sedentarismo

#Sedentarismo pode aumentar o #risco de morte por câncer?

Postado em Atualizado em

Pessoa pratica exercício para evitar uma situação de sedentarismo e evitar o risco de câncer

O sedentarismo está associado a doenças como o diabetes, doença cardiovascular, e a um aumento global de mortalidade. Sabe-se ainda pouco sobre como objetivamente o sedentarismo afeta a mortalidade por câncer (revisão publicada em 2015 sugere aumento do risco de morte por câncer em 13%) e eventualmente como a atividade física pode melhorar este desfecho. Entretanto, o câncer é uma das maiores causas de morte entre americanos e sabemos que até 50% desses cânceres são preveníveis a partir de hábitos de vida saudáveis.

 

Sedentarismo e risco de câncer

American Cancer Society recomenda pelo menos 150 minutos de atividade física de moderada a forte intensidade por semana, mas estima-se que apenas 25% dos americanos cumpram esta meta. Por aqui certamente não temos números melhores.

Pesquisadores do MD Anderson Cancer Center e de outros centros americanos resolveram reexaminar dados coletados de um estudo epidemiológico foi conduzido com cerca de 8.000 adultos de 45 anos ou mais, brancos ou pretos, incluídos entre 2003 e 2007 no Reasons for Geographic and Racial Differences in Stroke (REGARDS) Study, mas sem diagnóstico prévio ou em tratamento para qualquer tipo de câncer.

atividade física de intensidade leve (AFIL) como andar devagar, passear, o tempo sentado e a atividade física de intensidade moderada-vigorosa (AFIMV) foram aferidas com um acelerômetro (cinto usado na altura do quadril), usado por pelo menos 7 dias consecutivos se possível por cerca de 16 horas. Muitos dos participantes passavam em torno de 13 a 16 horas do dia numa cadeira ou praticamente inativos! Mas outros caminhavam, passeavam, ajudavam nas tarefas domésticas, faziam jardinagem, e outros, claro, faziam exercício! Os participantes foram divididos em 3 grupos conforme a intensidade da atividade (ou inatividade!).

 

Dos 8.000 participantes, 45% eram homens e a média de idade era de 69 anos. Num seguimento de cerca de pouco mais de 5 anos, a mortalidade por câncer foi de 3,3%. Quanto maior o tempo de sedentarismo maior o risco de morte. Ajustadas as variáveis estatísticas que poderiam confundir (o IMC médio era de 28 nos 2 grupos por exemplo consumo de álcool era semelhante, mas havia um pouco mais de fumantes e de cardiopatas no grupo que faleceu), a mortalidade foi 45% ou 55% maior nos indivíduos conforme a “intensidade” do sedentarismo. No grupo mais inativo o risco foi 80% maior! No entanto, “trocar” o sedentarismo por 30 minutos de AFIL já reduz o risco de morte em 8% e se for por AFIMV o risco cai 30%!

Nesta coorte de pacientes o sedentarismo medido pelo acelerômetro apareceu como um fator de risco de morte por câncer per se. Esses achados devem estimular uma mensagem de saúde pública para os adultos que “sentar menos” promove boa saúde e longevidade, e que “trocar o sedentarismo” por 30 minutos diários de AFIL ou AFIMV pode sim reduzir o risco de morte por câncer!

Limitações

Os autores ressaltam que o estudo tem uma série de limitações. Uma vez que não tiveram acesso a todos os detalhes sobre os tratamentos e características dos cânceres observados, e imagina-se que o sedentarismo tenha impacto negativo e o exercício tenha benefício em alguns tipos de câncer, mas obviamente não todos. O seguimento também foi curto e o acelerômetro usado não conseguiu distinguir a posição sentada vs em pé, o que pode ter superestimado o sedentarismo.

 

Conclusão

No final das contas, a mensagem principal é de que a atividade física, mesmo que de leve intensidade e por pouco tempo, já pode reduzir o risco de morte por câncer… e não estamos pedindo para correr uma maratona!

Leu este texto sentado? Então… levanta e anda! Está esperando o quê?

Autor(a):

Gilberto Amorim

Formado em 1992 na UFRJ • Residência Médica em Clínica Médica no HUCFF – UFRJ • Residência em Oncologia Clínica no INCA • Oncologista do INCA de 01/1998 até 04/2008 –Chefe do Serviço do HCIII de 11/1999 até 05/2001 e de 12/2003 até 12/2005 • Membro Titular da SBOC desde 1996 • Membro titular da “ASCO” desde 2001 e da “ESMO desde 2016 • Sócio Honorário da Sociedade Brasileira de Mastologia desde 2009 • Oncologista e Coordenador Nacional de Oncologia Mamária da “Oncologia D’Or”, desde 05/2011 • Membro voluntário do Comitê Científico da FEMAMA, do INSTITUTO ONCOGUIA e da Fundação Laço Rosa

Referências bibliográficas:

  • Gilchrist SC, Howard VJ, Akinyemiju T et al. Association of Sedentary Behavior With Cancer Mortality in Middle-aged and Older US Adults, JAMA Oncol. Published online June 18, 2020. doi:1001/jamaoncol.2020.2045

#Quais as principais #consequências metabólicas da pandemia por #Covid-19?

Postado em

homem sentado ao computador em casa durante pandemia de covid-19 terá consequências metabólicas

As consequências do novo coronavírus ao organismo podem variar desde um quadro leve ou assintomático até um completo “caos metabólico”, termo que ajuda a dimensionar o possível impacto da infecção em diversos órgãos e sistemas, comprometendo suas funções, o que pode levar até à morte. Porém, o legado da pandemia não vai se limitar às pessoas que adoeceram pela Covid-19.

De diversas maneiras, milhares de pessoas ao redor do mundo poderão ter suas vidas afetadas. Os indivíduos foram convidados a ficar em casa e evitar o contato com outras pessoas. Não há dúvidas de que essas medidas são cruciais para limitar a propagação do vírus, porém podem trazer grandes repercussões na rotina diária. Muitas pessoas também estão sofrendo com perdas pessoais, ou ainda interromperam o acompanhamento de doenças crônicas.

Sendo assim, a preservação da saúde entre aqueles não diagnosticados com a Covid-19 também é uma questão prioritária. O objetivo deste artigo é comentar como a pandemia, e não diretamente a infecção pelo novo coronavírus, pode afetar a saúde e a qualidade de vida da população, com possível impacto nas taxas de morbimortalidade em médio e longo prazo.

 

Pandemia de Covid-19 como gatilho no aparecimento ou piora de disfunções metabólicas

As mudanças nos hábitos de vida e no comportamento impostas pela pandemia levaram grande parte da população mundial a sofrer o impacto de uma série de fatores que, associados, se constituem em campo fértil para o ganho de peso e suas implicações metabólicas.

Ganho de peso

A obesidade também é uma pandemia que cresce rapidamente, com grandes consequências para a saúde pública. O acúmulo de gordura corporal, especialmente em território visceral, associado à redução da massa magra (obesidade sarcopênica), contribui para o agravamento da resistência à insulina e condições relacionadas.

Como consequência imediata do ganho de peso pode haver descontrole agudo de doenças crônicas como a hipertensão arterial e o diabetes, considerados fatores de risco para evolução mais grave da Covid-19, assim como acontece com a própria obesidade.

Já em longo prazo poderá haver incremento na incidência de doenças não transmissíveis (DNTs). Segundo o último relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), as DNTs foram responsáveis por 71% das mortes em todo o mundo.

