento de enfermedades altamente prevalentes en nuestra sociedad como son la obesidad y sus comorbilidades”, precisan.

Además, este trabajo es la base de una patente recientemente solicitada dirigida al uso de intervenciones nutricionales y farmacológicas específicas para modificar la relación de bacterias productoras frente a las consumidoras de succinato con el objetivo de mejorar el perfil metabólico de los individuos obesos.

La #microbiota intestinal puede ser clave en el #tratamiento de la psoriasis (Sci Report)

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Scientific Reports publica una investigación liderada por Vicente Navarro, de la Universidad Católica San Antonio de Murcia (UCAM), con los últimos avances que utilizan la microbiota intestinal para mejorar el pronóstico y tratamiento de la psoriasis, según informan fuentes de la institución docente en un comunicado.

Estos resultados, junto con los aportados recientemente en el Congreso Nacional de Microbiota y Probióticos, demuestran que el tratamiento con un probiótico, junto a la terapia habitual de esta enfermedad, mejora, de manera importante, tanto pronóstico como la respuesta del paciente.

Hasta el momento, ningún grupo de investigación había demostrado que la microbiota intestinal de pacientes con psoriasis presenta datos diferenciales con la de la población sana y con la de pacientes de cualquier enfermedad conocida. Este hallazgo abre un nuevo campo de investigación para actuar sobre la microbiota como nueva diana terapéutica en estos pacientes, según las mismas fuentes.

Los resultados obtenidos por el grupo de investigación sobre el tratamiento de la psoriasis modificando la microbiota intestinal abren un campo de estudio importante para evaluar qué factores de la microbiota intestinal pueden estar influyendo en la aparición y posterior evolución de la psoriasis.

Esta investigación es uno más de los hallazgos del grupo de investigación, que recientemente ha demostrado la eficacia de una mezcla específica de probióticos funcionales para el tratamiento de la dermatitis atópica, producto que ha sido comercializado recientemente por una multinacional alemana en nuestro país.

Los datos publicados abren la puerta no solo a nuevos modelos de tratamiento, sino también de diagnóstico; ya que identificar los factores de la microbiota que participan en la aparición y evolución de la psoriasis pueden servir para prevenir su aparición y/o intervenir precozmente ante la eventual aparición de nuevos brotes de la enfermedad.

#El #ejercicio físico puede provocar cambios en la composición de la #microbiota intestinal (Med Sci Sport Exer)

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Investigadores de la Universidad de Illinois y la Clínica Mayo en Rochester, Estados Unidos, han aportado la primera evidencia científica de que el ejercicio físico puede provocar cambios en la composición de la microbiota intestinal, con independencia de otros factores como la dieta o el consumo de antibióticos.

Así se desprende de los resultados de dos estudios, uno en ratones y otro en humanos, publicados en Medicine & Science in Sports & Exercise, que evalúa el impacto de la actividad física en la flora bacteriana, que juega un papel cada vez más relevante en la aparición o control de numerosas enfermedades.

En el primer estudio, trasplantaron material fecal de ratones sedentarios y otros más activos a otros que se habían criado en entorno estéril y no tenían microbiota propia. En el segundo estudio, rastrearon los cambios en la composición de la microbiota intestinal en un grupo de voluntarios humanos a medida que pasaban de un estilo de vida sedentario a otro más activo, y viceversa.

“Estos son los primeros estudios que demuestran que el ejercicio puede tener un efecto en el intestino, independiente de la dieta u otros factores”, según Jeffrey Woods, uno de los autores de este trabajo.

En el estudio en animales se observaron claras diferencias entre la microbiota de los ratones receptores en función de si recibieron material fecal de ratones activos o sedentarios.

Así, los receptores de la microbiota de un ratón físicamente activo tenían una mayor proporción de microorganismos que producían butirato, un ácido graso de cadena corta que promueve las células intestinales sanas, reduce la inflamación y genera energía para el huésped. Y también parecían ser más resistentes a la colitis ulcerosa experimental, una enfermedad inflamatoria del intestino.

