Omega-3

#Existe algum papel da #nutrição e dos #suplementos nas #doenças de superfície ocular?

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cápsulas de ômega 3 para nutrição e boa relação com superfície ocular

A superfície ocular consiste em vários componentes que são estruturalmente e funcionalmente interligados por epitélio contínuo e os sistemas nervoso, endócrino, imune e vascular. Inclui a córnea, conjuntiva, glândulas de meibomius, glândulas lacrimais, ducto nasolacrimal e pálpebras. Todos esses componentes agem para manter o status refrativo e a superfície saudável, protegendo as estruturas oculares dos patógenos, mesmo em contato direto com o meio externo.

Dessa forma, as glândulas lacrimais secretam a porção aquosa da lágrima, o epitélio conjuntival e corneano secretam a mucina, as glândulas de meibomius secretam a camada lipídica que evita a evaporação do filme. Fatores que perturbem essa homeostase podem romper a estabilidade do filme lacrimal, levando a dano tecidual por mecanismos inflamatórios, mecânicos e osmóticos.

 

Nutrição e superfície ocular

A síndrome do olho seco é uma doença multifatorial que cursa com instabilidade do filme lacrimal, inflamação da superfície, hiperosmolaridade da lágrima e dano epitelial. Afeta 5-30% dos indivíduos acima dos 50 anos, tendo uma maior incidência em idosos, mulheres pós menopausa, usuários de lentes de contato e pacientes com condições autoimunes. Os sintomas da disfunção lacrimal como embaçamento visual, fotofobia, ardência, prurido, podem impactar negativamente na qualidade de vida dos pacientes.

A superfície ocular é constantemente exposta aos raios solares, um fator causal conhecido do estresse oxidativo. Em condições normais enzimas antioxidantes eliminam espécies reativas de oxigênio. Vários fatores podem perturbar esse balanço. Citocinas inflamatórias (como as interleucinas e o TNF alfa) que aumentam em doenças da superfície podem aumentar a expressão de espécies reativas a nitrogênio. Além disso o estresse oxidativo tem papel importante na síndrome de Sjogren por exemplo, o que leva a dano da membrana celular do epitélio da superfície ocular. A idade também está associada ao estresse oxidativo aumentado. A síndrome do olho seco tem grande associação com o estresse oxidativo, demostrado pelo aumento da expressão de produtos oxidativos e a diminuição de agentes antioxidantes nesses pacientes.

 

Nos últimos anos novas terapias com o objetivo de diminuir a inflamação e o estresse oxidativo começaram a ser investigadas. Além disso algumas evidências que suportam o papel de micronutrientes e nutracêuticos no tratamento das doenças de superfície ocular surgiram. Uma revisão publicada na Nutrients em março de 2020 analisou os efeitos do Omega 3, vitamina A, B12, C e D, selênio, curcumina e flavonoides na superfície ocular. Dentre esses, a suplementação com ômega 3 possui evidências robustas de atuação na disfunção lacrimal.

Ômega 3

  • Componente fundamental das membranas celulares, precursor da síntese de substâncias biologicamente ativas, tem propriedades anti-hipertensivas, anticoagulantes e anti-inflamatórias, regula metabolismo lipídico, tolerância a glicose e funções do sistema nervoso central, demonstrando efeito protetor em doenças cardíacas, câncer e doenças neurodegenerativas;
  • Inclui ácido alfalinoleico (ALA), ácido eicosapentaenoico (EPA), ácido docosapentaenoico (DPA) e ácido docosa-hexaenoiso (DHA), sendo o primeiro de cadeia curta;
  • O ALA é vegetal e os outros são obtidos no óleo de peixe;
  • A atividade biológica dos ácidos graxos poli-insaturados depende da razão ômega 6/ômega 3. O ideal seria uma razão 4:1. Dietas ocidentais estão associadas a consumo exagerado de ômega 6, gerando uma razão de 15:1;
  • O efeito neuroprotetor do omega 3 é de interesse para os oftalmologistas já que os nervos corneanos são essenciais para a produção lacrimal, reflexo do piscar e produção de neuromoduladores tróficos que mantem o metabolismo dos tecidos da superfície. Existem evidências de anormalidades neurossensoriais na síndrome do olho seco. O DHA potencializa o efeito do fator de crescimento neural estimulando a regeneração neural e a proteção epitelial em modelos em ratos com neuropatia corneana. Além disso em estudos clínicos fase 3 a suplementação de ômega 3 demonstrou aumento do comprimento e densidade das fibras dos nervos corneanos;
  • A suplementação pode ter resultados diferentes dependendo do tipo de olho seco. Em pacientes com disfunção de glândulas de meibomius, a eficácia depende não só da atividade anti-inflamatória mas também do efeito na composição lipídica. O ômega 3 pode ter influência no aumento da secreção e da fluidez da mesma.

Diversos artigos já demonstraram a utilidade do ômega 3 na disfunção lacrimal. Um estudo duplo cego multicêntrico (DREAM) reportou desfechos similares nos sinais e sintomas de pacientes recebendo doses diárias de ômega 3 ou azeite de oliva (grupo placebo). O desenho desse estudo, permitindo que os pacientes mantivessem suas terapias, com o grupo recebendo azeite sendo usado como grupo placebo, pode ter diminuído a diferença estatística dos dois grupos.