As implicações do excesso de gordura corporal à saúde do indivíduo são inúmeras. A imagem abaixo, adaptada de artigo recentemente publicado na Endocrine Reviews, traz um resumo dos mecanismos que ligam o excesso de gordura corporal ao aumento do risco cardiovascular.

Reprodução de © Endocrine Society 2020, doi 10.1210/endrev/bnaa004 (licença CC 4.0)

Por outro lado, a perda de peso melhora muitos resultados cardiometabólicos. Além disso, pacientes obesos que perdem 11% a 16% do peso inicial se beneficiam com redução da inflamação sistêmica e subcutânea do tecido adiposo. Aplicando-se o conhecimento existente para outras doenças infecciosas pode-se extrapolar à Covid-19 que, mesmo não chegando ao peso normal, o risco diminui a níveis semelhantes.

Facilitação para o ganho de peso na pandemia pode estar relacionada a diversos fatores, como os relacionados a seguir. Muitos desses fatores têm ainda efeitos independentes do ganho de peso no aumento do risco de DNTs.

 

Sedentarismo

Embora de natureza diferente, o mundo convive com outra pandemia há vários anos – a pandemia da inatividade física (IF) e do comportamento sedentário(CS). O problema agora de agrava por que muitas oportunidades de atividade física foram suspensas, como a educação física escolar e programações esportivas diversas, além do fechamento de academias de ginástica e parques públicos. A infraestrutura para ser fisicamente ativo, que já não estava sendo utilizada pela maioria da população global antes da Covid-19, foi significativamente reduzida.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, aproximadamente 3,2 milhões de mortes por ano são atribuídas a esse comportamento prejudicial ao estilo de vida, e, infelizmente, todos os dados indicam que a pandemia do sedentarismo persistirá por muito tempo depois que nos recuperarmos da pandemia de Covid-19.

As Diretrizes de Atividade Física dos EUA de 2018 reconhecem que o aumento no movimento físico, mesmo que abaixo das metas recomendadas, traz benefícios significativos à saúde. Um estudo recente sugere que dar pelo menos de 4 mil passos por dia, em qualquer ritmo (o que pode ser feiro em casa), melhora significativamente a saúde em longo prazo. A população deve ser aconselhada a “sentar-se menos e mover-se mais”.

Disrupção da rotina

Uma das melhores formas de manter a motivação para as atividades referentes ao trabalho, estudos, exercícios físicos e até para seguir um padrão alimentar saudável é permanecer em uma rotina. Quando a rotina é quebrada torna-se necessário incrementar o planejamento para cada uma dessas áreas, e a falta de perspectiva e de controle sobre a situação atual pode tornar mais difícil a tarefa de estabelecer novos padrões de comportamento que auxiliem no processo de manutenção de um estilo de vida saudável.

Mudança nos padrões alimentares

A atual pandemia trouxe novos desafios para o indivíduo manter uma dieta saudável. Mudanças nos padrões alimentares durante a pandemia podem ser desencadeadas pelo medo e pela ansiedade que muitas pessoas em todo o mundo estão experimentando. Condições de estresse, angústia e distúrbios emocionais podem se associar a padrões alimentares não saudáveis ​​e à má qualidade da dieta. Distúrbios alimentares podem ser deflagrados, ou se agravar.

Há ainda uma tendência à perda da rotina dos horários e da qualidade do sono, que também interferem nos mecanismos de controle do apetite e da saciedade.

O consumo excessivo de alimentos industrializados, que já havia sido reconhecido como uma barreira ao enfrentamento da obesidade, tende a aumentar nesse tipo de situação. Além disso, em muitos locais há maior dificuldade de acesso a alimentos perecíveis, ricos em nutrientes essenciais e com menor teor calórico. Sem falar nos casos em que os indivíduos optam por estocar alimentos em casa em grandes quantidades, favorecendo o consumo de um volume maior de calorias.

Todos esses fatores contribuem com o ganho de peso e disfunções metabólicas consequentes.

Saúde mental

Estudos relatam que pacientes afetados pela Covid-19 (ou com suspeita da infecção) podem sofrer reações emocionais significativas, como medo, tédio, solidão, ansiedade, insônia ou raiva. Essas condições favorecem a evolução para distúrbios depressivos e ansiedade (incluindo ataques de pânico e estresse pós-traumático), além de surtos psicóticos ou paranoicos, com potencial de levar até ao suicídio.

Em situações de distanciamento e isolamento social o sofrimento psicológico tende a ser maior, o que também é intensificado pela incerteza sobre os riscos individuais ou pelo medo de infectar familiares e amigos, o que pode potencializar estados mentais disfóricos.

Sendo assim, mesmo indivíduos que não foram afetados diretamente pela infecção estão vulneráveis ao impacto da pandemia na saúde mental. O acúmulo de funções e a sobrecarga de preocupações geradas pelas mudanças no que se refere a trabalho, tarefas domésticas, alimentação, transporte, questões econômicas e da educação, por exemplo, podem ser fatores desencadeantes. Outro fenômeno muito presente atualmente é o que foi rotulado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como “infodemia” – termo que se refere à sobrecarga de informações, nem sempre verdadeiras ou úteis, capaz de aumentar especialmente o sofrimento por antecipação.

Sabe-se que pessoas com doenças psiquiátricas têm um risco aumentado de desenvolver SM em comparação com a população em geral.

 

Estresse

Embora sejam essenciais para a sobrevivência de um organismo, o aumento da secreção e os efeitos dos principais mediadores induzidos pelo estresse agudo também podem ter efeitos negativos. O estresse agudo pode levar a diferentes manifestações, como variações na pressão arterial, dor, sintomas gastrointestinais e distúrbios mentais, como ataques de pânico e psicose.

O estresse crônico causa um aumento da atividade basal do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA) assim como maior capacidade de resposta ao eixo HHA. Nesse caso, os efeitos prolongados das moléculas efetoras do sistema de estresse podem levar a distúrbios nos tecidos alvo, incluindo um amplo espectro de doenças inflamatórias, metabólicas e neuropsiquiátricas. Quanto ao sistema imunológico, o estresse tem ações complexas.

As consequências endócrinas do efeito aumentado dos glicocorticoides (GCs) incluem a inibição do eixo do hormônio do crescimento, do eixo tireoidiano e do eixo gonadal, contribuindo para a perda de massa muscular e massa óssea, além do acúmulo de gordura visceral. A subsequente obesidade visceral e perda de massa muscular estão associadas a alterações dos parâmetros clínicos que compõem a síndrome metabólica: dislipidemia, hipertensão arterial e diabetes mellitus tipo 2, que podem levar a doenças cardiovasculares.

Aumento no tempo de exposição a telas

As mudanças de comportamento durante a pandemia favorecem o ganho de peso em crianças e adolescentes, o que pode ter efeitos significativos na saúde, especialmente se as medidas de confinamento forem duradouras.

As evidências atuais sugerem que o maior tempo de exposição a telas (computador, televisão, tablets, etc) pode levar à obesidade em crianças e adolescentes através de diversos fatores, como: aumento do consumo alimentar durante a visualização; exposição ao marketing de alimentos e bebidas de alta caloria e baixo teor de nutrientes, o que influencia as preferências, solicitações de compra e hábitos de consumo das crianças; além da redução da duração do sono, e possível estímulo ao comportamento sedentário.