“Descubrimos que los animales que recibieron la microbiota de roedores activos tenían una respuesta atenuada a un químico inductor de colitis”, ha añadido Jacob Allen, que también destacó una reducción en la inflamación y un aumento en las moléculas regenerativas que promueven una recuperación más rápida.

En el estudio en humanos, el equipo reclutó a 18 adultos sedentarios delgados y 14 obesos, de los que tomaron muestras de su microbiota intestinal antes de someterlos a un programa de con diferentes ejercicios cardiovasculares de 30 a 60 minutos, tres veces a la semana durante mes y medio.

Al finalizar su programa de ejercicio analizaron nuevamente su microbiota y pasaron el mismo periodo de tiempo con un comportamiento más sedentario, manteniendo la misma dieta a lo largo de todo el estudio.

Las concentraciones fecales de ácidos grasos de cadena corta, en particular el butirato, aumentaron en el intestino como resultado del ejercicio, pero estos niveles disminuyeron nuevamente después de que los participantes volvieran a un estilo de vida sedentario.

Además, las pruebas genéticas de la microbiota confirmaron que esto se correspondía con los cambios en la proporción de microorganismos que producen butirato y otros ácidos grasos. Y los aumentos más fuertes se observaron en los participantes delgados, que tenían niveles significativamente más bajos de bacterias productoras de ácidos grasos.

Por el contrario, los participantes obesos solo presentaron incrementos modestos en la proporción de estas bacterias. “Lo importante es que hay claras diferencias en cómo el microbioma de una persona obesa responde al ejercicio, en comparación con los delgados”, señala Woods.

#La #microbiota intestinal puede ayudar a proteger frente a la #hipertensión (Nature)

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Investigadores del Instituto Tecnológico de Massachusetts (Estados Unidos) y el Centro de Medicina Molecular Max-Delbruck de Berlín (Alemania) han descubierto una cepa de bacterias que conforman la microbiota intestinal que podría evitar que una dieta rica en sal induzca una respuesta inflamatoria relacionada con la hipertensión arterial.

Su trabajo, cuyos resultados se publican en Nature, ha demostrado que tanto en ratones como humanos las dietas ricas en sal reducen la población de determinadas bacterias beneficiosas y, como resultado, aumenta la presencia de unas células inmunes proinflamatorias llamadas Th-17, que se han relacionado con la hipertensión arterial.

Pero al mismo tiempo, también vieron que con un tratamiento probiótico se pueden revertir estos efectos. No obstante, los autores aclaran que esto no abre la vía a que los hipertensos puedan tomarse la licencia de consumir sal sin límites, siempre que puedan luego recurrir a esta alternativa.

“Creo que hay algo prometedor en el desarrollo de probióticos que podrían estar dirigidos a corregir algunos de los efectos de una dieta rica en sal, pero las personas no deberían pensar que podrán comer pueden comer comida basura y luego tomarse un probiótico”, ha señalado el director del Centro de Microbioma Informática y Terapéutica del MIT, Eric Alm, autor de la investigación.

Los científicos saben desde hace tiempo que una dieta rica en sal puede provocar enfermedades cardiovasculares ya que, a medida que el sodio se acumula en el torrente sanguíneo, el organismo retiene más líquido para diluirlo, y el corazón y los vasos sanguíneos tienen que trabajar más para bombear el volumen extra de agua. Este proceso puede endurecer los vasos sanguíneos, con el consiguiente riesgo de hipertensión, infarto e ictus.

En un primer estudio los científicos alemanes, liderados por Dominik Muller, descubrieron que el sistema inmune está implicado en este proceso, comprobando que la sal aumenta la población de células inmunes Th-17, que estimulan la inflamación y pueden causar hipertensión. Asimismo, el exceso de sal en ratones puede derivar en el desarrollo de una enfermedad autoinmune similar a la esclerosis múltiple.