É importante lembrar que existe diferença significativa nos estudos de acordo com a dose e a fonte utilizada de ômega 3, o que poderia modificar a sua eficácia. A utilidade terapêutica da suplementação de ômega 3 foi confirmada recentemente por duas metanálises de estudos controlados randomizados que concluíram que o mesmo é efetivo na melhora de sinais e sintomas de olho seco. O uso de colírios contendo ácidos graxos poli-insaturados está em investigação. A administração tópica de ácido linoleico mostrou aumentar a estabilidade e o espalhamento da camada lipídica no filme lacrimal.

Autora:

Juliana Rosa

Pós graduação Lato Sensu em Córnea pela UNIFESP ⦁ Especialização em lentes de contato e refração pela UNIFESP ⦁ Residência médica em Oftalmologia pela UERJ ⦁ Graduação em Medicina pela UFRJ ⦁ Contato: julianarosaoftalmologia@gmail.com

Referências bibliográficas:

  • Pellegrini M, et al. The Role of Nutrition and Nutritional Supplements in Ocular Surface Diseases. Review. Nutrients. 30 March 2020

#Ômega 3 é tão eficaz quanto medicamentos para #crianças com TDAH e baixos níveis de EPA

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Kate Kelland

Londres (Reuters) – Suplementos de óleo de peixe com ômega 3 podem aumentar a concentração em crianças com transtorno de déficit de atenção e/ou hiperatividade (TDAH) tanto quanto os tratamentos farmacológicos, mas apenas naquelas cujos níveis séricos de ômega 3 forem baixos, segundo os resultados de um ensaio clínico divulgado no dia 20 de novembro.

Pesquisadores de Grã-Bretanha e Taiwan fizeram um ensaio clínico controlado com placebo contendo 92 crianças e adolescentes e disseram que suas descobertas sugerem que a “medicina personalizada” deve ser adotada neste quadro e em outras doenças psiquiátricas.

“Os suplementos de ômega 3 só funcionaram para as crianças cujos níveis séricos de ácido eicosapentaenoico (EPA) eram baixos, como se a intervenção estivesse fazendo a reposição deste importante nutriente”, disse o Dr. Carmine Pariante, Ph.D., médico do Institute of Psychiatry, Psychology & Neuroscience na King’s College London, no Reino Unido, que foi um dos líderes do ensaio clínico.

O médico disse que o trabalho estabelece um precedente para outras intervenções nutricionais, e pode ser o início dos “benefícios da ‘psiquiatria personalizada’ para as crianças com TDAH”.

O TDAH é uma doença psiquiátrica comum que atinge cerca de 3% a 7% pessoas em todo o mundo. Os sinais e sintomas podem ser dificuldade de concentração e impulsividade, que causam problemas de aprendizado na escola, no trabalho e nas relações pessoais.

Neste estudo, publicado no periódico Translational Psychiatry, pesquisadores do King’s College London e da Faculdade de Medicina da China, em Taiwan, fizeram um ensaio clínico controlado e randomizado com 92 crianças e adolescentes entre 6 e 18 de idade com quadro de TDAH.

Os participantes receberam altas doses de ácido graxo ômega 3 EPA, ou placebo, durante 12 semanas.

Os resultados mostraram que as crianças com níveis séricos de EPA mais baixos tiveram melhora da atenção e da vigilância depois de tomar os suplementos de ômega 3.

Os tratamentos convencionais das crianças com TDAH são feitos com estimulantes, como o metilfenidato, que podem melhorar os níveis de concentração e foco.

A equipe do Dr. Carmine disse que, embora a quantidade de melhora da atenção e da vigilância com o metilfenidato seja em geral de 0,22 a 0,42, no ensaio clínico, o efeito observado foi maior em crianças com baixos níveis de EPA (de 0,89 e 0,83 para a atenção concentrada e a vigilância, respectivamente).

Mas, nas crianças com níveis normais de EPA, os suplementos de ômega 3 não trouxeram melhora, e entre os participantes com altos níveis de EPA os suplementos tiveram efeitos negativos na impulsividade.

Os pesquisadores advertiram que os responsáveis não devem dar suplementos de óleo de peixe para as crianças sem antes consultar um médico, e reforçaram que os níveis de ômega 3 podem ser dosados por meio de um exame de sangue.

https://bit.ly/34fqKTj

Translational Psychiatry on-line, 20 de novembro de 2019.

Reuters Health Information © 2019

 

 

#Does #omega-3 reduce #diabetes risk?

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Increasing omega-3 in the diet has little or no effect on prevention and treatment of type 2 diabetes mellitus (T2DM), according to a review of evidence published in the BMJ. The research even suggests that high doses of long-chain omega-3 fats may have negative effects on diabetes risk and glucose metabolism.

Researchers analysed data from randomised controlled trials assessing the effects of increasing α-linolenic acid, long-chain omega-3, omega-6 or total polyunsaturated fatty acids (PUFA) on diabetes outcomes. A total of 83 trials involving 121,070 people with and without diabetes were included.