Um estudo observacional longitudinal realizado em Verona, Itália, avaliou uma amostra de 41 crianças e adolescentes com obesidade. Informações sobre estilo de vida foram coletadas na linha de base e três semanas após o bloqueio nacional durante o qual o confinamento em casa era obrigatório para a contenção da Covid-19. A análise dos dados mostrou que o tempo gasto em atividades esportivas diminuiu em 2,30 ± 4,60 horas/semana (p = 0,003), e o tempo de sono aumentou 0,65 ± 1,29 horas/dia (p = 0,003). O tempo de tela aumentou em 4,85 ± 2,40 horas / dia (p <0,001).

Distúrbios do sono

Distúrbios do sono vêm sendo reconhecidos como mais uma das consequências da pandemia Covid-19. As implicações podem ser graves. Além das consequências cognitivas – da incapacidade de se concentrar à irritabilidade geral – a insônia crônica está relacionada a uma série de problemas de saúde como diabetes, doenças cardiovasculares e hipertensão arterial.

A insônia aumenta ainda o risco de depressão e diminui a resposta ao tratamento da doença. Tanto a duração do sono mais curta quanto mais longa, bem como a insônia, estão associados ao ganho de peso e à obesidade central.

Interrupção do acompanhamento de doenças crônicas

Estudos realizados na China, Itália e outros países mostraram que pacientes com câncer e outras doenças crônicas como diabetes, obesidade e hipertensão arterial, por exemplo, têm uma chance maior de desenvolver doença grave e morte por Covid-19 do que indivíduos saudáveis. Mas também é importante lembrar que o bom controle dessas condições pode diminuir o risco. Para manter doenças crônicas compensadas é fundamental que o acompanhamento médico seja mantido.

 

O medo de contrair a infecção, ou mesmo problemas econômicos que podem dificultar o acesso ao atendimento médico, tem afastado grande parte desses doentes dos serviços de saúde. Porém, a necessidade de prevenção e tratamento de doenças crônicas não desaparece durante uma pandemia. Além disso, postergar os procedimentos clínicos e cirúrgicos pode resultar em atrasos no diagnóstico e tratamento, e, finalmente, à morte por doenças crônicas e evitáveis ​​pela falta de gerenciamento adequado. Atrasos prolongados também poderão sobrecarregar os sistemas de saúde quando os procedimentos eletivos (porém não opcionais) forem retomados.

É possível que a falha na prevenção e gerenciamento de condições médicas crônicas leve a outras crises de saúde pública que poderão persistir muito tempo após a contenção do Covid-19.

Fechamento das escolas

Ambientes escolares fornecem estrutura e rotina em torno das refeições, atividades físicas e horários de sono, os três principais determinantes do estilo de vida implicados no risco de obesidade.

Baseados em pesquisas anteriores os autores de um estudo realizado na Itália especulam que o excesso de peso ganho durante o bloqueio pode não ser facilmente reversível, contribuindo para o excesso de adiposidade durante a vida adulta.

Os dados corroboram com a ideia de que a pandemia de Covid-19 tem efeitos colaterais que se estendem além dos efeitos diretos da infecção viral. Crianças e adolescentes que lutam contra a obesidade são colocados em uma posição de isolamento que parece criar um ambiente desfavorável para manter comportamentos que contribuam com um estilo de vida saudável.

Deficiência de vitamina D

Enquanto o distanciamento social e o “ficar em casa” limitam prontamente a transmissão do novo coronavírus de pessoa a pessoa, pode favorecer o aumento na incidência da deficiência de vitamina D. As principais consequências recaem sobre a saúde musculoesquelética, com aumento do risco de fraturas caso a condição não seja detectada e tratada adequadamente.

É importante lembrar também que a suplementação diária ou semanal de vitamina D pode oferecer proteção contra infecções respiratórias agudas, porém apenas entre indivíduos que apresentam deficiência grave da vitamina (25(OH)D < 10ng/mL)21. No entanto, não há nenhuma comprovação científica de que a administração de vitamina D em altas doses, ou em situações em que não exista deficiência, possa trazer qualquer benefício contra a Covid-19.

Fatores de risco para a descompensação metabólica exacerbados pelas condições de hábitos de vida relacionadas à pandemia.

Conclusões

Além do impacto da própria doença (Covid-19) ao organismo, precisamos conhecer as consequências sociais, políticas, econômicas e culturais da pandemia. E nesse contexto, torna-se ainda essencial que tenhamos uma visão sistêmica da implicação da associação de múltiplos fatores na saúde da população, não só em curto, mas também em longo prazo.

Além de manter os cuidados necessários para a contenção da infecção pelo novo coronavírus, é urgente que medidas sejam tomadas para a prevenção e/ou melhor controle das enfermidades que mais matam em todo o mundo: as doenças não transmissíveis (DNTs).

As doenças cardiovasculares e o diabetes, por exemplo, têm agora seus principais fatores desencadeantes sendo exacerbados pelas mudanças impostas pela pandemia.

Autora:

Daniele Zaninelli

Graduada em Medicina pela UFPR (1998) ⦁ Especialização em Endocrinologia e Metabologia no HC/UFPR ⦁ Título de Especialista em Endocrinologia e Metabologia (2003) ⦁ Mestrado no Serviço de Endocrinologia e Metabologia pelo Departamento de Clínica Médica do HC/UFPR ⦁ Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia / Membro da Endocrine Society ⦁ Presidente da Associação SEMPR Amigos (SEMPR: Serviço de Endocrinologia e Metabologia do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná)

Referências bibliográficas:

  • The Obesity Society – Covid-19 & Obesity. Obesity.org
  • Malavazos AE et al. Targeting the Adipose Tissue in COVID‐19. Obesity. 2020 April. https://doi.org/10.1002/oby.22844.
  • Magkos F et al. Effects of moderate and subsequent progressive weight loss on metabolic function and adipose tissue biology in humans with obesity. Cell Metab. 2016 Apr 12; 23(4): 591–601. doi: 10.1016/j.cmet.2016.02.005
  • Dados obtidos no site da OPAS/OMS Brasil https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5638:10-principais-causas-de-morte-no-mundo&Itemid=0
  • Rundle AG et al. COVID‐19–Related School Closings and Risk of Weight Gain Among Children. Obesity. 2020 March. https://doi.org/10.1002/oby.22813
  • Carter SJ et al. Considerations for obesity, vitamin D, and physical activity amidst the COVID‐19 pandemic. 2020 april. https://doi.org/10.1002/oby.22838
  • Pietrobelli A et al. Effects of COVID-19 Lockdown on Lifestyle Behaviors in Children with Obesity Living in Verona, Italy: A Longitudinal Study.Obesity. 2020 April.
  • Hall G et al. A tale of two pandemics: How will COVID-19 and global trends in physical inactivity and sedentary behavior affect one another? Prog Cardiovasc Dis. 2020 April. doi: 10.1016/j.pcad.2020.04.005.
  • Saint-Maurice P.F. et al. Association of daily step count and step intensity with mortality among US adults. Jama. 2020;323(12):1151–1160.
  • Hobbs M et al. Sedentary behaviour and diet across the lifespan: an updated systematic review. Br J Sports Med. 2015;49:1179–88.
  • Moreira FP et al. Metabolic syndrome and psychiatric disorders: a population-based studyBrazilian Journal of Psychiatry. Braz. J. Psychiatry vol.41. 2019. https://doi.org/10.1590/1516-4446-2017-2328
  • Naja F & Rena Hamadeh. Nutrition amid the COVID-19 pandemic: a multi-level framework for action. European Journal of Clinical Nutrition. 2020 april.
  • Scully M et al. Association between commercial television exposure and fast-food consumption among adults. Public Health Nutr. 2009;12:105–10.
  • Blüher M. Metabolically Healthy Obesity. Endocrine Reviews, Volume 41, Issue 3, June 2020, bnaa004, https://doi.org/10.1210/endrev/bnaa004. g
  • Ornell et al. “Pandemic fear” and COVID-19: mental health burden and strategies. Braz. J. Psychiatry. 2020 April https://doi.org/10.1590/1516-4446-2020-0008
  • Site Nações Unidas: https://nacoesunidas.org/covid-19-a-ameaca-e-o-virus-nao-as-pessoas-diz-secretario-geral-da-onu/
  • Van der Valk ES et al. Stress and Obesity: Are There More Susceptible Individuals? Curr Obes Rep. 2018; 7(2): 193–203. doi: 10.1007/s13679-018-0306-y.
  • Robinson TN et al. Screen Media Exposure and Obesity in Children and Adolescents. Pediatrics. 2017 Nov; 140(Suppl 2): S97–S101. doi: 10.1542/peds.2016-1758K.
  • McHill AW et al. Role of sleep and circadian disruption on energy expenditure and in metabolic predisposition to human obesity and metabolic disease. Obes Rev. 2017 Feb;18 Suppl 1:15-24. doi: 10.1111/obr.12503.
  • Cai G-H et al. Insomnia symptoms and sleep duration and their combined effects in relation to associations with obesity and central obesity. Sleep Med. 2018 Jun;46:81-87. doi: 10.1016/j.sleep.2018.03.009.
  • Martineau AR et al. Vitamin D supplementation to prevent acute respiratory tract infections: systematic review and meta-analysis of individual participant data. BMJ 2017; 356 doi: https://doi.org/10.1136/bmj.i6583