Mientras tanto, el laboratorio de Alm evaluó en humanos las interacciones de los microbios intestinales con poblaciones de diferentes tipos de células inmunes. De este modo, encontraron que el equilibrio entre las células proinflamatorias como las células Th-17 y las antiinflamatorias está influenciado por la composición de la microbiota intestinal.

Asimismo, los investigadores también descubrieron que los probióticos pueden inclinar este equilibrio a favor de las células antiinflamatorias.

En este nuevo trabajo, ambos equipos se unieron para determinar cómo una dieta rica en sal afectaría a la microbiota y ver si esos cambios podrían estar relacionados con los efectos perjudiciales para la salud de dicha dieta.

Durante dos semanas, los investigadores alimentaron a los ratones con una dieta en la que el cloruro de sodio (sal de mesa) representaba el 4% de lo que los animales comían, en comparación con el 0,5% para los ratones con una dieta normal. De este modo, descubrieron que esta dieta conducía a una disminución en la población de un tipo de bacteria llamada Lactobacillus murinus.

Estos ratones también tenían una mayor población de células Th-17 inflamatorias y su presión arterial subió. Cuando esto sucedió se les administró un probiótico que contenía esta bacteria y las poblaciones de Th-17 disminuyeron y la hipertensión se redujo.

Seguidamente iniciaron un estudio con 12 voluntarios humanos, en los que vieron que añadir 6.000 mg de cloruro sódico por día a la dieta de los sujetos, durante un período de dos semanas, también cambiaba la composición de las bacterias en el intestino.

Asimismo, las poblaciones Lactobacillus disminuyeron y la presión arterial de los sujetos aumentó junto con los niveles de células Th-17. Pero cuando se les administró un probiótico disponible comercialmente durante una semana, antes de seguir una dieta rica en sal, sus niveles de lactobacillus en el intestino y la presión sanguínea se mantuvieron normales.

No obstante, los autores admiten que todavía no está claro exactamente cómo las células Th-17 contribuyen al desarrollo de la presión arterial alta y otros efectos nocivos de una dieta alta en sal. “Estamos aprendiendo cómo el sistema inmunitario ejerce un gran control sobre el cuerpo, más allá de lo que generalmente consideramos como inmunidad”, ha explicado Alm.

Los investigadores esperan que sus hallazgos, junto con futuros estudios, ayuden a arrojar más luz sobre el mecanismo por el que una dieta alta en sal influye en la enfermedad. “Si logramos descubrir los detalles moleculares completos de lo que está sucediendo, será más probable que las personas sigan una dieta saludable”, concluyen.

#La #fibra dietética ayuda a los #intestinos a mantenerse sanos (Science)

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Existe una compleja interacción entre la microbiota intestinal y la fibra dietética.

Existe una compleja interacción entre la microbiota intestinal y la fibra dietética.

Investigadores de UC Davis Health (Estados Unidos) han descubierto cómo los subproductos de fibra dietética digeridos por los microbios intestinales ayudan a las células intestinales a mantener la salud intestinal.

El trabajo, publicado en la revista “Science”, identifica un objetivo terapéutico potencial para el reequilibrio de la microbiota intestinal y se suma a la creciente evidencia sobre la compleja interacción entre la microbiota intestinal y la fibra dietética.

Los microbios intestinos residentes metabolizan la fibra dietética indigestible para producir ácidos grasos de cadena corta, los cuales señalan a las células que recubren el intestino grueso para maximizar el consumo de oxígeno, limitando así la cantidad de oxígeno que se difunde en el lumen del intestino, el espacio abierto dentro del intestino que entra en contacto directo con alimentos digeridos.

En concreto, los investigadores han identificado que el receptor del proliferador de peroxisoma receptor (PPARg) es el regulador responsable de mantener este ciclo de protección.