The authors found long-chain omega-3 had little or no effect on the likelihood of diabetes diagnosis (relative risk [RR] 1.00; 95% CI 0.85-1.17) or measures of glucose metabolism. A suggestion of negative outcomes was observed when the dose of supplemental long-chain omega-3 was above 4.4 g/d.

They noted the effects of α-linolenic acid, omega-6 and total PUFA on the diagnosis of diabetes were unclear as the evidence was of very low quality. Meta-analysis suggested little or no effect of these fats on measures of glucose metabolism.

Where patients with or at risk of T2DM choose to take supplementary long-chain omega-3, doses below 4.4 g/d should be encouraged, they added.

#La #vitamina D y el #Omega-3 no reducen el #riesgo en ECV y en #cáncer

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El estudio ‘Vital’, presentado en la Reunión Anual de la AHA, no encuentra beneficios en la suplementación de vitamina D y omega-3 en cáncer y ECV.

Omega-3

En la Reunión Anual de la Asociación Americana del Corazón (AHA, en sus siglas en inglés), en Chicago, se ha presentado el estudio Vital, que ha analizado en una misma muestra, pero que se publica en sendos estudios en The New England Journal of Medicine, el efecto de los suplementos de vitamina D y de omega-3 en la prevención de cáncer y de enfermedad cardiovascular.

El estudio Vital, de tipo aleatorio controlado con placebo y con diseño factorial 2×2, contó con la participación de 25.871 personas, de las que el 51 por ciento eran mujeres -mayores de 55 años- y el resto, hombres -mayores de 50 años-; 5.106 participantes eran de raza negra.

Los participantes recibieron una dosis diaria de 2.000 IU de vitamina D (colecalciferol) y/o 1 gramo diario de omega-3 frente a placebo. En ambos trabajos el objetivo primario era el cáncer invasivo y los episodios cardiovasculares mayores.

 

Efecto de la vitamina D en cáncer y enfermedad cardiovascular

El ensayo de prevención primaria con vitamina D concluye que la suplementación no se asocia con una incidencia significativamente menor de cáncer invasivo o episodios cardiovasculares (IAM, ictus y muerte por causas cardiovasculares) en comparación con placebo. Además, tampoco se redujo la incidencia de mortalidad total por cáncer o en tumores de mama, próstata o colorrectal.

Esta cohorte ha comenzado ya un seguimiento postintervención de dos años para registrar los efectos de latencia y elevar el poder estadístico y de los objetivos.

Efecto del omega-3 en cáncer y enfermedad cardiovascular

En el grupo de omega-3, que tuvo también un seguimiento de 5,3 años, las conclusiones apuntan a que tampoco se observó una reducción significativa en la incidencia de los eventos cardiovasculares o de cáncer frente a placebo.

No obstante, el análisis de las patologías cardiovasculares incluidas en el primer objetivo sugiere que el riesgo de infarto era menor en el grupo de omega-3 frente a placebo y que no existían diferencias significativas en la incidencia de mortalidad por causas cardiovasculares o ictus.

Los análisis exploratorios que excluyeron los primeros dos años de seguimiento sugieren una incidencia mayor no significativa en cáncer del grupo de omega-3 pero no una mayor incidencia de la mortalidad por cáncer.

#Ômega-3 teria potencial de evitar a #ansiedade

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Estudo brasileiro sugere que o consumo da gordura vinda de peixes, linhaça e chia poderia afastar o problema

A nutricionista Lara Natacci, diretora clínica da Dietnet, em São Paulo, tem observado que, hoje, não faltam estudos científicos sobre o papel do ômega-3 contra a depressão. Afinal, trata-se de uma gordura com ação anti-inflamatória e protetora do sistema nervoso. Em paralelo, em sua prática clínica, a expert percebe que outro distúrbio mental tem afetado cada vez mais gente: a ansiedade.

“Muitas pessoas relatam que, por causa dela, comem demais”, conta. Juntando uma coisa e outra, ela resolveu investigar, em seu trabalho de doutorado, se o tal do ômega-3 teria alguma influência na ocorrência de transtornos ansiosos.

Para isso, ela analisou os hábitos alimentares de 12 268 adultos – registrados através de questionário alimentar. “Não incluímos, na pesquisa, pessoas que consumiam o nutriente por meio de suplementos”, avisa.

Com base nesses dados, ela conseguiu separar os indivíduos por níveis de ingestão de ômega-3. Foi aí que percebeu que os maiores consumidores da gordura apresentavam menor risco de sofrer de ansiedade em relação às pessoas com baixa ingestão.

De acordo com Lara, por causa do modelo do estudo, é cedo para cravar que o nutriente de fato evita que alguém desenvolva o transtorno. “Esse tipo de trabalho é similar a uma foto. A gente vê o que está acontecendo naquele momento”, diz. “Só que ele ainda não mostra uma relação de causa e efeito”, completa.

#Low levels of #omega-3 could be risk factor for #preterm birth

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Low plasma concentration of eicosapentaenoic acid and docosahexaenoic acid could be a strong risk factor for subsequent early preterm birth, suggests a new study published in EBioMedicine.

For the study, researchers examined data from the Danish National Birth Cohort and identified 376 early preterm cases (<34 gestational weeks) and 348 random controls. Plasma eicosapentaenoic acid plus docosahexaenoic acid (EPA+DHA% of total fatty acids), were measured twice in pregnancy. 