#Tres enemigos exógenos que agreden la salud

Postado em

La población conoce qué hábitos de vida son más perjudiciales y, pese a todo, obesidad, sedentarismo y contaminación siguen creciendo.

Edulcorantes, aditivos y otros saborizantes gratifican al paladar más que los alimentos saludables e insípidos.

Hay factores de los que no se puede huir, como la predisposición genética, la herencia familiar o incluso la mala suerte. De otros sí, pero estos factores de riesgo modificables continúan de moda entre la población española y mundial, con el consiguiente perjuicio para la salud. Con el afán de educar a la población, la United European Gastroenterology (UEG) publicó en mayo el informe Nutrition and Chronic Digestive Diseases para pedir a los países europeos que frenen el aumento en la prevalencia e incidencia de obesidad y sobrepeso, así como su impacto en los sistemas de salud, y las morbilidades asociadas. Según el informe, una mala elección nutricional, incluyendo un alto consumo de ultraprocesados y de grasas trans, ha contribuido a elevar el riesgo de patologías digestivas crónicas, tumores digestivos, trastornos gastrointestinales y obesidad.

Según la última Encuesta Nacional de Salud (2017), la prevalencia de la obesidad llega al 17,54% y la del sobrepeso al 37%, mientras que en los niños la situación no mejora y, según el estudio Pasos, de la Fundación Gasol, el 14,2% presentan obesidad y el 20,7% sobrepeso. Iniciativas como la catalana para gravar con impuestos los refrescos se han visto frenadas este año por los tribunales.

Sin embargo, parece que no son las ciudades obesogénicas las únicas responsables del cambio. Un estudio en Nature que ha analizado las tendencias globales del IMC -con datos de 112 millones de personas de 200 países durante 30 años-, dirigido por el Imperial College de Londres y con participación del CiberESP, apuntaba en mayo que las tasas de obesidad han aumentado más rápidamente en zonas rurales que en ciudades.

El informe de la UEG señala a los ultraprocesados como responsables de más de la mitad de la ingesta calórica europea, mientras que un estudio español dirigido por Miguel A. Martínez-González, publicado en mayo en The British Medical Journal, con 20.000 voluntarios de la cohorte Seguimiento Universidad de Navarra (SUN), añade que más de cuatro porciones diarias se asocian con un 62% de aumento del riesgo de mortalidad por todas las causas.

Aire sucio

Junto a todo eso, en España se sigue fumando -causa 50.000 muertes prematuras cada año-, se duerme menos de lo debido, se dedica demasiado tiempo a las pantallas y el sedentarismo afecta por igual a mayores y pequeños. Por si no fuera suficiente, el aire que se respira también supone un riesgo: un análisis en European Heart Journal de marzo cifró en 2019 las muertes achacables en Europa a la contaminación en 800.000 almas. Una preocupación que ha llevado a la Sociedad Española de Pediatría Extrahospitalaria y Atención Primaria a advertir de que el efecto de la contaminación en niños “es mucho mayor que en adultos”.

Así la exposición a partículas finas PM 2,5 desde el embarazo y en los primeros años de vida se asocia con un menor desarrollo en las habilidades cognitivas fundamentales, según un estudio del IsGlobal, centro impulsado por La Caixa, en Environmental Health Perspectives. Otro estudio del mismo centro añadía este año que la exposición prenatal a la contaminación, incluso a niveles aceptados por la UE, se asocia con cambios en el cerebro infantil, concretamente en el cuerpo calloso. Además, los estudios epidemiológicos señalan que el 35% de los casos de Alzheimer podrían relacionarse con diabetes, HTA, obesidad, tabaquismo, sedentarismo, depresión, inactividad cognitiva, hipoacusia y aislamiento social.

#Sedentarismo: somente 15% dos #adolescentes se exercitam o suficiente

Postado em

parte inferior de criança com roupa de futebol em um campo, combatendo o sedentarismo

O primeiro estudo comparativo mundial sobre a prática de atividade física x sedentarismo entre as crianças e os adolescentes, lançado recentemente pela Organização Mundial da Saúde (OMS), traz dados preocupantes.

Oito em cada dez crianças e adolescentes de 11 a 17 anos não realizam atividade física suficiente. No Brasil, o índice é ainda maior: 84% dos adolescentes nessa faixa etária são menos ativos do que deveriam. A pesquisa mostra ainda que não ocorreu nenhuma melhora significativa nesses níveis nos últimos 15 anos.

Os dados são de 2016, com a análise de 1,6 milhões de jovens em 146 países. Para a entidade internacional, o ideal é que jovens nessa faixa etária pratiquem, no mínimo, 60 minutos de atividade física moderada cinco vezes por semana.

O documento destacou a diferença nos níveis de atividade física de meninas e meninos no país. Na opinião da analista da OMS, Leanne Riley, co-autora do estudo, é necessário estimular nas meninas o interesse pelas atividades físicas e também investir na criação de espaços onde elas se sintam seguras para praticar esportes.

Enquanto 78% dos meninos brasileiros praticam menos exercícios físicos do que o recomendável, o índice é de 89% entre as meninas. Apenas um em cada três países pesquisados registra diferença de mais de 10% entre os sexos.

 

Sedentarismo: diferença entre os gêneros

Em relação a 2001, foi registrada no país uma pequena melhora nos índices de atividade física nos meninos e uma queda entre as meninas. Naquele ano, 80% dos meninos faziam menos exercícios do que o recomendado; em 2016, eram 78%. Entre as meninas o índice subiu de 89,1% que não seguem as recomendações em 2001 para 89,4% em 2016.

Mais de 70% dos países analisados registraram uma elevação na diferença entre meninos e meninas na comparação entre 2001 e 2016. No Brasil, a diferença foi de 9 para 11%.