Women who were in the lowest quintile of EPA+DHA serum levels, with EPA+DHA levels of 1.6 per cent or less of total plasma fatty acids, had 10 times higher risk of early preterm birth when compared with women in the three highest quintiles, whose EPA+DHA levels were 1.8 per cent or higher. Women in the second lowest quintile had 2.86 times increased risk compared with women in the three highest quintiles.

“It will be important to replicate these findings in other populations, but the results of this study certainly suggest that assessment of plasma EPA+DHA status in women has the potential to be used in the future to help predict women’s risk,” said co-author Jeremy Furtado, senior research scientist at Harvard Chan School in the United States.

#Quelle supplémentation en #micronutriments des #femmes enceintes ?

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Même si l’ensemble des vitamines et des minéraux contribue au bon fonctionnement du corps humain, on sait maintenant que 4 micronutriments sont prioritaires pour la femme enceinte : l’acide folique, le fer, le calcium et la vitamine D. On les appelle micronutriments parce que le corps n’en utilise que de très faibles quantités. Ils jouent un rôle de premier plan au cours de toutes les étapes de la croissance de l’embryon et du foetus.



Les suppléments de vitamines et minéraux

La prise quotidienne d’un supplément prénatal de vitamines et de minéraux est conseillée aux femmes enceintes. Parfois, l’alimentation ne fournit pas suffisamment de certains éléments nutritifs dont le rôle est crucial durant la grossesse. La multivitamine aide à combler les manques qui pourraient se produire au cours des 9 mois de grossesse. Avoir une alimentation saine est toutefois primordial. La multivitamine est loin d’offrir autant de bienfaits que les aliments.

La multivitamine devrait contenir de 0,4 mg à 1 mg d’acide folique, ainsi que du fer (de 16 mg à 20 mg). Les quantités peuvent varier, selon les recommandations de votre médecin. On recommande aux femmes qui planifient de devenir enceintes de commencer à prendre de l’acide folique avant le début de leur grossesse.

La Société des obstétriciens et gynécologues du Canada souligne qu’il est possible qu’une femme enceinte doive prendre, en plus des multivitamines prénatales, des suppléments de calcium, de vitamine D ou de fer, selon son alimentation et son état de santé. Discutez-en avec votre médecin.

L’acide folique (vitamine B9)

Cette vitamine est importante, surtout en début de grossesse. De nos jours, les médecins recommandent même aux femmes qui prévoient une grossesse de prendre une multivitamine contenant de l’acide folique deux à trois mois avant de concevoir l’enfant. L’acide folique est particulièrement utile lorsque de nouveaux tissus doivent être formés. C’est pourquoi l’embryon en a besoin dès le premier jour. Il contribue entre autres à la formation des cellules du sang, du cerveau et du système nerveux.

Une carence en acide folique peut causer un retard de croissance, une malformation congénitale ou une anomalie du tube neural (par exemple, le spina-bifida). Les besoins quotidiens en acide folique de la femme enceinte varient de 0,4 mg à 1,0 mg par jour. Au Canada et aux États-Unis, de l’acide folique est ajouté à la farine blanche, à la semoule de maïs et aux pâtes alimentaires.

Les aliments qui en contiennent le plus

  • Les légumes vert foncé (épinards, asperges, choux de Bruxelles, brocolis, laitue romaine, etc.).
  • Les légumineuses (haricots rouges, haricots de soya, pois chiches et lentilles).
  • Les farines enrichies et les pâtes alimentaires (celles fabriquées au Canada ou aux États-Unis seulement; les pâtes faites en Italie ne sont pas enrichies.).
  • Les fruits orangés (oranges et jus d’orange, mandarines, cantaloup).

Le fer

La vitamine C
Pour bien absorber le fer des aliments, le corps a besoin de vitamine C. Les tomates, les poivrons, les brocolis et les oranges et autres agrumes sont de bonnes sources de vitamine C.

Le fer se retrouve dans les globules rouges du sang. Il permet notamment aux globules rouges de capter l’oxygène dans les poumons et de le transporter dans tout le corps, et au foetus par le placenta. Les femmes enceintes ont besoin de plus de fer, car leur volume de sang augmente. De plus, elles doivent en fournir à leur futur bébé. Les réserves en fer du bébé à la naissance durent pendant les 6 premiers mois de sa vie.

Une carence en fer peut causer de l’anémie. Elle peut provoquer de la fatigue et un essoufflement plus rapide à l’effort. La carence peut être détectée par un test sanguin. Les femmes végétariennes et celles qui ont des grossesses rapprochées ou multiples risquent davantage de manquer de fer.

Les aliments qui en contiennent le plus

  • Les viandes rouges (bœuf, veau, agneau, gibier)
  • La volaille (poulet, dinde)
  • Les poissons et les fruits de mer (ex. : palourdes en conserve, huîtres cuites).

Les aliments d’origine végétale (légumes, légumineuses, céréales à déjeuner enrichies et noix) contiennent aussi du fer, mais en plus petite quantité. Le corps l’absorbe aussi moins facilement que le fer d’origine animale.

Fer, nausées et vomissements
La Société des obstétriciens et gynécologues du Canada recommande aux femmes enceintes souffrant de nausées et vomissements de cesser de prendre leurs multivitamines prénatales si elles contiennent du fer, car cette substance augmente parfois les nausées. Ces multivitamines peuvent être remplacées sans danger par un supplément d’acide folique ou par des vitamines prénatales à faible teneur en fer. En effet, les besoins en fer de la femme enceinte n’augmentent généralement pas pendant le premier trimestre.

Le calcium

Le fœtus a besoin du calcium pour fabriquer son squelette. Il sert à construire les os et les dents. Si l’alimentation de la femme enceinte n’est pas suffisamment riche en calcium, le futur bébé le puisera directement dans les réserves de la mère. Le calcium aiderait aussi à maintenir une bonne tension artérielle durant la grossesse.

Les aliments qui en contiennent le plus

  • Les produits laitiers (laits, yogourts, fromages, etc.).
  • Boire chaque jour 2 tasses de lait ou d’une boisson de soya enrichie. Manger du tofu enrichi de calcium, du fromage, du yogourt enrichi, jus d’orange enrichi de calcium.
  • Les légumes verts (épinards, chou vert et chou chinois, cresson, fenouil, etc.), les légumineuses, comme les haricots blancs et doliques à œil noir, et certains fruits (orange, rhubarbe, figues et mûres, par exemple) en contiennent aussi mais en moins grande quantité.

La vitamine D

  • La vitamine D agit en tandem avec le calcium. Elle permet d’assimiler le calcium et de le fixer sur les os. Elle participe aussi à la croissance des cellules et au fonctionnement du système immunitaire. Des taux de vitamine D adéquats durant la grossesse procurent des bienfaits sur la femme enceinte et son enfant pour toute la vie. Bien que plusieurs aliments en contiennent ou en soient enrichis, c’est le soleil qui en est la principale source. C’est pourquoi les populations vivant dans les pays nordiques, comme le Canada, ont souvent un taux insuffisant de vitamine D durant les mois d’hiver. Il se peut donc que même si vous consommez des aliments qui contiennent de la vitamine « soleil », il vous soit recommandé de prendre des suppléments.

Les aliments qui en contiennent le plus

  • Plusieurs aliments sont enrichis de vitamine D : le lait de vache (0 % à 3,25 % MG), certaines boissons de soya, certains yogourts, la margarine, le lait de chèvre et certains jus d’orange enrichis de calcium. Le fromage n’est pas enrichi de vitamine D.
  • Le saumon, le thon rouge ou en conserve, les sardines en conserve et autres poissons.
  • Le foie de bœuf.
  • Le jaune d’œuf.

Et les oméga-3?

Les bienfaits des oméga-3 chez les femmes enceintes sont de mieux en mieux démontrés. Ces bons gras contribuent à la fois à la santé de la femme enceinte et à celle du fœtus. En effet, ils participent au développement du cerveau et des yeux du futur bébé. De plus, il a été montré qu’ils aident la mère à garder un bon moral tout au long de la grossesse et après la naissance. De façon générale, on dit que la population ne mange pas suffisamment de gras oméga-3. C’est pourquoi on recommande aux femmes enceintes de manger 1 ou 2 repas de poisson gras par semaine (au moins 150 g de poisson cuit au total).

Aucune étude n’a toutefois démontré que la prise de suppléments d’oméga-3 durant la grossesse avait des bienfaits sur la santé du fœtus ou de la mère. Prendre des suppléments d’oméga-3 durant la grossesse n’est cependant pas risqué.

Les aliments qui en contiennent le plus

  • Les poissons gras, comme le saumon, le maquereau, les sardines. Les poissons en conserve en renferment aussi.
  • D’autres aliments peuvent apporter des oméga-3, comme les noix de Grenoble, l’huile de canola et les graines de lin. Par contre, ces aliments d’origine végétale fournissent moins d’oméga-3 que les poissons gras, car ils sont moins bien assimilés par le corps.

 

Naitre et grandir.com

Révision scientifique : Stéphanie Côté, nutritionniste, Extenso
Recherche et rédaction : Équipe Naître et grandir
Mise à jour : Mars 2018

#Ómega-3 e #carotenóides previnem #declínio cognitivo?

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Pergunta clínica: poderá uma dieta rica em ácidos gordos ómega-3 e/ou carotenóides reduzir o declínio cognitivo em adultos com degenerescência macular relacionada com a idade?

Enquadramento: o estudo “Age Related Eye Disease Study” consistiu num ensaio clínico de cinco anos e demonstrou resultados positivos para a suplementação dietética com luteína e zeaxantina (carotenóides) em termos de redução da progressão para Degenerescência Macular Relacionada com a Idade (DMRI) avançada nos pacientes do estudo. De facto, esta suplementação demonstrou uma redução de 10% na progressão para DMRI avançada. Por outro lado, e baseando-se no facto de que alguns estudos sugeriam uma associação entre dietas ricas em ácidos gordos ómega-3 e menor taxa de progressão para Doença de Alzheimer, os investigadores convidaram os pacientes do ensaio a testar os efeitos da suplementação oral de ómega-3 e carotenóides, na função cognitiva.