“Esse estudo é interessante porque mostra muitas coisas que já vemos na prática. As crianças e os jovens, de um modo geral, estão fazendo cada vez menos atividades físicas. Há várias diretrizes médicas que recomendam que crianças de 5 a 10 anos devam praticar de 30 a 60 minutos de atividade física por dia, ou seja, brincar, correr ou andar de bicicleta”, diz o fisiatra Marcus Yu Bin Pai, especialista em dor e acupuntura, e colunista da PebMed.

O médico complementa citando um estudo americano, publicado em 2010, em que foi mostrado que 75% dessas crianças não estão praticando atividades físicas suficientes em sua rotina diária.

“A falta de exercícios é um problema não somente a curto, mas a longo prazo, pensando em aspectos cardiológicos, neurológicos, prevenção de doenças e melhora da qualidade de vida. É preciso envolver a família inteira pelo gosto da prática de esportes para motivar a criança, como levá-la ao parque para brincar, correr, ao clube para nadar”, ressalta Marcus Yu Bin Pai.

 

A importância do estímulo da prática esportiva em casa e na escola

Para a ortopedista Alessandra Masi, especialista em cirurgia de joelho e em longevidade saudável da Clínica Equilibrium Body & Mind, na competição atual entre vídeo game versus bola, por exemplo, o primeiro acaba ganhando.

“Atualmente, é muito mais atrativo para a criança e o adolescente querer ficar em frente de uma tela, seja de um computador ou televisão. Os pais devem “policiar” o tempo que os filhos ficam na frente das telas, pois isso vai repercutir em danos para a saúde física e mental em médio e longo prazo”, afirma a ortopedista.

Na opinião de Alessandra Masi, os pais devem desenvolver bons hábitos para essa criança pensando já na vida adulta, como o desenvolvimento corporal, a resistência óssea, maior flexibilidade de movimentos, além do ganho para a atividade mental, com a produção de endorfina, e o desenvolvimento cognitivo.

 

Já nas escolas, os professores de Educação Física não devem separar meninas e meninos nas atividades, pelo menos, no início. Para a especialista, é necessário saber integrar todos em equipes mistas com atividades coletivas para ajudar na integração das meninas.

“Penso também que a grade curricular das escolas não leva em consideração a importância da atividade física. Acho que para tornar mais atrativo o momento da aula de educação física deveria ter uma rotatividade maior entre os tipos de atividades. Outra boa iniciativa seria estimular mais a competitividade, como a realização de gincanas e campeonatos entre as escolas para envolver mais as crianças e os adolescentes, independente do gênero”, ressalta a ortopedista Alessandra Masi.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

 

Referência bibliográfica:

#Los costes del #sedentarismo

Postado em

Los datos del informe elaborado por la OMS y publicado lo la revista “ The Lancet “ en septiembre del año pasado muestran que un 25% de la población mundial no cumple con las recomendaciones mínimas de actividad física semanal. Estas recomendaciones, para adultos de entre 18 y 64 años, consisten en la realización de al menos 150 minutos de actividad aeróbica moderada, o 75 minutos de actividad de intensidad vigorosa a la semana. Si se quieren obtener mayores beneficios en la salud habría que aumentar hasta 300 minutos de actividad aeróbica moderada o 150 minutos de actividad intensa vigorosa a la semana.
Está demostrado científicamente que un comportamiento sedentario puede desarrollar más de 35 enfermedades o trastornos crónicos y por eso la OMS, dentro de los nueve objetivos voluntarios sobre enfermedades no transmisibles para 2025, se marcó en 2013 el aumento de la prevalencia de actividad física en un 10%.
Actualmente, las enfermedades derivadas de la falta de actividad física y de un comportamiento sedentario son la cuarta causa de muerte a nivel mundial, estimándose que la cardiovascular se convertirá en 2030 en la primera causa de muerte a nivel mundial y multiplicará por dos los costes sanitarios de la atención a estos pacientes.
El sedentarismo, mientras que una persona es joven, va generando exceso de grasa visceral, descenso de la masa muscular y de la densidad mineral ósea. Cuando este comportamiento se mantiene a largo plazo para produce la aparición temprana de enfermedades crónicas como obesidad, hipertensión, enfermedad cardiovascular, osteoporosis y algunos tipos de cáncer. Gracias a numerosas investigaciones a nivel mundial que se han hecho sobre esto se ha demostrado que una vida activa podría prevenir el 30% de las cardiopatías isquémicas, el 25% del cáncer de colon y mamá, el 27% de la diabetes y casi la totalidad de la obesidad.
Como se puede deducir, esta pandemia afecta sensiblemente a los presupuestos y gastos sanitarios siendo en el futuro insostenibles por ningún estado o entidad privada. Existen numerosos estudios que cuantifican el coste en el tratamiento de enfermedades no infecciosas y los trastornos derivados de este comportamiento sedentario. Entre estos estudios destaca, el artículo publicado en “The Lancet “ en 2016 que estimó que el coste total que supuso la inactividad física en 2013 en el mundo llegó a los 61.700 millones de dólares.
En nuestro país se calor calcula que el 13,4% del total de las muertes (52.000/año), son consecuencia de la inactividad física, representando un gasto directo de más de 1.367 millones de euros anuales. Sí además tenemos en cuenta los gastos indirectos, está cifra podría aumentar a los 1.560 millones de euros. El presupuesto para Sanidad en 2018 en España fue de 65.282 millones de euros y por tanto, estaríamos hablando de que aproximadamente un 2,4% del mismo estaría impactado por este comportamiento sedentario.
Como contrapunto a lo dicho anteriormente, si fuéramos capaces de cumplir con el objetivo voluntario de la OMS para 2025 reduciendo un 10 % los niveles de inactividad física, se estima que el ahorro en el gasto sanitario en España sería de 156 millones de euros anuales. Para poder hacerlo en nuestro país es necesario reducir la cifra del 46% de la población que no hace ningún tipo de actividad física. Existe una responsabilidad individual y colectiva que debe invertir esta tendencia. Según un artículo publicado en la revista “JAMA” en 1999, por cada día activo a la semana se reduce un 5% el gasto sanitario individual. Esto podría suponer que si realizamos cinco días de actividad física a la semana reduciríamos un 25% el gasto sanitario individual si lo comparamos con una persona totalmente inactiva.
La tendencia actual NOS indica que el coste que supone la inactividad física en los sistemas nacionales de salud compromete su sostenibilidad. Es necesario que los gobiernos entiendan que todas las políticas que se fomenten para reducir la inactividad física son una inversión y no un gasto y que se debe involucrar en ellas la Educación, el Deporte, la Salud y el ocio.
Por otro lado, a nivel individual como personas y como ciudadanos tenemos la responsabilidad de cuidar de nuestra salud que claramente impacta en la calidad y esperanza de vida. Es necesario trabajar en equipo para conseguir países, sociedades e individuos más activos y ,por lo tanto, más sanos.
FRANCISCO LÓPEZ VARAS. Decano de la Facultad de Ciencias de la Actividad Física, Deporte y Fisioterapia. Universidad Europea.

#Reducir el #sedentarismo en embarazadas con #obesidad disminuye la #adiposidad neonatal

Postado em

Las recomendaciones de estilo de vida saludable para gestantes con obesidad deberían incluir el consejo de reducir al máximo el tiempo que pasan sentadas, según un estudio europeo dirigido por el Instituto de Investigación Biomédica Sant Pau (IIB Sant Pau).

A shot of Pregnant Woman Holding Ultrasound Scan

 

Más de una tercera parte de los niños tienen obesidad o sobrepeso en España. La prevención de estos problemas debería comenzar desde la gestación o incluso antes, dado que los hijos de las mujeres con obesidad suelen tener mayor adiposidad y mayor riesgo de desarrollar obesidad en la infancia y la adolescencia.