Desenho do estudo: Ensaio clínico randomizado e duplamente cego, em 82 centros oftalmológicos americanos, envolvendo pacientes de alto risco para desenvolver DMRI desde Outubro de 2006 até Dezembro de 2012. Um subgrupo deste ensaio, elegível para estudo de avaliação cognitiva, foi dividido em 4 braços terapêuticos após consentimento informado: (1) suplementação diária com 1g de ácidos gordos ómega-3, (2) suplementação com carotenóides (10 mg luteína e 2 mg zeaxantina), (3) suplementação com ómega-3 e carotenóides ou (4) placebo. Além da avaliação oftalmológica anual, vários testes cognitivos foram aplicados com base em entrevista telefónica por profissionais treinados, no início do ensaio e a cada 2 anos do estudo. Considerou-se como outcome primário a alteração nos scores obtidos nos testes de função cognitiva comparativamente com os primeiros, realizados no início do ensaio. Os dados foram ajustados a possíveis factores de confundimento: idade, sexo, nível educacional, história de HTA ou depressão e comparados entre os grupos suplementados vs o não suplementado. Um total de 374 participantes do ensaio aceitou participar no subgrupo de avaliação da função cognitiva (89%). A média de idades foi de 72,7 anos, sendo 57,5% do sexo feminino

Resultados:. Após ajuste aos factores de confundimento, não se encontrou diferença estatisticamente significativa nos scores cognitivos entre nenhum braço terapêutico nem entre os grupos suplementados vs o não suplementado. Adicionalmente também não se encontrou diferença estatisticamente significativa nos efeitos adversos entre os diferentes grupos.

Comentário: são inúmeros os estudos existentes na área da suplementação dietética e declínio da função cognitiva. De facto, é tentador tentar encontrar uma solução “natural” para este flagelo das sociedades desenvolvidas, os défices cognitivos e as demências. Contudo, são escassas as intervenções que demonstram benefícios claros nesta área. Neste ensaio, a suplementação com carotenóides e ácidos gordos ómega-3 não revelou benefício.

Artigo original:JAMA

Por Ana Rita Magalhães, USF Topázio  

El consumo de #omega-3 puede mejorar la diversidad del #microbioma intestinal (Sci Rep)

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Una microbiota más diversa en el intestino se asocia a un menor riesgo de diabetes, obesidad y enfermedades intestinales.

Una microbiota más diversa en el intestino se asocia a un menor riesgo de diabetes, obesidad y enfermedades intestinales.

El consumo de omega-3, dentro de una dieta saludable caracterizada por la ingesta de fibra y probióticos, puede mejorar la diversidad de la microbioma intestinal, según ha puesto de manifiesto una investigación llevada a cabo por expertos de University of Nottingham y el King’s College London (Reino Unido).
Para alcanzar esta conclusión, publicada en “Scientific Reports”, los investigadores analizaron a 876 mujeres adultas y ancianas a las que solicitaron que consumieran ácidos grasos omega-3, presentes en el aceite de pescado, analizando posteriormente los niveles en sangre de estos ácidos.
De esta forma, los expertos observaron que aquellas que consumían más omega-3 tenían una microbiota más diversa en el intestino, lo que se asociaba a un menor riesgo de diabetes, obesidad y enfermedades intestinales como la de Crohn.
Nuestro estudio es el más grande hasta la fecha para examinar la relación entre los ácidos grasos omega-3 y la composición del microbiota intestinal. Esta cohorte de mujeres voluntarias se había utilizado previamente para investigar la contribución genética humana a la microbioma intestinal en relación con el aumento de peso y la enfermedad. Examinamos su ingesta de ácidos grasos omega-3 usando cuestionarios de frecuencia alimentaria y encontramos que estos datos, junto con sus niveles séricos de omega-3, estaban fuertemente asociados con la diversidad y el número de especies de bacterias sanas en el intestino”, ha comentado la investigadora Ana Valdés.
Además, los científicos observaron que los altos niveles de omega-3 en sangre estaban correlacionados con altos niveles de un compuesto llamado N-carbamilglutamato (NCG), el cual se ha demostrado en animales que reduce el estrés oxidativo en el intestino.

Efeito da Alimentação na Função Tireoideana

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Com forma bem parecida com a de uma borboleta, a glândula tireoide é localizada na parte anterior do pescoço, logo abaixo do Pomo de Adão. A tireoide secreta dois importantes hormônios, a tiroxina (T4) e a triiodotironina (T3), ambos com efeito de controlar o crescimento, o metabolismo e o desenvolvimento corporal, desempenhando funções na produção de proteínas estruturais, enzimas e outros hormônios, além de regular a função de importantes órgãos como o coração, o cérebro, o fígado e os rins. Contudo, o papel mais importante dos hormônios é a estimulação do metabolismo  das proteínas, dos lipídeos e dos carboidratos. Também elevam o consumo de oxigênio e a produção de calor, manifestada por uma elevação na taxa metabólica basal.

Dentre as alterações endócrinas mais comuns, destacam-se as desordens da glândula tireoide, em especial o hipotireoidismo. Quando a tireoide não funciona de maneira correta, pode liberar hormônios em quantidade insuficiente, causando o hipotireoidismo, ou em excesso, ocasionando o hipertireoidismo. Nessas duas situações, o volume da glândula pode aumentar, o que é conhecido como bócio.

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O hipotireoidismo, estado clínico resultante da deficiência de hormônios tireiodeanos, é responsável por várias alterações corporais, que podem induzir doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) como obesidade, dislipidemias e até mesmo algumas neoplasias.

Ressalta-se, no entanto, que a dieta é um dos fatores de risco para o surgimento e o agravamento do hipotireoidismo. Para que ocorra a síntese e a função adequada dos hormônios da tireoide (HTs), são requeridos muitos micronutrientes como iodo, selênio e zinco. Outras substâncias provenientes da ingestão de alimentos podem influenciar no funcionamento da tireoide, dentre as quais os glicosinolatos, o glúten, as isoflavonas e os flavonoides.

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Alimentos para prevenção do bócio:

·      Peixes marinhos, ricos em iodo e ômega 3: salmão do pacífico, arenque, sardinha e anchova;

·      Alimentos ricos em gorduras monoinsaturadas: azeite de oliva, abacate, castanhas, nozes, sementes de gergelim e abóbora;

·       Alimentos ricos em selênio: levedo de cerveja, castanha-do-pará, gérmen de trigo e grãos integrais;

·       Alimentos ricos em Zinco: carne vermelha, semente de gergelim, semente de abóbora, iogurte, espinafre.

 

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Um artigo publicado em 2016 no periódico Demetra: alimentação, nutrição & saúde pelas pesquisadoras Thais Regina Mezzomo e Juliana Nadal, teve como objetivo elaborar uma revisão de literatura sobre nutrientes e substâncias alimentares que podem impactar na função tireoidiana. Foi realizada revisão bibliográfica utilizando associação entre os descritores “hipotireoidismo”, “iodo”, “selênio”, “zinco”, “soja”, “glúten” e “flavonoides”, na base de dados Pubmed, em 2014. Abaixo, relacionamos alguns dos achados das pesquisadoras:

Iodo

O iodo é o elemento essencial para a síntese dos hormônios tireoideanos (HTs), além de ser essencial para o crescimento e desenvolvimento, particularmente do cérebro e do sistema nervoso central.  As pesquisadoras observaram que o iodeto participa da reação de organificação (ligação do iodo com a molécula da tireoglobulina) e posteriormente se acopla a resíduos de tirosil para formar os hormônios tireoidianos. Quantidades excessivas ou deficitárias de iodo contribuem para alterações tireoidianas, entre as quais o hipotireoidismo. O selênio e o zinco são cofatores para reações de deiodinação, as quais transformam a tiroxina (T4) em triiodotironina (T3) perifericamente. A deficiência desses minerais pode ser desenvolvida em dietas restritivas ou alimentação desequilibrada em qualquer fase da vida, colaborando com a diminuição da produção dos hormônios tireoidianos. Sua deficiência é um problema de saúde pública mundial, acometendo cerca de 800 milhões de pessoas apresentam hipotiroidismo

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 Produção dos hormônios tireoidianos. TRH: hormônio liberador de tireotropina; TSH: hormônio estimulante da tireoide; TPO: peroxidase da tireoide; T4: tiroxina; T3: triiodotironina.

Selênio

O selênio é um elemento-traço importante para os mecanismos antioxidantes, para o sistema imunológico, e ainda participa ativamente da homeostase da glândula tireoide. A deficiência de selênio tem sido um achado constante em doenças da glândula tireoide. Kandhro et al., observaram que a deficiência de selênio em indivíduos hipotireoideos pode desempenhar papel importante na severidade do hipotireoidismo associado com deficiência de iodo. A RDA atual de selênio para adultos é de 55 μg/dia. Gestantes e lactantes devem ter suas ingestões aumentadas para 60 e 70 μg/dia, respectivamente. Carnes e frutos do mar são ótimas fontes de selênio, bem como a castanha do Brasil. Contudo, a concentração de selênio nas castanhas varia de acordo com a capacidade de absorção da árvore e com a composição do solo. A concentração média de selênio em uma unidade média de castanha do Brasil é de 27,4μg; portanto, o consumo de duas unidades diárias é suficiente para abranger a RDA. O teor de selênio nas carnes e pescados varia entre 2,8 a 80,9 μg/100g de alimento, sendo os pescados (atum e sardinha, principalmente) os alimentos com maior quantidade deste mineral. O feijão preto e a farinha de trigo integral também apresentam quantidades importantes de selênio, sendo 11,9 μg/100g e 13,6 μg/100g, respectivamente.

Zinco

Há relatos, na literatura, de que a deficiência de zinco é uma causa de hipotireoidismo subclínico, pois esse mineral aumenta a atividade da ID II. Em estudos com animais, a deficiência de zinco resultou em diminuição de aproximadamente 30% nos níveis de T3 e T4 livres. Em seres humanos, a suplementação de zinco restabeleceu a função tireoidiana normal em pacientes com hipotireoidismo. A RDA de zinco é de 15mg/dia,21 podendo essa quantidade ser encontrada em carnes e pescados, com quantidades variando entre 4 e 7,7mg/100g de alimento e em castanhas e nozes, com concentrações de 2,1 a 4,7mg/100g de alimento.42 Segundo a POF 2008-2009, 19,9% das crianças e adolescentes e 29% dos adultos e idosos apresentam consumo inadequado desse nutriente.