El estudio DALI (Vitamin D and Lifestyle Intervention for Gestational Diabetes Prevention), financiado por el Programa FP7, y liderado por Rosa Corcoy, investigadora del Ciber de Bioingeniería, Biomateriales y Nanomedicina (Ciber-BBN) y directora de la Unidad de Diabetes del Hospital Sant Pau, en Barcelona, ha abordado en dos ensayos clínicos en 9 países europeos diferentes estrategias de prevención de la diabetes gestacional. Sus resultados se publican en Diabetología.

En uno de estos ensayos sobre modificación del estilo de vida, las embarazadas con obesidad participantes se incorporaron a un programa para mejorar la actividad física, la alimentación saludable o ambas. Los resultados del grupo se compararon con un grupo control.

Más tiempo sentadas, menos obesidad

Según Corcoy, “al medir la grasa subcutánea (pliegue cutáneo) de los bebés de las mujeres que participaron en el estudio unas horas después del nacimiento vimos que las participantes que recibieron asesoramiento tanto en actividad física como en alimentación saludable consiguieron ganar menos peso, aumentar su actividad física, mejorar sus hábitos alimentarios y también reducir el tiempo que pasaban sentadas. Pero lo más importante es que sus bebés tenían menos grasa al nacer que los bebés de las mujeres que no participaron en la intervención”.

 

Tras el ensayo, se hizo un análisis más detallado de qué aspecto del estilo de vida estaba relacionado con la reducción de la adiposidad de los bebés y no se encontró ninguna relación con el aumento de actividad física o menor aumento de peso, sino con la reducción del tiempo que las madres pasaban sentadas. “Gracias a este estudio pudimos demostrar que las mujeres obesas pueden reducir la grasa de sus bebés cambiando su estilo de vida durante el embarazo”.

Los expertos apuntan a que las recomendaciones de estilo de vida saludable para gestantes obesas deberían incluir la importancia que tiene reducir el tiempo que pasan sentadas. “Este podría ser unmensaje más sencillo adoptar que el aumento de la actividad física”.

#27 minutos de #actividad física moderan la fragilidad por #sedentarismo

Postado em

Un estudio del Ciberfes, que se publica en ‘American Medical Directors Association’, establece que a partir de 27 minutos al día de actividad física se empieza a contrarrestar el efecto del sedentarismo en el desarrollo de fragilidad en pacientes mayores.

Investigadores participantes en el estudio de los grupos del Ciberfes liderados por Ignacio Ara y Francisco José García, en la Universidad de Castilla-La Mancha y el Hospital Virgen del Valle de Toledo.

Practicar 27 minutos al día de actividad física moderada-vigorosa puede actuar como un modulador para contrarrestar el efecto dañino del sedentarismo en el desarrollo de fragilidad. Esta es la principal conclusión de un estudio desarrollado por investigadores del Ciber de Fragilidad y Envejecimiento Saludable (Ciberfes) en la Universidad de Castilla-La Mancha y el Hospital Virgen del Valle de Toledo y publicado en la revista Journal of the American Medical Directors Association.

El trabajo ha sido coordinado por Ignacio Ara, jefe del grupo Genud Toledo de la Universidad de Castilla-La Mancha y Francisco José García co-director del Estudio Toledo Envejecimiento Saludable (ETES) del Complejo Hospitalario de Toledo (Sescam), ambos grupos pertenecientes al Ciberfes.

Esta investigación se centró en determinar en qué medida la asociación entre el tiempo sedentario y la fragilidadpuede ser modulada por una actividad física moderada-vigorosa en las personas mayores. Para ello, los investigadores analizaron datos de 749 participantes, en los que el tiempo sedentario y la actividad física moderada a vigorosa se midieron con acelerómetros, y la fragilidad se midió objetivamente utilizando la Escala de Rasgos de Fragilidad, que incluye en su evaluación 7 dimensiones de fragilidad: balance energético y nutrición, actividad física, sistema nervioso, sistema vascular, fuerza, resistencia al esfuerzo y velocidad de la marcha.

Efecto del sedentarismo y la actividad física en la fragilidad

Los resultados informaron de un efecto significativo del tiempo sedentario sobre el desarrollo de fragilidad. No obstante, también se detectó que la actividad física moderada-vigorosa modula esta relación, contrarrestando los efectos negativos del sedentarismo sobre el desarrollo del rasgo de fragilidad.

 

Diversos análisis estadísticos determinaron que el punto de actividad física moderada-vigorosa estimada para conseguir este efecto fue de 27,25 minutos/día, a partir del cual el tiempo sedentario no tendría un efecto significativo sobre la fragilidad. “La actividad física moderada-vigorosa es un modulador en la relación entre el tiempo sedentario y la fragilidad en los adultos mayores, compensando los efectos perjudiciales del comportamiento sedentario con 27 minutos/día de este tipo de actividad”, ha explicado Ara.

“Tanto el movimiento (de forma positiva) como el sedentarismo (de forma negativa) influyen de modo importante en la incidencia de sufrir el síndrome de fragilidad en personas mayores”, han señalado los investigadores. En este sentido, recomiendan fomentar la participación en actividades físicas de intensidad moderada y/o vigorosa. Y recuerdan que reducir el comportamiento sedentario también puede ser beneficioso, particularmente entre adultos mayores inactivos.

#Sedentarismo: um problema que mata 5 milhões de pessõas por ano

Postado em

1

Com certeza não é a primeira vez que você se depara com o termo sedentarismo. Considerado um dos maiores males do século XXI, ele aparece com frequência em matérias de saúde e, embora não seja em si uma doença, está associado a diversas patologias graves. Mas, afinal, o que caracteriza o sedentarismo?

“O sedentarismo é definido com a falta ou diminuição da atividade física, provocando uma queda do gasto energético diário do indivíduo”, explica Chiara Brandão, cardiologista especializada em medicina do exercício e do esporte. Em números, ela esclarece que, em maior ou menor grau, pode ser considerada sedentária qualquer pessoa que não realize exercícios físicos aeróbicos vigorosos três vezes por semana, ou exercícios moderados cinco vezes por semana. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 150 minutos de atividades físicas por semana seriam o suficiente para tirar uma pessoa do sedentarismo e da zona de risco das doenças associadas a ele.

Parece muita coisa? Isso ocorre porque, ao longo do processo evolutivo, nosso corpo se desenvolveu para realizar bastante movimento, pois era isso que garantia nossa sobrevivência. Não é mais o caso hoje em dia, com cada vez mais trabalhos que exigem que passemos ao menos oito horas sentados, e facilidades que colocam tudo em nossas mãos. Como resultado, nosso organismo, feito para se movimentar, sofre – e muito! – ao ficar parado na maior parte do tempo.

 

Os perigos do sedentarismo

 

2

Quando associamos o sedentarismo ao gasto energético, logo vem à cabeça o excesso de peso. Mas, embora o sedentarismo seja sim um fator que contribui para a obesidade, a ausência ou insuficiência de atividades físicas vai muito além do peso, afetando do sistema neurológico às articulações e, inclusive, pessoas dentro do índice de massa corpóreo recomendado pela OMS. Abaixo, você confere os principais riscos associados à condição:

  • Doenças cardiovasculares: um estudo inglês recente realizado pela Universidade de Cambridge verificou que o sedentarismo mata duas vezes mais que a obesidade no diz respeito às complicações cardiovasculares como infarto, AVC, trombose, entre outras. O sedentarismo também está ligado ao aumento da pressão arterial e do colesterol.
  • Doenças reumáticas metabólicas: ao alterar a capacidade de absorção, de processamento e de eliminação de substâncias do organismo, estudos revelam que o sedentarismo está relacionado ao surgimento de doenças como a gota, em que o ácido úrico se acumula nas articulações, provocando dor.
  • Osteoporose: vida sedentária significa pouca movimentação do corpo, o que, por sua vez, significa não gerar estímulos no esqueleto, o que provoca uma perda acelerada de massa óssea.
  • Diabetes: a falta de exercícios físicos regulares resulta em aumento da gordura corporal e uma maior resistência à insulina. Além disso, um estudo sueco provou que pessoas com diabetes do tipo 2 que praticam pouca ou nenhuma atividade física têm risco maior de desenvolver doenças cardiovasculares.
  • Depressão e ansiedade: de acordo com pesquisadores noruegueses que acompanharam durante 11 anos pessoas inicialmente sem sintomas de ansiedade e depressão, pessoas sedentárias são 44% mais propensas a desenvolver a doença em comparação com pessoas que realizam atividades físicas pelo menos uma hora por semana.
  • Câncer: segundo dados da OMS, 80% dos casos de câncer estão associados ao estilo de vida moderno. Em relação ao sedentarismo, ele está relacionado ao desenvolvimento de tumores que afetam intestino, endométrio, pâncreas e mamas.

A boa notícia é que, da mesma forma que o sedentarismo está ligado ao surgimento dessas doenças, a prática contínua de exercícios pode ajudar a preveni-los e até a tratá-los. Por isso, nunca é tarde para começar a adotar um estilo de vida mais saudável.

Importância da atividade física

 

Só o fato de as atividades físicas ajudarem a prevenir e a tratar uma série de doenças graves já é um benefício e tanto. Afinal, isso significa maior longevidade com qualidade de vida, o que também é importante. Mas, há ainda outros benefícios relacionados à prática regular de exercícios. Conheça alguns abaixo:

Interação social: não é só o fato de a atividade física liberar substâncias que geram sensação de bem-estar. Ao investigar por que a atividade física programada traz mais benefícios para a saúde mental que as atividades físicas cotidianas, cientistas descobriram que a interação social tem um importante papel nesse processo.

Equilíbrio: embora algumas atividades sejam mais recomendadas que outras para trabalhar esse quesito, quase todos os exercícios podem auxiliar a restabelecer ou a retardar a perda da capacidade de equilíbrio conforme envelhecemos, evitando quedas.

Condicionamento físico: parece chover no molhado, mas a prática regular de exercícios melhora, aos poucos, nosso condicionamento, aumentando nossa disposição e tornando mais fácil realizar atividades do dia a dia, como subir lances de escada, etc.

Postura: ao colocar o corpo em movimento, você alonga a coluna e fortalece os músculos ao redor dela, protegendo-a. Além disso, a prática de exercícios também promove a flexibilidade, o que ajuda a manter uma postura adequada.

Concentração e capacidade mental: só de melhorar o sono, a atividade física já favorece uma melhora considerável da concentração. No entanto, estudos conduzidos pela Harvard Medical School também mostram que ela estimula regiões do cérebro ligadas à memória, melhorando a performance mental.

Autoestima: não, não tem nada a ver com emagrecer ou definir os músculos. Mais do que isso, ao praticar uma atividade física regularmente, nós ultrapassamos limites previamente estabelecidos por nós mesmos e reforçamos nossa autonomia, o que tem efeitos positivos na autoestima.

Libido: ao contribuir para a saúde física e mental, a atividade física melhora a vida sexual a medida em que aumenta a libido e está associada à diminuição do risco de disfunção erétil nos homens. Isso sem contar o fato de que a atividade física melhora o condicionamento, o equilíbrio e a flexibilidade, o que pode ajudar a dar um boost na relação.

10 dicas para ter uma vida mais ativa

Como os benefícios reais da atividade física estão associados principalmente à prática contínua, Chiara diz que “nada substitui a prática regular de exercícios físicos planejados”. No entanto, ela cita que pequenas mudanças no dia a dia já são capazes de fazer diferença na saúde das pessoas. Veja só alguns exemplos:

  1. Ande pelo menos 10 mil passos por dia: a ideia que surgiu em 1960, no Japão, para ajudar os japoneses a diminuírem o sedentarismo, ainda é válida e, o que é melhor, ficou mais fácil com a ajuda da tecnologia, com aplicativos como o Stepz, Pacer e Pedômetro dedicados a contar os passos que você deu no dia.
  2. Ande mais e dirija menos: comece a deixar o carro em casa quando precisar ir ao mercado, à padaria e até à estação de metrô mais próxima. Se aliar esta dica a dos 10 mil passos, você vai ver que conseguirá cumprir a meta rapidinho.
  3. Troque o elevador pelas escadas: para quem mora em andares altos, não precisa subir até lá após um longo dia de trabalho, mas coloque como meta subir pelo menos três lances de escada no condomínio, no trabalho ou onde for possível. Já ajuda muito!
  4. Passeie mais com seu cachorro: além de contribuir para o bem-estar dele, você ainda insere mais atividade física no dia a dia. E, o mais bacana, ao lado de um grande amigo.
  5. Estacione seu carro mais longe do que de costume: ao fazer isso, além de conseguir escapar de estacionamentos caros, você ainda acrescenta alguns passos no seu dia. Mas, cuidado, só faça isso em locais movimentados e seguros.
  6. Desça do ônibus um ponto antes: quem anda de transporte público já caminha mais naturalmente, afinal, raramente o ponto ou estação fica na frente do lugar em que queremos ir. Mas vale a dica para potencializar ainda mais a caminhada.
  7. Explore sua cidade ou vizinhança a pé: é impressionante como muitas vezes a gente conhece lugares longe de casa, mas nunca fomos naquela doceria incrível do bairro. E nenhum jeito é melhor para descobrir as coisas do que a pé. Garanto que você vai se surpreender!
  8. Brinque mais com as crianças: tire as crianças do celular e do computador, e saia você mesmo desses dispositivos, chamando-as para brincar de pega-pega ou para jogar bola.
  9. Movimente-se mesmo quando estiver sentada: quando estiver no trabalho, tente contrair o abdômen seis vezes seguidas, várias vezes ao dia. De acordo com os médicos, isso já é o suficiente para fortalecer os músculos da região e melhorar a postura.
  10. Dê preferência às atividades com movimento nos momentos de lazer: a gente já passa a maior parte do tempo sentado devido aos compromissos. Na hora de se divertir, evite só assistir filmes ou séries e invista também em atividades que demandem mais esforço e, de preferência, ao ar-livre, como andar de bicicleta no parque, ou ir à praia e aproveitar para caminhar. Faz bem para a saúde física e mental!

Caso opte por incluir atividades físicas programadas, como ir à academia, Chiara diz que “um programa de exercícios que inclua treinamentos aeróbicos, de flexibilidade e neuromotor é indispensável para manter o condicionamento físico e a saúde”. Com isso em mente, vale procurar uma atividade que se encaixe no seu perfil e que seja prazerosa o suficiente para que você continue se exercitando a longo prazo.