Soja

Alguns estudo estudos mostram o potencial da soja para a saúde humana na prevenção de neoplasias, de doenças cardiovasculares, redução dos sintomas da menopausa, aumento da densidade mineral óssea e diminuição da resistência insulínica. Por outro lado, a soja tem gerado preocupação sobre a função da glândula tireoide. Pacientes com hipotireoidismo subclínico apresentam risco três vezes maior de desenvolver hipotireoidismo com suplementação de 16mg fitoestrógenos da soja ao dia. Em estudo realizado com mulheres na menopausa, 75mg de isoflavonas reduziram os níveis de T3 livre, bem como aliviaram os sintomas da menopausa. Há uma preocupação teórica com base em estudos in vitro e em animais, de que indivíduos com função tireoidiana comprometida e/ou cuja ingestão de iodo é marginal podem aumentar o risco de desenvolver hipotireoidismo com o consumo de soja. Assim, é importante que consumidores de alimentos a base de soja certifiquem-se de que sua ingestão de iodo seja adequada. Além disso, a soja pode bloquear a absorção de medicamentos para a tireoide.

Flavonoides

Flavonoides, tanto sintéticos quanto de ocorrência natural, possuem potencial para interferir no metabolismo dos HTs in vitro. Derivados de flavonoides sintéticos diminuem as concentrações séricas de T4 e inibem tanto a conversão de T4 para T3 quanto a depuração metabólica de T3r pelo selênio. Catequinas, flavonoides encontrados em abundância no chá verde, diminuem as atividades de TPO, da 5’D e dos níveis de T3 e T4, juntamente com elevação significativa de TSH. Ainda não está claro se efeitos semelhantes ocorrem in vivo, ou ainda, se ocorrer, se são restritos a flavonoides específicos e em quais dosagens. Uma vez isolado ou concentrado, os flavonoides são cada vez mais utilizados como intervenções terapêuticas, mas pesquisas adicionais sobre a influência potencial dessas substâncias no metabolismo de HTs são desejáveis. Cuidado deve ser tomado principalmente em indivíduos com deficiência nutricional de iodo, pois pode contribuir para o desenvolvimento de hipotireoidismo e bócio. Como exemplos de alimentos fonte, têm-se feijão, soja, milho, pinhão, brócolis e canola.

Brássicas

As brássicas, brócolis, couve-flor, couve-de-bruxelas, couve-manteiga, nabo, rabanete, repolho, além de alho e cebola são fontes de glicosinolatos. Quando esses alimentos são cortados crus, ocorre interação entre os glicosinolatos e a enzima mirosinase, que catalisa a formação do tiocianato, isotiocianato e nitrila. Estas substâncias ingeridas por meio da alimentação podem competir com o iodeto pela entrada nos folículos tireoidianos e comprometer a síntese dos hormônios, bem como a soja, que pode inibir a tireoperoxidase, enzima constituída de um grupo heme glicosilado ligado às proteínas da membrana apical das células foliculares da tireoide, responsável pela oxidação do iodeto e formação dos hormônios tireoidianos quando há deficiência de iodo.

Este estudo limitou-se a utilizar a base de dados Pubmed. Sugere-se que outras pesquisas sejam realizadas em outras bases de dados, bem como seja verificada a possível interferência de outros nutrientes ou substâncias alimentares na função tireoidiana

Referências

Efeito dos nutrientes e substâncias alimentares na função tireoidiana e no hipotireoidismo

http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/demetra/article/view/18304#.WIoeZRsrK00

10 Coisas que Você Precisa Saber sobre Tireoide

http://www.endocrino.org.br/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-tireoide/

O que são isotiocianatos, suas propriedades e onde encontrar na alimentação

O que são isotiocianatos, suas propriedades e onde encontrar na alimentação

Effects of selenium supplementation on iodine and thyroid hormone status in a selected population with goitre in Pakistan.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=Effects+of+selenium+supplementation+on+iodine+and+thyroid+hormone+status+in+a+selected+population+with+goitre+in+Pakistan.

Tireoide e nutrição. Goldfeder RT.  In: Silva SMC, Mura JDP. Tratado de alimentação, nutrição e dietoterapia. 2ª ed. São Paulo: Roca; 2010. p.1003-1012.

Peripheral metabolism of thyroid hormones: a review.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10956378

Soy extracts suppressed iodine uptake and stimulated the production of autoimmunogen in rat thyrocytes.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=Tran+L%2C+Hammuda+M%2C+Wood+C%2C+Xiao+CW.+Soy+extracts+suppressed+iodine+uptake+and+stimulated+the+production+of+autoimmunogen+in+rat+thyrocytes.+Exp.+Biol.+Med.+2013%3B+238(6)%3A623-30.

Serum selenium is low in newly diagnosed Graves’ disease: a population-based study.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=Serum+selenium+is+low+in+newly+diagnosed+Graves%E2%80%99+disease%3A+a+population-based+study.+Clin.+Endocrinol.+2013%3B+79(4)%3A584-90.

Iodine and thyroid function.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=Chung+HR.+Iodine+and+thyroid+function.+Ann.+Pediatr.+Endocrinol.+Metab.+2014%3B+19(1)%3A8-12.

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