Escrito por Ananda Almeida (REBLOGADO DE DicasdeMulher.com)

#La #obesidad se asocia con la presencia de 12 patologías más

Postado em

La obesidad es una patología de la cabeza a los pies que ocasiona la presencia de otras 12 enfermedades psicológicas, cardiovasculares, traumatológicas, oncológicas y gastrointestinales. A propósito del Día Europeo de la Obesidad, la Seedo quiere concienciar sobre la importancia de la prevención y de la adopción de hábitos de vida saludable.

Flecha Ver Siguiente
Día Europeo de la Obesidad 2018
  • Día Europeo de la Obesidad 2018

Más del 80 por ciento de las personas obesas padecen enfermedades debido al exceso de peso. A propósito del Día Europeo de la Obesidad que se celebra este sábado, la Sociedad Española de la Obesidad (Seedo) quiere destacar que una persona obesa puede sufrir hasta 12 patologías derivadas del exceso de peso.

De esta forma, una persona obesa puede presentar alteraciones del ánimo, pérdida de autoestima, insuficiencia respiratoria, insuficiencia cardiaca y enfermedad coronaria, hipertensión arterial, diabetes, dislipemia, reflujo gástrico esofágico, hígado graso, infertilidad, cáncer, artrosis y varices.

  • Tinahones: “La obesidad es una de la enfermedades que más comorbilidades ocasiona”

La Seedo se ha sumado al llamamiento para combatir la obesidad en Europa, siendo la prevalencia de sobrepeso más obesidad en torno al 60 por ciento de la población (es decir más de la mitad de la población tiene exceso de peso y por encima del 20 por ciento son obesos). Los objetivos fundamentales de la celebración, que este año lleva por lema La obesidad, una enfermedad de la cabeza a los pies, es concienciar sobre la importancia de la prevención y buscar soluciones para las personas que ya tienen exceso de peso.

“La obesidad no es un problema estético, la inmensa mayoría de los sujetos que la padecen tienen asociadas a ella numerosas patologías, por lo que podemos afirmar con rotundidad que la obesidad es una de la enfermedades que más comorbilidades ocasiona”, ha explicado Francisco Tinahones, presidente de la Seedo.

500 kilocalorías al día más que hace 40 años

La obesidad aparece cuando el balance energético se hace positivo. Según datos de la European Association for the Study of Obesity (EASO), las personas en la Unión Europa están consumiendo 500 kilocalorías al día más que hace 40 años. “La mejor manera de evitar el aumento de peso, el sobrepeso y la obesidad es tomar consciencia de la importancia de cuidar de uno mismo y de su cuerpo lo que implica comer saludablemente, hacer ejercicio regularmente y tratar de evitar factores ambientales que pueden causar obesidad como el estrés, el trabajo sedentario y los estilo de vida poco saludables“, ha dicho Susana Monereo, secretaria de la Seedo.

  • El 63 por ciento de los obesos pasan más de 3 horas sentado al día fuera de su horario laboral

“Esta tarea debe empezar en la infancia ya que es cuando se fijan muchos de los hábitos de vida. De ahí la importancia de que los padres y las familias se impliquen para que los hijos aprendan a llevar una dieta saludable y a mantenerse físicamente activos”, ha añadido Moreneo.

Es también recomendable hacer un seguimiento del peso, del IMC y de la circunferencia de la cintura ya que puede ayudar a identificar los signos de aumento de peso que serán mucho más fáciles de abordar en sus etapas iniciales que cuando se alcanza la obesidad.

Las personas obesas, las más sedentarias en tiempo de ocio

El sedentarismo es uno de los factores que más contribuye al aumento de peso. Según el estudio sobre hábitos de vida realizado por la Seedo para conocer la percepción que la población adulta tiene sobre su peso, la población con IMC normal es la que menos tiempo pasa sentada fuera de sus horas de trabajo o estudio, mientras que las personas con obesidad son las más sedentarias.

El 63 por ciento de los obesos pasan más de 3 horas sentado al día fuera de sus horas de trabajo o estudio y 1 de cada 4 obesos (25 por ciento) pasa más de 5 horas sentado, por el contrario, solo uno de cada 10 (19 por ciento) pasa más 5 horas sentado en la población con normopeso.

Además, la población cuyo IMC los define como obesos son los que menos actividad física hacen a diario. Según estos datos, “la actividad física (caminar, ejercicios de fuerza…) es el mejor factor protector del desarrollo de obesidad”, ha apuntado Tinahones.

También son llamativos los datos de conducta alimentaria recogidos en el estudio de la Seedo. Las personas con obesidad son las que más picotean a cualquier hora. Lo hace el 50,4 por ciento frente al 21 por ciento de la población normopeso.

#Cada hora de #sedentarismo eleva un 6,4% el #riesgo de muerte cardiovascular

Postado em

Reducir el tiempo sentado se asocia con un 48 por ciento menos de riesgo de fallecer por enfermedad cardiovascular en mayores de 65, según un estudio en el que participan la UMA, el Ciberesp y el Imdea Alimentación, que se publica en American Journal of Preventive Medicine.

Anciano sentado

El sendentarismo en mayores de 65 eleva el riesgo de morir por patología cardiovascular, según un estudio realizado por investigadores del Departamento de Educación Física, Deporte y Motricidad Humana de la Universidad Autónoma de Madrid (UAM), el Imdea Alimentación y el Ciber de Epidemiología (Ciberesp), que se publica en el American Journal of Preventive Medicine.

El trabajo ha querido comprobar cómo la modificación del tiempo sentado se relaciona con mortalidad por causas cardiovasculares en mayores de 65 años. En el trabajo han participado 2.657 adultos de 65 o más años, de las que 1.682 eran mujeres, que en 2001 y 2003 reportaron cuánto tiempo permanecieroni sentados al día. Todos fueron seguidos durante una media de más de nueve años para saber la causa de muerte.

  • Los mayores que hacían suficiente actividad física tenían un 48% menos de riesgo de morir por ECV

Así, los investigadores observaron que, comparados con los que fueron consistentemente sedentarios, aquellos que mantuvieron niveles bajos de sedentarismo (consistentemente no-sedentarios) tenían un 33 por ciento menos de riesgo de muerte cardiovascular.

Según estimaciones del estudio, cada incremento de una hora diaria de tiempo sentado se relaciona con un aumento del 6,4 por ciento de la probabilidad de morir por causas cardiovasculares. “Comprobamos además que los mayores que hacían suficiente actividad física y que redujeron su tiempo sentado tenían un 48 por ciento menos de probabilidad de morir por patologías cardiovasculares, cuando los comparamos con aquellos mayores inactivos y consistentemente sedentarios. Esto significa que si logramos que los mayores mantengan un nivel adecuado de actividad física y reduzcan el tiempo que permanecen sentados, las muertes por causas cardiovasculares podrían reducirse considerablemente”, ha dicho David Martínez-Gómez, coautor del trabajo.

Según Verónica Cabanas-Sánchez, autora principal, según los resultados, “el tiempo sentado es un importante factor de riesgo de mortalidad cardiovascular en los mayores. Sin embargo, la epidemia del sedentarismo no sólo afecta a la salud de los mayores. En proyectos anteriores hemos comprobado que el sedentarismo se asocia con factores de riesgo cardiovascular también en niños y adolescentes, incluso con su rendimiento académico. Por tanto, debemos ser capaces de encontrar estrategias efectivas que provoquen un cambio en los estilos de vida de todos los segmentos de la población”.

Según datos del Instituto Nacional de Estadística, las enfermedades cardiovasculares ocasionaron en 2016 el 29,17 por ciento de las muertes (119.778 casos), representando la primera causa de muerte entre las mujeres (31,98 por ciento) y la segunda entre los hombres (26,46 por ciento).